sábado, 27 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Da Tribuna [Jornal do Centro]


1. Debate: A candidatura de Hélder Amaral, na última semana, abriu a porta à realização de um debate. Quase de imediato as candidaturas de José Junqueiro e Manuela Antunes aceitaram o desafio. Em qualquer campanha, a ideia de que um debate será o “tira-teimas” final, a linha que separa os bons –sempre os nossos- dos maus –sempre os adversários- está algures entre o wishful thinking e a falsa ingenuidade, mas tal facto em nada diminui a necessidade que esta cidade tem de ser debatida. Se não vejamos, por um lado é praticamente impossível fazer uma avaliação séria de cada candidatura partindo das suas acções de rua; dos sound bites, repetidos ad infinitum e sem qualquer critério pelos compagnons de route de sempre; ou muito menos através da previsibilidade formatada dos “encontros temáticos” a que apenas assistem os “ultras” e, ocasionalmente, um ou outro curioso. O verdadeiro pensamento político exige mais, exige muito mais. Exige leitura, exige tempo para ser estruturado, exige contraditório para o credibilizar. Com a calendarização de um debate fica a ganhar não só o eleitor, a cidade e a democracia, mas também ficam a ganhar os candidatos que assim têm a oportunidade de frente a frente apresentar aquilo que os distingue. 

Ps: Dos candidatos, espera-se que recordem as palavras de Roger Scruton e se apresentem ao debate a “achar que o outro está enganado, em vez de ter a certeza que o outro está errado.”

2. Arte: Alguns estudiosos e bastantes curiosos defendem que a verdadeira arte apenas foi produzida em breves períodos históricos, por exemplo: na Grécia antiga, no Renascimento, ou até ao século XIX. Para estes cavalheiros o restante material – segundo eles, inútil- não poderá ser considerado arte no seu sentido mais nobre, sendo que toda a contemporaneidade dificilmente ultrapassa a pura fraude. De acordo com este ponto de vista, a arte contemporânea dificilmente entrará na grande linha evolutiva que constitui a história da arte. No pólo oposto, há quem afirme que só é digna de atenção a arte actual, ou seja, a arte pós-warholiana ou pós-conceptual, sendo tudo o resto obsoleto ou entendido como um freak show com o seu lugar reservado no cemitério das aberrações. Encontramos, portanto, a vanguarda contra a tradição, o novo contra o velho, o moderno contra o académico. O meu entendimento sobre arte tem por base um relativismo moderado: sem tradição dificilmente haverá modernidade e cada obra deve ser julgada de acordo com o momento histórico em que foi produzida. Já a realidade mostra que vivemos numa época de pluralismo, com um forte pendor de cruzamento de ideias e interdependência produtiva. No mundo das artes nada sobrevive fora desta “rede”. Serve esta introdução para recordar tanto aos (e)leitores como aos candidatos autárquicos que, ao nível municipal, a responsabilidade de apoiar, desenvolver e potenciar esta rede de relações de cooperação entre os diversos agentes cabe em larga medida à autarquia. Temos o museu Grão-Vasco, temos o Teatro Viriato, temos os Jardins Efémeros, o museu do Quartzo- com algum potencial-, o Jazz – graças ao Lugar do Capitão e à Girassol Azul- está a crescer, temos o público local. Falta um museu de arte contemporânea, um festival de Verão distintivo, diversificar a oferta - em termos qualitativos- e criar a dita rede de forma a dar alguma coerência e continuidade à programação. Só assim poderemos desenvolver novos padrões de “consumo” cultural, atrairemos novos públicos e afirmaremos Viseu como uma urbe moderna. Este Verão, espero que o (a) próximo(a) vereador(a) da cultura me acompanhe num longo passeio estival por “Art Worlds” de Howard Becker: “O trabalho artístico, tal como qualquer actividade humana, envolve a acção conjunta de um largo, por vezes muito largo, número de pessoas. É através desta cooperação que a obra de arte […] continua a existir […].As formas de cooperação podem ser efémeras, mas frequentemente tornam-se mais ou menos regulares gerando padrões de acção colectiva a que poderemos chamar um mundo da arte“. 


