domingo, 28 de outubro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Imprensa, CDS e Junqueiro



1.       Comunicação Errática: Abro o jornal e espero receber substantivas doses de informação, servidas por mãos cultas, acompanhadas por colunas de opinião que de forma superior desconstruam a intrincada realidade em que vivemos. Serão os jornais de referência uma espécie em vias de extinção? Primeiro a rádio, depois a televisão, e por último a internet (blogs, facebook, etc…) conduziram a leitores em fuga e vendas em queda livre. Se falarmos de imprensa regional, dado o restrito mercado publicitário e de leitores, a situação degrada-se a olhos vistos. Estaremos, em Viseu, perante um eucaliptal domesticado (aqui há Olho de Gato)? Um eucaliptal que se demite de informar e pensar a cidade, no entanto, pródigo em exemplos de más práticas e falta de ética deontológica? Se sim, como reverter esta situação? Uma primeira abordagem passa pela imprensa deixar de entender o leitor como consumidor passivo de factos. Ultrapassar de vez o trauma do “jornalismo burocrático”, “feito na secretaria”, construído sobre transcrições de comunicados ou copy past do clipping debitado por agências noticiosas, é necessário ir além da mera bondade semi-académica: Como? Check; Quando? Check; Onde? Check; Soundbite? Check. Neste século a imprensa não pode ter um olhar aposentado de pensamento e identidade. Como leitor de imprensa regional espero uma narrativa essencialmente local. Desejo saber o que sente o vencedor, o cavalheiro que mora na rua ao lado; sentir a mágoa do derrotado – a história do derrotado é sempre melhor do que a do vencedor -, um ser humano como todos que mora na rua de cima. Espero um relato factual e ao mesmo tempo pessoal mas sem espaço para comiserações venezuelanas ou glorificações norte-coreanas. Uma cidade sem um jornal de referência, com uma robusta identificação regional, que mereça ser lido não é uma cidade, é uma povoação. É aqui que começo a folhear o Jornal do Centro.


2.       Ano Conturbado: O ano de 2012 está a ser conturbado para o conservadorismo local. Depois da saída de Rui Santos, da não-recandidatura de Jorge Azevedo, chegou a hora de José Carreira se demitir. Sobre as causas, para as demissões, pouco ou nada se sabe. Resta a certeza de que para o CDS-PP sobreviver terá de se abrir à sociedade, apresentar caras novas (apenas a fotografia de Hélder Amaral no cartão de visita é pouco), abrir a porta a novas ideias, criar alternativas, apresentar um projecto político credível e assente em propostas realistas. O trabalho de base, para que esta nova geração de políticas e agentes políticos surja, deveria ter sido continuado desde as autárquicas de 2009, tendo sido prematuramente interrompido. Nas últimas duas décadas a sociedade viseense evoluiu, já os partidos, no meio da dormência do Ruísmo, não se conseguiram regenerar. Tal como Rui Santos referiu, a este jornal, neste momento impõe-se uma refundação do partido que leve à apresentação de alternativas políticas ancoradas na realidade actual e que correspondam às expectativas do eleitorado. Do confronto entre o velho e o novo CDS, espera-se que emirja um partido aberto, inclusivo, moderno, conservador mas livre de arcaísmos; sem tempo para ilusões, demagogia, alianças ou gigantismos fátuos.

3.       Injustiça Socialista: É impossível não notar nas palavras de José Junqueiro, em entrevista a este jornal (ed. 553), alguma “urticária” relativamente à condução do processo de escolha do próximo candidato autárquico, por parte da concelhia. Nesta entrevista encontramos em Junqueiro um homem de convicções. Junqueiro sabe que é um erro pensar em 2015, tendo um difícil 2013 pela frente. Lembra que a sua candidatura em 1993 foi a melhor sucedida do universo socialista; reforça a necessidade de preparação antecipada; deixa subentendido que gostaria de repetir a experiência, sendo que não atingiu este desiderato devido a factores externos, um “passageiro negro” nunca identificado. No entanto, está desiludido com a menoridade política da actual liderança, incapaz de estar à altura das circunstâncias. Em suma, estamos perante uma injustiça. Mas quem disse que há justiça no socialismo?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Viseu Po-Lis

A Sociedade Viseu Polis foi excluída do próximo Orçamento de Estado. Tenho três perguntas: Ainda não houve tempo para a extinguir? A sociedade cumpriu os objectivos para a qual foi criada? Quanto nos custou?

