quinta-feira, 30 de maio de 2013

Da Tribuna [Jornal do Centro]


1. D. Sebastião à Direita: O facto político mais relevante da semana anterior foi o anúncio oficial da candidatura autárquica de Hélder Amaral. O CDS-PP, à espera do seu D. Sebastião, tem a secreta esperança de voltar a repetir as votações do Engº Engrácia Carrilho. Principal problema: desde a inauguração do Ruísmo [facto que ocorreu algures antes da queda de um muro em Berlim] o mundo mudou e o eleitorado do CDS local tem-se vindo a desagregar. Para reverter o estado da nação, Hélder Amaral, promete avançar primeiro com as ideias e só depois com as caras que vão dar corpo ao projecto. É certo que Hélder destacou-se nos bancos da AR como a formiga trabalhadora, por oposição às cigarras que todos conhecemos, mas corre contra o tempo e contra o aparelho laranja instalado no poder, de quem é parceiro no Governo, e Junqueiro tudo fará para que o eleitorado disso não se esqueça. Nestas eleições a candidatura de Hélder é mais um facto positivo, na medida em que vamos ter os três principais rostos na vida política local em disputa directa entre si. Até pode ser que se dê o caso de se começarem a discutir ideias e projectos, este seria o mais importante contributo de Hélder Amaral para estas autárquicas. 

2. A crise quando nasce não é para todos: Existe uma saudável esquizofrenia na vida política portuguesa, esta condição é o sal que anima discussões populares e páginas de jornais. Sejamos honestos, qualquer povo romântico gosta de um bom “cafajeste”. Quem não se recorda de autarcas satisfeitos pois a limitação de mandatos apareceu em boa altura, afinal de contas todos precisamos de descanso, para logo depois afirmarem que tinham sido “expulsos” do jogo sem razão aparente e, quais velhas glórias, sonham com o regresso? Se é deste golpe de rim que o meu povo gosta, as coisas mudam de figura quando se fala de dinheiro em época de crise. Segundo o líder da distrital do PSD: "Não fazia sentido, num momento em que o país está a passar dificuldades, que se fizesse uma campanha com ostentações e festas", rematando a questão com um afirmativo "Não vamos prometer o que não podemos cumprir e vamos assentar sempre numa mensagem de verdade e sem ilusões". Se Mota Faria, e bem, apelou à contenção de custos na campanha eleitoral laranja, uma vez que o país se encontra sob assistência financeira, a candidatura de Almeida Henriques tratou de ignorar olimpicamente o presidente da distrital, povoando a cidade de outdoors. É sempre mau prenúncio começar a campanha eleitoral assumindo uma posição, mas, na prática, fazer exactamente o seu oposto. E convenhamos, tal como Mota Faria percebeu, em época de aperto financeiro um pouco de decoro nunca matou ninguém.

3. Época de Incêndio: Todos nós sabemos qual a importância do Corpo de Bombeiros Municipais. Se o leitor não entende o que lhe digo vá à sua cozinha ligue o gás, espere dez/quinze minutos, e acenda um fósforo. Agora, entendeu a ideia? Então está na hora de saber que os Municípios têm responsabilidades nesta matéria, também deve ser alertado para o facto do orçamento dos corpos de bombeiros ser curto havendo a necessidade de rentabilizar os meios existentes. O amigo desse lado do jornal, também deve ter em conta que o responsável máximo da Protecção Civil Municipal é o simpático presidente da autarquia, sendo que nada justifica o vazio que há a respeito desta matéria neste Concelho, estando inclusive em incumprimento perante a Lei 65/2007 dada a falta de um serviço Municipal de Protecção Civil. Mas o que é que a cidade espera dos Bombeiros Municipais? Espera um serviço que funcione, que responda eficazmente à população e que sensibilize na época de inverno através de acções nas escolas e nas juntas de freguesia. Como todos sabemos, ninguém está livre de um acidente. Em caso de não haver capacidade de resposta, o processo, pela falta de socorro, segue em nome do presidente da autarquia? Alguma coisa tem de mudar, a actual situação é um completo desrespeito pela população.

Praça da República

Vamos ver.... Nesta praça, temos o Bruno, o Fernando, o Telmo, o Rui, o Renato e claro está a Graça.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Esquerda?

Bocejo! Agora já sabem.