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Blogs

Esta noite, entre amigos, discutia-se a "democraticidade" dos blogs locais. Meus caros, isto é relativamente simples: A Tribuna é um diário público e impessoal onde deixo parte dos meus apontamentos; outra parte -necessariamente diferente- está aqui; por fim existe uma outra, bem mais importante, pessoal e intransmissível, em papel. Como todos os diários, um blog é um trabalho inacabado, um posto de observação com algum filtro, sempre falível e num registo próprio. A opinião aqui expressa tem o valor que cada leitor lhe atribui, nada mais. Perdoem-me então que também não deixe toda a gente -via comentário- escrever o que bem entender neste espaço. Não estamos no campo da democracia estamos no campo sanidade e isto ainda não é o fim do mundo. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Na estrebaria

"Gente que vê tudo como uma corrida de cavalos. Gente de estrebaria." Esperem pela próxima sondagem que logo voltaremos à estrebaria.

Razões a considerar na Sondagem


Ignorando as limitações de um estudo desta natureza- ver ficha técnica. Em termos brutos, ninguém tem a maioria. O povo demitiu-se da partidocracia a culpa, essa, cabe por inteiro às estruturas partidárias e ao caciquismo que raptou a democracia. Caro leitor-militante partidário, não estou a falar do seu adversário, estou a falar do "seu" partido. Olhe para os rostos que fazem a "sua" campanha, entenda o carneirismo univoco subjacente a todas as declarações. Na campanha do "seu" partido tudo varia entre o bom e o excelente, somos um grupo de "eleitos", não é? Pois é! Está lá tudo, nada disto é novo e já vinha no Camões.

 "A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?

Razões para não considerar a Sondagem

Não sendo Viseu o Lumiar e tendo sido efectuadas, apenas, 595 tentativas de entrevista, sendo que 80 foram recusadas, está sondagem andará ao nível de bullshit - que é como os franceses dizem: "Com papas e bolos...".

Junqueiro

Junqueiro está a ler tudo muito bem.  Junqueiro está a ler tudo bem de mais.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nove Posts e um PS

1) No dia da separação de águas nem Alves será deputado, nem eu escreverei às 3h30.

2)  E agoraQuantas meninas gritam de medo?

3) Manuel Tiago é menino para suspender a democracia à chapada.

4) Uma estátua não é um tríptico o Afonso agradece!

5) Declarações fofinhas.

6) Um brinde à Sandra e Jazz, muito Jazz.

7) Mexi as orelhas e contorci as entranhas.

8) Enquanto a guerra à direita alastra, Junqueiro trabalha o centrão é aí que se ganham eleições.

9) A propósito de massagens: "Toda a gente sabe como começam, mas ninguém sabe como acabam".


PS: Estou de saída para um casamento. Não leiam tudo de uma vez, isto tem de durar uns dias.

Última hora

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ainda Carrilho


O caro Alexandre faz aqui o contraditório. Este contraditório é saudável, na medida em que a cidade vive num certo marasmo e me entrega o odioso- que aceito sem complexos- de fazer a defesa possível de Almeida Henriques e Hélder Amaral.


M. M. Carrilho

A "Malha do Carrilho" foi ligeira, bastante ficou por enunciar.
Em termos quantitativos, numa perspectiva comparada, nesta III República houve menos ministros da cultura do que ministros da agricultura. Este facto poderá significar alguma estabilidade em termos de políticas culturais, mas a realidade é que esta aparente estabilidade de pouco nos serviu -apenas perpetuou alguma inércia e bastante falta de visão.
Em termos qualitativos, se por um lado tivemos gente ilustre como Lucas Pires e Sottomayor Cardia, a presidir ao nosso destino cultural, por outro lado tivemos João de Deus Pinheiro ou Augusto Santos Silva. Neste quadro, estar entre os melhores não será tarefa complicada ou servirá como prova de qualquer tipo de capacidade excepcional. 
A Rede de Leitura faz o ponto da ideia que procuro transmitir. Desenvolvemos uma Rede de Leitura sobre um povo que pura e simples está-se nas tintas para livros ou qualquer tipo de leitura que implique o mínimo de esforço intelectual. Temos o telhado, mas não temos fundações. 

O Meu Dilema 

Compreendo a sua preocupação e estou atento aos programas, mas a verdade é que o meu campo de voto não se encontra limitado entre Almeida Henriques - se não vejo grande cisma em fazer de Viseu Avinhão, acredito que em primeiro lugar temos de potenciar os Jardins Efémeros-  ou Hélder Amaral- é imperioso criar um ponto de encontro e de trabalho comum ou continuamos na desorganização habitual e a consumir recursos sem resultados práticos. Sempre considerei a possibilidade de votar branco, nulo ou mesmo a abstenção. 

