segunda-feira, 30 de junho de 2014

Orçamento Participativo II


 
Caro Jorge Sobrado,
 
Sei que não é ortodoxo, mas para facilitar o desenrolar da acção, só desta vez, posso tratar V. Exa por tu, posso? Já vi que sim. Esse sorriso matreiro denunciou-te, meu malandro!

Vamos ao que interessa? Esta noite, decidido a abrir o tasco e a dar o corpo ao manifesto, que é como quem diz contribuir, através do intelecto, para o Orçamento Participativo [O.P], instalei-me no sofá e tive uma ideia.
 
Ora, sabendo que dispomos de setenta e cinco mil euros para espatifar, não te sintas retraído com o uso de um adjectivo tão forte, mais à frente, quando este círculo comunicativo estiver fechado, compreenderás a genialidade que subjaz ao uso de tal termo. Dizia eu, tendo setenta e cinco  mil euros para espatifar e sabendo nós que há quatro coisas que o povo adora i) mandar bitaites na net, ii) ajuntamentos, iii) contagens decrescentes, iv) apontar o gargalo em direcção ao infinito à espera que qualquer coisa rebente, proponho a aquisição desse valor em dinamite ou outro material explosivo competente [i.e. que cause semelhante impacto tanto ao nível sonoro como visual].
 
Tal material deverá ser aplicado por mãos experientes, com a devida diligência, no funicular, ficando agendada a sua acção explosiva para a noite de fim-de-ano, proporcionando assim um estrondoso [já estás a acompanhar o espírito da adjectivação?] espectáculo a toda a mole humana que se encontrar, por volta das 00h00, tanto no Campo de Viriato como no Adro da Sé. 
 
A ser aplicado deste modo, o orçamento participativo apresentaria três benefícios:
 
i) Contribuiria para a poupança na manutenção do funicular conferindo algum desafogo financeiro à CMV.
 
ii) [Puxa a cadeira, vais adorar] Permite lançar a campanha: Viseu, a melhor cidade para explodir!
 
iii) Tendo em conta que ninguém sabe ao certo quanto custou a última passagem de ano, esta ideia, enquadrada no O.P, sendo concretizada na noite de passagem de ano possibilitaria uma poupança significativa no custo da festividade.
 
 
Um forte abraço,
 
Miguel Fernandes
 
 
Ps: Como a vida não está fácil, orienta aí um ajuste directo na ordem dos sete mil e quinhentos euros, apenas dez por cento do orçamento, e podem apresentar este projecto como sendo filho do vosso engenho.

domingo, 29 de junho de 2014

Domingo



"Vou lavar minha roupa 
nas tuas lágrimas, 
vou estender as cuecas 
nas tuas pernas mágicas"

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Preço da interioridade?

Venho manifestar a minha total indignação e falta de solidariedade para com a blogosfera local. Tendo em conta isto, acho uma vergonha estar rodeado por um punhado de camafeus. Será o preço da interioridade? Está na hora de elas também se meterem ao barulho, o jantar é oferta da Tribuna.

Pedido de Aclaração


 Exmº Jorge Sobrado,
 
Venho por este meio pedir uma aclaração das declarações do Exmº Sr. Presidente Almeida Henriques. Segundo as referidas declarações, Almeida Henriques, pede aos bloggers anónimos de sofá para saírem do sofá e darem a cara e o corpo ao manifesto!
 
A dúvida que levanto prende-se com o facto de não ficar claro se Miguel Fernandes é ou não considerado um blogger anónimo de sofá.
 
Assim, caso Miguel Fernandes seja considerado um blogger anónimo de sofá solicito que o meu amigo Guilherme Almeida lidere a defesa da honra desta mui nobre casa, tendo em conta que:
 
 i) Miguel Fernandes só é anónimo para quem (ainda) não o conhece;
 
 ii) Miguel Fernandes escreve os seus posts numa cadeira (de escritório);
 
 iii) Miguel Fernandes é frontalmente contra qualquer tipo de manifestos, excepto os que apelam ao regresso de Joana Amaral Dias à vida politica activa (preferencialmente em trajes menores).  