Post extra-ordinário

José Junqueiro, com razão, afirma que fazer coisas não tem nada de extraordinário. É verdade, em toda a minha vida, já devo ter feito duas ou três coisas e posso garantir que isso em nada é extraordinário. Mas o que seria realmente extraordinário era ouvir estes senhores a discutir a cidade, afinal de contas é para isso que eles estão cá. O amigo Junqueiro avança? Se é para falar do governo podemos esperar pelas legislativas. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Na Rua Direita


O Senhora da Beira, do Senhora da Beira

Segundo a VFM: "Hélder Amaral escusou-se a confirmar se Fernando Figueiredo, Coronel do Exército na Reserva, antigo 2º Comandante do Regimento de Infantaria 14 e responsável pelo Blogue Senhora da Beira, vai mesmo ser o candidato à Presidência da Assembleia Municipal. Diz que em breve vai anunciar outros nomes que o acompanham na corrida autárquica." A confirmar-se esta ideia tenho 3 apontamentos: Para blogers na política o Galamba já nos chega [esta não é uma apreciação positiva], eu próprio lançarei a campanha "Nem mais um bloger a eleições"; o Fernando dificilmente prestará melhor serviço à cidade na Assembleia do que presta via Senhora da Beira; serei o Senhora da Beira do Senhora da Beira. 

Eu tenho dois Junqueiros

Eu tenho dois Junqueiros
Que em nada são iguais
Mas não tenho a certeza
Do qual eu gosto mais
Do 2011 ou do 2013?

Gastámos as palavras


"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, 
e o que nos ficou não chega
para fastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio."

domingo, 26 de maio de 2013

Domingo



She Shines
In a world full of ugliness
She matters
When everything is meaningless

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Compromisso


Hélder Amaral assume o compromisso e avança. Venham as ideias.

Almeida Henriques

Podemos criticar Almeida Henriques por diversas razões e caros amigos razões não faltarão. Mas não podemos criticar um homem que foi à luta. "Por outro lado [...] eu não sou dos que acha que o insucesso seja algo que nos deve condicionar. Antes pelo contrário. Haja pessoas que ousem fazer!" O espírito liberal é isto mesmo. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Notícias de Estalinegrado


Alexandre, estes truques são velhos. São do tempo em que Casimiro era uma opção para o baptismo.

Sai um projecto alternativo

O Alexandre vai a votos, na Junta de Freguesia Urbana. Nem sempre concordo com o Alexandre, mas a ousadia, o espirito democrático e a visão critica estão lá. Isso é bom, meus amigos, isso é muito bom. Venham mais candidaturas fortes que a cidade agradece. 

sábado, 18 de maio de 2013

Simplesmente Regine




"Toda a vida acreditou que a felicidade lhe estava vedada, nomeadamente a felicidade que se manifesta através do casamento. Comprometido com Regine Olsen, uma adolescente que não compreendia a sua melancolia, Kierkegaard decide romper o noivado. E escreve uma impetuosa confissão para afastar Regine. Exagerando os devaneios da sua boémia, assume a reputação odiosa de hedonista e cínico. Mais tarde há-de elaborar minuciosas objecções ao casamento enquanto escolha moral. Mas nunca deixou de amar Regine"

Para lá da pose


Não eras grande musa, mas eu também não era grande poeta.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

1940

Entretanto, para lá da cortina de ferro.

O estranho caso do Dr. Já Esteve(s)!



