segunda-feira, 29 de abril de 2013

Este Post não é sobre futebol II


Fernando, além dessas semelhanças encontro outras mais reais. Vencer uma batalha será sempre bom ma non troppo, no dia seguinte o grau de exigência aumenta. O meu pessimismo também me indica que se aprende mais na derrota do que na vitória. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O prémio

Eu que ansiosamente aguardo pelo dia da minha descondecoração, acho que um prémio é um prémio e é um prémio. Este post, tal como um prémio, vale o que vale.

Da Tribuna (JdC)


1. O novo CDS-PP: A evidência do leitor estar com estas páginas na mão faz-me ter a certeza que escrevo para um público informado. O facto do amigo aliar a sua perspicácia a um elevado nível cultural é a garantia de que não se sentiu surpreendido com nenhuma das escolhas autárquicas até agora apresentadas. O sorriso de ironia que esboçou ao ler a última frase dá-me a certeza que dificilmente ficará “encantado” com as ideias ou programas eleitorais que os referidos candidatos irão apresentar. O leitor, inteligente como sempre, neste momento pensa para os seus botões: Esta juventude anda louca, o Miguel esqueceu Hélder Amaral? A minha resposta é simples: Exactamente… nada disso… muito antes pelo contrário. Hélder é que esqueceu o candidato. Nestas autárquicas, o CDS decidiu avançar no campo das ideias [pensamento] antes de irromper pelo campo dos rostos [pose]. O CDS parece disposto a fazer diferente, por oposição ao que tem sido habitual. Segundo a linha de raciocínio democrata-cristã, o habitual é o que aparentemente nos volta a ser proposto tanto por socialistas como por sociais-democratas. Este fazer diferente, segundo o CDS, é: “(…) apresentar em primeiro lugar o seu projecto para a cidade e depois então encontrar as pessoas certas para darem forma ao projecto. O objectivo desta nova forma de abordagem é responder a todos que exigem um concelho atractivo e uma cidade moderna (…) Viseu precisa, portanto, de renovação, de políticos comprometidos com causas e com as populações (…)” Numa primeira análise parece um bom ponto de partida, na medida em que o combate político deve emergir do campo das ideias [a cidade necessita de ideias e discussão]. No entanto, esta postura não deixa de conter os seus riscos. Tanto para o CDS como para a cidade existe o risco de serem os últimos a entrar em campo e sem garantias de conseguir apresentar ideias ou caras novas [na época em que a actividade política entrou em descrédito total, encontrar caras frescas poderá revelar-se uma tarefa digna de iluminados], e todos sabemos que eleições sem uma terceira opção válida serão sempre eleições coxas. 

 2. Expovis: José Junqueiro recebeu com surpresa a notícia do cancelamento das feiras “Movelar” e da “Viseu Noivas”. Eu recebi com surpresa o facto de elas ainda existirem. Segundo sei, estamos a falar de duas feiras deficitárias às quais o tecido comercial de Viseu pouco aderia. Vamos a factos: a “Movelar” funcionava como pré-reserva para a Feira de S. Mateus [FSM]; os industriais de Paços de Ferreira condicionavam a sua participação à obrigação da Expovis assegurar um lugar na FSM. Perante este cenário impunha-se parar e pensar uma estratégia diferente do ponto de vista organizativo e económico/financeiro. Uma cabeça economicista pensaria: Não poderá, tal como já acontece, a FSM assegurar a realização de uma mostra de mobiliário com industriais do ramo de Viseu, Paredes e Paços de Ferreira? Já a “Viseu Noiva” não poderá ser integrada na FSM, sem prejuízo para ninguém e como reforço da oferta da FSM 2013? A resposta a estas questões é afirmativa. Não terá chegado o momento de olhar o futuro e procurar uma nova estratégia e uma nova visão mais profissional para este tipo de certames definindo com rigor custos, parcerias e objectivos? E para quando a realização de uma feira de agricultura, produtos endógenos, gastronomia e uma outra que seja afirmativa das potencialidades da região de Viseu, no campo do termalismo e turismo de saúde? Não é chegada a altura de sabermos o que podemos esperar de cada candidato relativamente à Expovis e ao futuro da FSM para lá de 2013? 