O Desafio

Podemos e devemos discutir a Cultura local nas suas diversas dimensões -económica, cultural e política-, até Setembro. Um debate moderado, pela simpática Ana Paula Santana -em jeito de despedida-, no Lugar do Capitão, com os três programas - CDS, PSD, PS-  à frente, seria positivo. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

No complaints



"No complaints
But it´s overrated, that´s for sure
Take a bus back
From Little Rock, Arkansas
Or Modesto
That's where my dog comes from."

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Da Tribuna (Jornal do Centro)


A Cultura, nas suas diversas formas, parece ser o tema transversal a esta pré-campanha autárquica. Não há programa, evento, declaração ou mesmo interjeição que não passe por juras de amor eterno à nova modinha. Esta é uma situação que revela que a cultura na cidade está a ganhar uma dinâmica social à qual o actual executivo não conseguiu dar resposta conveniente. Se por um lado os sociais-democratas apresentam Dalila Rodrigues como cabeça de cartaz, por outro lado os Socialistas apresentam Manuel Maria Carrilho como “O Ministro da Cultura”, no meio disto a simpática Ana Paula Santana será sempre o elo mais fraco.
Usando um critério bastante benevolente, os socialistas, tornaram-se mestres a “vender” Carrilho como o melhor Ministro da Cultura que este país já conheceu. Num dia ameno até podemos dar isso de barato. A realidade é que não tivemos muitos Ministros da Cultura e ser o melhor não significa necessariamente ser excelente, bom ou mesmo razoável, dependerá sempre do termo de comparação. A governação de Carrilho, no seguimento de Santana Lopes, a exemplo dos países europeus mais dirigistas em termos culturais, institucionalizou o modelo Malraux-Lang em detrimento do modelo anglo-saxónico; para Pacheco Pereira a diferença essencial entre Carrilho e Santana [o Pedro, nunca a Ana Paula] é de classe social, pois se um apoiava a "vanguarda" outro apoiava a "rectaguarda". O modelo Malraux-Lang, tão querido ao centrão, assenta na política de grandes obras físicas –betão em bom português-  e em grandes doses de subsídios ou apoios estatais como instrumento de combate à cultura pop-mainstream/subsídio-independente norte-americana, este modelo que conduziu à excepção cultural francesa, volta e meia ainda tem a capacidade de nos brindar com secas monumentais. Grosso modo financiar activamente foi o “Modelo Carrilho”. Em que se traduziu isto? Numa série de programas tais como a “Rede  de  Teatros  Históricos”,  “Rede Nacional de Teatros e Cineteatros” e a “Rede Municipal de Espaços Culturais”; desenvolvidos numa óptica de perpetuar o regime através da obra física. Tendo o Ministério  da  Cultura assumido compromissos para  os quais  não tinha capacidade de  financiamento a médio-longo prazo, como entretanto a Troika fez questão de provar. Muitos destes programas foram implementados sem qualquer tipo de referências sobre as práticas  culturais locais; sem  que  tenham sido desenvolvidos conteúdos programáticos específicos para cada localidade; sem estudos sobre a viabilidade dos equipamentos; sem uma estratégia cultural para o território quer do ponto de vista do público como dos artistas. Chegados à segunda década deste século, das setenta salas da rede de cineteatros apenas sete cumpriam as exigências para ter acesso às verbas do QREN -ter cento e cinquenta eventos programados e cinco mil espectadores. Estamos, portanto, perante uma  política que  operou uma verdadeira revolução ao nível do edificado, mas  que  em pouco  contribuiu para o desenvolvimento de práticas culturais, das artes e do espectáculo ou mesmo para uma educação social para a cultura. Tratou-se, antes de mais, de responder a  uma  execução  orçamental – ao gosto de Bruxelas-, sem qualquer tipo de consequência no campo das ideias, do que de  uma verdadeira política pública para a cultura. Este é o legado de Carrilho, “o melhor Ministro da Cultura”, numa terra em que ainda se confunde o construtor civil – o cavalheiro que constrói o Teatro- com o programador cultural – o cavalheiro que dá vida ao Teatro.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Quem é o Sobrado?


Vamos ver se percebi: O Sobrado garante que não está; o Alves - ainda alguém espera milagres do Alves?- garante que o Sobrado está; o Almeida diz que o Sobrado volta e meia está. Só não explicam é com o dinheiro de quem é que o Sobrado esteve para estar. 

domingo, 7 de julho de 2013

Ruas Rules


Esta imagem encerra uma certa inocência panque-roque irrepetível. O próximo autarca nem canonizado fará esquecer este. Espero que Ruas se junte à malta e abra um blog indie - Farminhão, Senhora dos Arrabaldes.