Ainda.. Semana Académica

A Semana Académica irá avante, sendo organizada pela direcção cessante da FAV. Espero que o meu dueto com a Srª dona Ruth Marlene seja para manter. Caro Pedro Osório, esquece a vereação da Cultura.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Semana Académica




Pedro Osório, acabo de ver o cartaz da semana académica, vou resistir a comentar. Envio esta missiva no sentido de propor um choque cultural, uma espécie de "Operação Choque e Pavor", com o objectivo de iluminar as cabecinhas dos "teus" imberbes estudantes. Afinal de contas eles são da geração de 90 e tu, sendo da geração de 70, tens uma visão mais madura, por isso, queres/deves mandar na pequenada. O plano é simples, abre o ouvido, franze a testa e aproxima-te do ecrã meu bom rapaz. No meio das festividades, eu subo ao palco para um dueto com Srª dona Ruth Marlene, cantaríamos a plenos pulmões as "Murder ballads" do grande Nick Cave. A Srª dona Ruth, por uma noite, seria a minha Kylie Minogue do Barreiro. Graças à tua imensa boa vontade ainda gravamos um vídeo nas margens do Pavia. Caso o plano se desenrole sem contratempos, proponho o teu nome para vereador da cultura, já em 2013. Combinado? 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Entretanto no recreio socialista

Um-dó-li-tá 
Cara de amendoá
Um segredo colorido
Quem está livre
Livre está

Arménio

Ai Arménio, Arménio. Quando é que aprendes Arménio?

Ps: Já agora quem é o Arménio?

Aquário


Na inauguração do aquário o cantor é José Costa, vice-presidente do IPV(?), elemento mais antigo da Infantuna, candidato á C.M.V (assim o PSD o queira) e último Viriato. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A JS mexe

Dias 2, 3 e 4 de Novembro, Viseu vai acolher o 18º congresso nacional da JS. Pacientemente, aguardo convite para assistir in loco ao evento, a minha vontade é alheia ao potencial estético das jovens militantes socialistas. Como não podia deixar de ser, apenas espero pelo profícuo debate de ideias.

E um lugarzinho arranja-se?

Em abono da verdade, nunca usei calções de licra mas já andei de bicicleta!

Algo de Grego em nós

Neste momento, na capital do império, manifestantes, provavelmente ligados ao partido "Os Verdes" e ao BE, atiram contentores ao chão e separam o lixo para a reciclagem. Quando atirarem as garrafas para o jardim do Passos Coelho, por favor, separem o vidro colorido do clear para facilitar a triagem. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Outono em Viseu (Jornal do Centro)


1. Sub-Aproveitados: Bastante dinheiro, alguma tinta e uma carga de macadame depois há vida no ex-futuro-centro de artes e espectáculos, actual futuro parque de estacionamento. No plano conceptual, entre mais um parque de estacionamento pago e um centro de artes, a última opção seria a escolha óbvia, mas Viseu, como Portugal, vive no plano real e este não está pelos ajustes. Segundo os ministros de Lisboa, pelos ajustes orçamentais este país não está e as questões culturais, como sempre, são vistas como acessório de menino rico ou militante do Bloco! Se por um lado Viseu não seria a primeira cidade a valorizar-se partindo de um projecto cultural, por outro em tempo de vacas magras levantam-se outras prioridades. Nem tudo é mau, neste momento possuímos diversos espaços genuinamente talhados para actividades culturais onde nada existe - Parque Aquilino Ribeiro, Mercado 2 de Maio, Fontelo, Parque Urbano da Aguieira, Centro Histórico, Mirita Casimiro, Pavilhão Multiusos e, quem sabe, uma ou duas rotundas. Resta dar vida, procurar dinamizar estes espaços e neles valorizar a produção local de modo a desenvolver uma dinâmica cultural com um carácter distintivo. Este é o trabalho de casa autárquico que temos de fazer se queremos deixar de ser uma cidade subalterna em termos culturais. Se a cultura é alimento para a alma, ao fim de duas décadas esta comunidade está sub-nutrida.