 3. Lugar do Capitão: Amigos pedem-me informação sobre Viseu, qual o melhor dia para visitar a cidade de Viriato? Onde ir? Eu penso um bocado e sugiro a noite. É melhor visitar Viseu fora de horas, se for numa noite de quinta-feira é excepcional. Os meus amigos alfacinhas franzem o nariz e pensam que ensandeci, que perdi o juízo, que estar longe do mar abalou a pouca sanidade que me restava. Nada disso, a explicação é bem mais prosaica, às quintas à noite há Jazz no Lugar do Capitão. Qualquer cidade civilizada tem um sítio com Jazz ao vivo, Viseu felizmente tem o Capitão.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ainda Quinta do Grilo

Sobre isto ficam 3 pontos:

1º: É um problema de polícia, não de política.

2º: Excesso de moralismo raramente significou virtude.

3º: Na expressão "Mães de Bragança", o ridículo coube todo às Mães.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

Bem-vindos ao clube


Guerra Civil


"Quando encontrardes o inimigo derrotá-lo-eis. Não dareis tréguas, não fareis prisioneiros. Que todos quanto vos caírem às mãos fiquem à vossa merce." E eu que, por manifesta covardia, não cumpri o Serviço Militar? 

sábado, 13 de abril de 2013

Cessar-fogo


As hostilidades foram temporariamente suspensas. Sem possibilidade de armísticio, resta-nos recolher os feridos e discretamente dinamitar as pontes.  

sexta-feira, 12 de abril de 2013

De regresso



“(...)Por isso a minha alma regressa sempre ao Antigo Testamento e a Shakespeare. Sente-se deveras que são homens que falam; e que aí, odeia-se, e aí, ama-se, mata-se o inimigo, amaldiçoa-se a descendência por todas as gerações, aí, peca-se.

E que tal o Lar de Farminhão?

De acordo com a VFM: "Ruas afasta a possibilidade de ser candidato à Assembleia Municipal de Viseu"

Podes e deves


“Podes, e deves, ter ideias políticas, mas, por favor, as «tuas» ideias políticas, não as ideias do teu partido; o «teu» comportamento, não o comportamento dos ...teus líderes; os interesses de «toda» a Humanidade, não os interesses de uma «parte» dela. E lembra-te de que «parte» é a etimologia de «partido».”

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Deputados, Caso Almeida, Rali [Jornal do Centro]


1. Proponho ao leitor o seguinte exercício: Nomeie os actuais nove deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Viseu. Sem recorrer à cábula, a minha resposta seria: João Figueiredo, Acácio Pinto, Hélder Amaral, José Junqueiro, não recordo o nome de baptismo de mais algum. Agora pergunto ao leitor, além das perguntas ao Governo, por questões de tacitismo político, que outra iniciativa legislativa tiveram pelo distrito? Recorda-se de alguma com significado para os eleitores? Se compreendeu a ironia das questões que levanto e já espera a defesa da criação de círculos uninominais. Acertou. Porque defendo a criação destes círculos? Recorro a Maria F. Mónica que levanta e responde às seguintes questões: “Vigiam eles as acções do Governo? Não. Elaboram leis susceptíveis de melhorar as nossas vidas? Não. São capazes de produzir um discurso susceptível de levantar o moral nacional? Não. Têm opiniões? Não. Estudam dossiers analisados em comissões especializadas? Não. Têm ao seu dispor equipas que os ajudem a formular políticas alternativas? Não. São independentes dos partidos a cujo patrocínio devem a eleição? Não.” M. F. Mónica poderia estar a falar apenas dos “nossos” deputados, mas estava a falar, e bem, da classe como um todo. Em português curto: Nos últimos 30 anos poucos deputados se afastaram da triste mediania de quem nos representou. Se derem ao eleitor a oportunidade de votar num nome, e não num partido, o grau de responsabilização política aumenta. Não raras vezes, os eleitos desrespeitam o voto popular e vão tratar da vida, sendo substituídos por figuras ainda mais obscuras, situação que o voto uninominal limitaria. Se tivermos em conta que, da jota ao parlamento, os nossos representantes apenas conhecem a palavra obediência, teremos pavor a votar em símbolos partidários. Para os deputados-militantes ser um ultra do partido é o seu abono de família, pois fora da esfera partidária a vida é dura para com os medíocres, por isso falam e actuam sempre em concordância. A vida política, sem qualquer tipo de diferenciação entre maus e bons, representa a vitória do pior tipo de socialismo. Está na hora de pedir explicações aos cinco que não sabemos quem são, o que têm feito ou como lá chegaram, bem como aos atrás citados para que não se esqueçam que o distrito precisa que sejam mais proactivos, inquiridores e produtores de iniciativas que tragam desenvolvimento, emprego e bem-estar à região. Se não compreendem esta necessidade, demitam-se! Nós, eleitores, compreenderemos! 