Com a aproximação das autárquicas, transversalmente a todo o espectro partidário são apresentadas diversas teorias sobre a importância da participação cívica. Nas tardes de Domingo são proferidos belos discursos que fazem a prova de que a sociedade civil, uma abstracção que dilui todos em alguns, vá-se lá saber porquê, está com a candidatura X em detrimento da candidatura Y. Em todas as comunicações ou panfletos é-nos garantido que a “turba pré-amotinada”, após 4 anos sem ser tida ou achada, foi encontrada e será ouvida. Por azar, uma aliança entre a Sociologia Política, a Teoria da Democracia e a dura realidade faz questão de nos provar o contrário. Vamos a factos? O estudo "Sociedade Civil e Democracia: Portugal numa Perspectiva Comparada", do Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, deixa no ar diversas questões, entre as quais: Em que condições o Estado encoraja a formação de associações voluntárias? De que forma o grau de democratização do regime se relaciona com a vida associativa? As respostas são relativamente simples de entender. Se por um lado os “Estados fortes (capazes de concretizar políticas e fixar objectivos de modo relativamente autónomo) favorecem o desenvolvimento da sociedade civil”, por outro os “Estados fracos tendem a favorecer associações pequenas, fracas e limitadas geograficamente.” Deste estudo podemos aferir que “uma vez que parlamentos fortes representam a nação na sua globalidade, as associações tenderão a adquirir um âmbito nacional e, como tal, a dotar-se de mecanismos acrescidos de coordenação territorial, com os líderes associativos a forjar ligações e alianças cuja malha recobre o espaço nacional (…) uma democracia terá tanto mais qualidade quanto mais os grupos intermédios e com menos recursos de uma sociedade tenham maior capacidade de auto-organização e de fazer ouvir os seus interesses na arena pública e junto das instituições políticas.” Logo “os diversos grupos serão tão mais favorecidos em termos de políticas públicas e ouvidos pelos decisores políticos quanto mais organizados estiverem.” Ora, tendo em conta a fraca qualidade do nosso Estado, da nossa democracia e do nosso associativismo estão a crescer por essa Europa movimentos de cidadãos e apelos à participação cívica e individual contra as organizações que não dizem nada ao cidadão comum, que está farto de ver os mesmos grupos de interesses transitar de um lugar para o outro. Como sociedade, vivemos em loop o estranho caso do "Dr. Já Esteve(s)", um médico pontual que à entrada no serviço passava pela enfermaria, largava um sonoro "bom dia", e dirigia-se à consulta externa, à imagiologia, ao bloco operatório, terminando o périplo na urgência onde repetia dose!.. Passados alguns instantes saía por onde tinha entrado, de forma sorrateira, deixando em todos a convicção de que estava a trabalhar, algures, mas onde estava, de facto, era no consultório (privado) que funcionava no centro da cidade... Quando alguém, no hospital, precisava de falar, ligava ao secretariado,  perguntava por ele e a resposta que ouvia era a mesma de sempre: - "Não sei onde está, mas já esteve! Eu passo a chamada..." Quem atendia o telefone, dava a volta aos diversos serviços possíveis da sua passagem e a resposta sacramental era sempre a mesma: "Não sei onde está, mas já esteve!"... Alguns dos nossos representantes são assim mesmo, leram a cartilha do "Dr. Já Esteve(s)"...

Tudo isto cheira a bafio!


segunda-feira, 13 de maio de 2013

100 Mil Visitas


Caros amigos, este fim-de-semana, a Tribuna ultrapassou as 100 mil visitas. Às duzentas mudo de campo e às trezentas começo a cobrar. Para já não me resta mais nada do que tirar o chapéu, fazer a devida vénia aos cavalheiros e beijar a mão (em luva branca) às senhoras. Sem a vossa simpatia a Tribuna nada seria. Bem hajam e espalhem a palavra da Tribuna. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cultura de Rancho


Viseu só dá rancho! É rancho no prato e rancho no palco, isto é uma dieta desequilibrada. Eu, apesar do excesso de colesterol, não tenho rancho no coração. Antes de votar, era importante conhecer os nomeados para a vereação da cultura. Dêem-me nomes que não custa nada. Eu voto na feijoada, homessa!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Tenho o feminismo em alta

Cara leitora, aqui fica a sugestão para o dia 10 de Maio, pelas 21h*, na Fnac.


*Nota: Comparecer com autorização assinada pelo respectivo cônjuge, após ter concluído, com distinção, as tarefas domésticas.

A Tribuna de 89

Pós-2001, Viseu era água parada com tubarão. Finalmente, em 2013, o Ruísmo coube no frasco de formol. Pós-2014 aderimos à Nostalgia -nova forma de pornografia-. Para a frente é que era, mas ainda não saímos de 89.

Texto originalmente escrito em: A Tribuna de Viseu a 6 de Maio de 2017

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Caro Almeida Henriques


Em "Época da Acasalamento" [1949], há uma passagem sobre homens que abusam de óleo capilar. Se não estou em erro, nestas coisas a memória prega partidas, estes homens não seriam a companhia adequada para ir ao teatro. Depois de ler os jornais de hoje, entre ir em má companhia para o teatro ou para umas autárquicas, sem hesitar, optaria pela primeira opção.  

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Jota e o Hobbes errado


Em 2001, N. Bobbio [socialista-liberal] e M. Viroli [politólogo] sentaram-se em pólos opostos da mesa e da sua conversa, entre gerações, surgiu o livro: "Diálogo em Torno da República", uma visão culta e abrangente sobre os desafios da República, merecedora de destaque em qualquer estante civilizada. No ano de 2004, Mario Soares e Sergio Sousa Pinto em "Diálogo de Gerações", fazem um remake à portuguesa, a obra lusa, infelizmente, em poucos momentos descola da frustrante mediania. Em 2013, a JSD Viseu promove um "Encontro de Gerações", caso lancem o resultado do debate em livro aposto que correm o sério risco de competir directamente, nas estantes, com Hobbes. Refiro-me ao amigo [tigre] de Calvin, nunca a Thomas, claro!