O silêncio do CDS

Como o Olho de Gato observa, o CDS cada vez mais se confunde na paisagem local com o centrão, não nos resultados eleitorais, porque isso seria pedir demais, mas nos métodos. Entretanto, para dar um abanão na monotonia local, decidem inovar e lançam a pré-campanha mais silenciosa de que há registo na política nacional. Sinal dos tempos ou de um futuro mais próximo? Temo p'la resposta.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A des(oposição)

Afinal, o que se passa com a oposição? Desertou? 

Meus caros, tenho boas e más e notícias.

As boas notícias são que a oposição ainda, [reforço] ainda, não desertou e que algumas das dificuldades que têm sentido são, de certo modo, compreensíveis. Desde logo, a contrário do executivo, não existe uma oposição profissional i.e. remunerada e a tempo inteiro; a oposição não tem nenhuma dupla ao nível de Sobrado-Nascimento; e o executivo por mais uns meses mantém o estado de graça.
 
As más notícias são que a oposição ainda, [reforço] ainda, não desertou e ao assumir os cargos todos estavam informados das condições; o período de graça do executivo está a esgotar e mesmo assim a oposição não parece ter chama, capacidade de organização ou comunicação interna (para dentro) ou externa (com o eleitorado); a oposição não apresenta uma visão de cidade, vivendo da espuma dos dias ou de uma ou outra intervenção mais inspirada (nomeadamente na Assembleia Municipal); não consegue capitalizar as deficiências que já se podem encontrar no actual executivo nomeadamente: uma vereação da cultura que varia entre o fraco e o fraquinho, uma vereação do desporto politicamente condicionada, uma fúria comunicativa que não passa no teste da realidade e o excesso de conselhos estratégicos.

Como é que se muda o estado da oposição?
Meus caros, se nos próximos anos querem ter uma oportunidade de ascender ao poder devem tentar cumprir os mínimos olímpicos. Não há milagres, mas o trabalho sério costuma ajudar.

Orçamento Participativo I

Sobrado, como toda a gente sabe os bloggers são um punhado de egocêntricos, que não fazem nada da vida e passam as noites a conspirar, sendo certo que só se levantam às 16h e ficam na ociosidade crítica até às 19h, portanto marca lá isso para depois das 19h30. A essa hora até os eleitores, uma cambada de contribuintes que passa a noite no engate, já se devem ter levantado porque trabalho também não é para essa gente.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

tempo de vésperas

Rui Santos não pergunta: O debate é para quando? Mas aguarda. Aguarda porque, como qualquer cabeça civilizada, sabe que o debate é a vida de todas as organizações políticas, sem debate não há ideias políticas ou democracia. Portanto, aguardamos.

Joga o Manuel!

Numa terra em que os meus amigos da oposição estão com o ratting p'las ruas da amargura até o meu amigo Guilherme faz o favor de dar razões ao meu amigo Manuel para se afirmar como oposição, umas vezes contribuindo com ideias outras contestando. À falta de alternativas, em 2017, tem de avançar o Manuel.

Ratting da oposição


Recordo as sábias palavras de Montesquieu: "Esta oposição foi diligente a conduzir-se à total irrelevância. Vale CCC na Standart & Poor's e no Indo eu, já na Moody's e na Tribuna está a Ca"*



*O tempo não dá para tudo mas voltarei ao tema, de forma mais substantiva, na próxima semana. (Imagem daqui)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O meu 2 de Maio

Calma, não vamos exagerar! O PCP terá uma certa razão não mais que isso. Apenas uma certa razão*. No entanto, bem vistas as coisas, esta "certa razão" contribui mais do que a "não manifestação" dos "amigos dos americanos" e dos "reaccionários".
 
Num plano mais curto, os camaradas têm razão ao criticar o atentado paisagístico. Sim, atendendo às circunstâncias, arrancar uma árvore é um atentado. O carrossel [que por falta de dinamite não me atrevo a classificar] poderia ser localizado em qualquer outro espaço, sem levantar qualquer tipo de problemas.
 