 2. Bomba Relógio: Esta semana Miguel Relvas cessou funções como Ministro-Adjunto. Aparentemente, a demissão deriva do escândalo em torno da sua não-licenciatura. Sobre este tema, Sócrates que obteve a sua licenciatura a um Domingo, numa universidade que acabou fechada compulsivamente, apenas referiu que os dois casos são distintos pois frequentou durante 6 anos o ensino superior [o que não prova rigorosamente nada] e que tirou um Mestrado no ISCTE. Já o ISCTE tem entre-mãos o caso Almeida, um vereador acusado de plágio ou, em linguagem moderninha, “osmose conjugal”. Se o caso Almeida levar o mesmo tempo do caso Relvas, mesmo em cima das eleições haverá resultados. Caso corra mal, o que fará Guilherme? Que danos colaterais provocará na lista que o acolher? 

 3. Rali: Além da tradicional Volta a Portugal, Viseu tem o 1º circuito nacional de BTT. O que não vai para o pedal sobra para a novela. Para quando uma aposta internacional com o Rali de Portugal a levantar pó nas estradas do concelho? Já em 2014 esta prova volta ao Norte e Centro do País, a CMV já ligou os motores?

À atenção de Guilherme


A concelhia do PSD decidiu prestar homenagem, via Facebook, a M. Thatcher e fez bem. O problema, que revela alguma falta de conhecimento histórico, está na citação escolhida. A concelhia, na figura do seu presidente, não parece ter assimilado que boa parte da social-democracia que o seu partido defende faz parte do socialismo que a Dama de Ferro tanto criticava. Fora da memória colectiva também parece estar o facto de Sá Carneiro ter proposto a entrada do PSD na Internacional Socialista. Em português cacique: o Partido Social Democrata, do ponto de vista anglo-saxónico, não passa de um partido socialista, dos que só duram enquanto durar o dinheiro dos outros. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Lúcia Silva

O Viseu Senhora da Beira, com alguma ironia, menoriza o empenho de Lúcia Silva. No entanto, temos de louvar a capacidade de defesa de uma solução que não é a sua e em que não acredita. Numa época em que a garantia do interesse pessoal faz regra, a solidariedade, mesmo que meramente institucional, merece sempre aplausos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Mulheres Socialistas



Continuo a achar que se acabarem com o paternalismo das cotas e avançarem para uma boa queima de sutiãs fazem mais pelas mulheres.

Penalti a favor da Tribuna



De bola apenas sei que é redonda como a maioria das rotundas, mas em números sou como o Excel do Gaspar! Gasta-se 500 mil euros sendo que mais de metade são para o futebol, o que sobra para os demais 3000 desportistas amadores? Já fez as contas? Será um voto por uma migalha? 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Vida independente


Não conheço pessoalmente João Cotta, provavelmente a única coisa que temos em comum, além de um par de amigos, é o facto de escrevermos no mesmo jornal. Mas, não posso deixar de referir que João Cotta tem razão, precisamos de uma candidatura que rompa com as estruturas partidárias e nos tire deste marasmo disfuncional político-partidário em que caímos. 

Na imprensa

É isso e Sobral de Monte Agraço já tem um parque infantil.

Slogan 2013


Um slogan para ser gasto até Outubro: Fazer de Viseu uma cidade.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Na rua



Estive por aqui, entre a Rua da Paz e a Rua da Amargura. Amanhã já me recomponho.