2. Balanço da Feira: A Feira, não tendo sido formalmente condenada em julgamento público por um juiz competente, passou as últimas décadas agrilhoada às ruas da amargura. Os executores da pena - máxima e sem direito a precárias- passeiam no mundo dos vivos, sem tempo para inquietações de alma. Em jeito de balanço desta edição, José Moreira reconhece que a cada ano o desafio é renovado. Este ano, além do alargamento temporal, o certame acolheu mais 35 mil visitantes pagantes, um resultado positivo em tempos difíceis. José Moreira sabe que, como ponto de partida para um futuro melhor, é necessário perceber o que falhou e introduzir melhorias já na próxima edição, de maneira a tornar o espaço mais atractivo. Segundo o mesmo José Moreira, a feira terá de se ajustar aos dias que correm, sendo necessário construir a feira de hoje com olhos no futuro. Aqui é necessário não tomar a árvore pela floresta e assumir que a feira provavelmente será o maior desafio social, cultural e económico de Viseu. A breve prazo, é imperativo construir uma feira diferente, mais apelativa, virada para o século XXI. Para atingir este desígnio sobra muito trabalho pela frente, as novidades terão de ser uma constante na vida da feira, a programação terá de ser variada, coerente e apelativa a todos os públicos. Só assim será possível atribuir ao evento uma dimensão maior e definitivamente afirmá-lo como uma marca das beiras. Da “luta de classes” deverá nascer um meio-termo entre um modelo tradicional e um modelo vanguardista de feira. O poder ouviu Moreira?

3. FAV(as) Contadas: Há turbulência na Federação Académica de Viseu. Recordo o tempo em que fazer uma licenciatura significava 4 ou 5 anos de vida académica, literária e cultural para ser vivida intensamente e em grupo, com sorte esse grupo de amigos trazia mais para cima da mesa do que um jogo de sueca ou bisca lambida. Hoje em dia a inscrição numa licenciatura serve para o lançamento de projectos de poder nos quais ex-jotas, às portas da ternura dos quarenta, com o apoio das máquinas partidárias, tomam os lugares que deviam ser ocupados por jovens, com vista a marcarem uma posição para o seu futuro. Neste jogo, já não há lugar para os românticos da academia.

domingo, 7 de outubro de 2012

60.000

Este espaço ultrapassou as 60 mil visitas. Pensei em agradecer quando ultrapassei a marca das 10 mil, depois nas 25 mil, mais tarde nas 50 mil, mas como sou um caso clínico de preguiça agúda tal não foi possível. Neste momento tenho de destacar os três principais visitantes, o vereador Guilherme (Tribuno de Ouro) o deputado José Junqueiro (Tribuno de Prata) e a minha mãe (Tribuna de Bronze), não menos meritório é o quarto lugar do Fernando (passe cá em casa que tenho qualquer coisa em latão para lhe dar). Em breve será lançada uma edição da Tribuna em paperback. Obrigado a todos.

Domingo


Enquanto atravessava a noite, tudo que tinha eram palavras.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Egocêntrica


Porque nada disto é sobre ti.

Carreira


Sem Carreira voltam ao táxi?

A Mediocridade Rula




"So you wanna hang out with me tonight?
Well, you're cool, but I'm right, so
I'll set the dial to "no fights."
And as we leave the club,
and the sun is coming up, you ask,
"Have I failed to entertain?"
I say no man, it's ok.

Cuz I already knew
that when I'm with you
Mediocrity rules, man. Mediocrity rules."

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Um bruto a melhorar

Esta tarde, numa cidade próxima, como sempre pelas mãos da L. C., recebi isto, isto e isto. Não fosse a L.C. este espaço seria imensamente menos civilizado; não fosse o emrehliuG este espaço não teria metade dos leitores; não fosse José Junqueiro e a altura média dos leitores estaria abaixo dos 1.80cm; não fosse Fernando Ruas e ninguém imprimia estes posts.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Lei? O que é isso?


Pssst! Algum colaborador da C.M.V avise os restantes funcionários da autarquia que um par de brutos de Lisboa, volta e meia, imprime um monte de papel a que chamam Diário da República. A gente de Lisboa é mesmo estranha, não é? No meio desse ajuntamento de palavras, aparece um texto que dá pelo nome de Regulamento de Publicidade do Município de Viseu. Não sei se serve para alguma coisa... temo que não! 

Activos, Reservas e Remodeláveis

"Em cada viseense há um activo para o presente e para o futuro". Resta um, na reserva, para lembrar erros e promessas por cumprir.