Num plano mais alargado, a ideia de uma praça é precisamente a ideia de um espaço aberto. As cidades também são os becos, mas são essencialmente os seus espaços abertos que apelam à memória colectiva e a uma ideia de comunidade. Cobrir o espaço será um erro, por isso o arquitecto lá "plantou" as árvores. A sombra natural e enquadrada na paisagem é uma obra em progresso, requer tempo.
 
Uma ideia de Praça 2 de Maio seria tirar as barreiras (o gradeamento) e assim deixar as pessoas fluir mantendo o pórtico como referência histórica.
 
O facto de ainda não existir uma ideia final do que queremos para a Praça e já se tomarem decisões que têm um impacto definitivo no espaço é que me parece preocupante. Pensar as cidades a mais de 10 anos é tanto obrigação dos executivos como dos arquitectos.
 
* A minha discordância assenta essencialmente na ideia da arrogância de destruir sem consultar o autor.

domingo, 15 de junho de 2014

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ups... falei cedo demais!

Poucos dias depois disto, casualmente, aconteceu um daqueles momentos que mudam a vida a qualquer um: Fui apresentado ao grande ídolo d'A Tribuna! Durante uns dias andei num estado de excitação equivalente ao da menina de Campinas quando conheceu o CR7, mas já recuperei. Deste modo estou de regresso até ao Funicular ser desmantelado ou, em alternativa, até ser apresentado ao Jorge Sobrado [a nova referência deste tasco]. 
 
 
PS: A Tribuna continuará a ser um espaço exclusivamente dedicado à heterossexualidade e ao Lo-fi. Assim estão abertas as candidaturas para nova musa do espaço [enviar foto de corpo inteiro, em trajes menores, para atribunadeviseu@gmail.com. Pontos bónus para RP´s de estabelecimentos de diversão nocturna]. Para finalizar, prometo que para o ano é que isto passa a ser um blog a sério. Até lá saudinha e obrigado pela paciência!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Foi bonita a festa páh!

O que já se adivinhava confirma-se.  Quando a principal fonte de inspiração deste espaço desaparece, deixa de fazer sentido continuar. Foi um tempo que terminou e sigo caminho grato a todos os responsáveis por largos milhares de visualizações. Fica a certeza que apenas tentei fazer diferente. Um forte abraço aos mais fiéis do Low-fi que por aqui se praticou, aos que fizeram questão de me conhecer pessoalmente e a todos que de uma forma ou outra fizeram este espaço.
 
In Memoriam:
 
Fernando Ruas;
 
Beck;
 
José Junqueiro;
 
LykkeLi;
 
Ana Paula Santana;
 
Tieta do Agreste;
 
Miguel Ginestal;
 
Audrey Hepburn;
 
Hélder Amaral;
 
Bafo de Bode;
 
Lúcia Silva;
 
Jack White;
 
Américo Nunes;
 
Brian Griffin;
 
Almeida Henriques;
 
Josh Homme;
 
Jorge Sobrado;
 
Olho de Gato;
 
Mota Faria;
 
Jornal do Centro;
 
Fernando Figueiredo;
 
Stewie Griffin;
 
João Cotta;
 
Viseu Senhora da Beira;
 
Jotas;
 
_________*;



* Preencher com o seu nome

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mais um tiro no pé

 
O PS-Viseu continua refém do seu autismo. Ok, cumprem os regulamentos, fazem eleições e trocam de líder (na garantia da vitória do caciquismo), mas seguram os timoneiros. Em suma, mudam tudo na certeza de não mudar nada. Recusam compreender que, em política, a defesa do interesse pessoal nunca foi sinónimo de virtude. Meus caros socalistas, quando não se preocupam com o partido, com a ideologia, com a cidade, com os eleitores, perder eleições consecutivamente é tanto uma consequência natural como um mal menor.

Mordomos do Aparelho

 
"E agora a quem é que me Seguro?"