sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tratar de Viseu (Jornal do Centro)


1.       Tratar da Saúde: Nas últimas semanas, os deputados do PS, eleitos por Viseu, questionaram o ministério da Saúde a propósito da construção de um centro oncológico nos terrenos do Hospital S. Teotónio. Tendo em conta que a criação desta unidade encontra-se projectada desde o último governo liderado por José Sócrates, o actual executivo foi questionado se a construção, da mesma, ainda faz parte dos planos do ministério e qual o tempo de execução previsto. Apoiados no estudo “ Acesso, concorrência e qualidade na prestação de cuidados de saúde de radioterapia externa” da entidade reguladora de saúde, aferimos que, na região centro, 44% da população reside a pelo menos 60 minutos de uma unidade com serviço de radioterapia, sendo que esta situação se agrava nos distritos de Viseu e Guarda. Neste contexto, não descurando a grave crise que o país atravessa, é fácil concluir que o desenvolvimento deste projecto é de extrema importância para a melhoria da qualidade de vida de todos os doentes oncológicos da região. Sendo verdade que diversos governos, nos últimos 30 anos, não fazem outra coisa sem ser “tratar da saúde” do interior, e que entre trocas de executivos esta região perdeu ou viu adiados projectos vitais para o seu desenvolvimento (como o Comboio, a Universidade e a Auto-estrada Viseu-Coimbra), resta a pergunta: Quando deixamos de ser a cidade do quase? Neste jogo entre o deve e o haver, ficamos sempre a sonhar com o que poderia ter sido.

2.       Tratar dos Emigrantes: José Cesário, um exemplo do estilo de políticos que nos trouxeram a este ano de 2012, acumula horas de voo, será que cumpre a diplomacia económica de Paulo Portas? Até aqui tudo bem, ou tudo mal - depende do optimismo do leitor - o problema do Secretário de Estado está na acessoria, no GPS, ou pior, nos dois. As latitudes frequentadas pelo Secretário de Estado das Comunidades são boas na óptica do turista (aquele turista barrigudo de bermudas, havaiana, meia branca e camisa garrida), no entanto más na óptica dos empresários nacionais ou pouco representativas da diáspora nacional. A comunidade lusa necessita de um “diplomata” que conheça os problemas das suas gentes, ligue o descomplicómetro, simplifique os processos, que esteja presente, que apoie a expansão da nossa cultura, que perceba que em pleno seculo XXI somos bem mais que folclore, bacalhau cozido, carrascão e pimba, que perceba que o quinto império só será realizado através da língua e cultura nacional. Neste momento excepcional, com uma nova vaga de emigrantes de perfil distinto das anteriores vagas, Portugal necessita de governantes excepcionais que lancem as bases para o nosso futuro que, como sempre, é grande demais para este cantinho. José Cesário, por demérito próprio, está na boca do canhão.

3.       Tratar da Indústria: Caro leitor, avanço com 10 nomes (caso o seu sobrenome seja silva p.f. ultrapasse o trauma dos likes): Broose, Labesfal, Inter-recycling, Lusofinsa, PSA, Sonae, Huf, Topakc, Borgstena, Avon Automotiv. Não se preocupe, estes não são os nomes das bandas de roque-enrole que as criaturas, que insistem em tratá-lo por pai, ouvem lançando na sua casa um mar de som insuportável. Estes são nomes de unidades industriais que se instalaram em concelhos limítrofes de Viseu, unidades exportadoras, reconhecidas internacionalmente nas suas áreas de produção, que empregam milhares de pessoas (muitas das quais nossas vizinhas, conhecidos ou amigos), geradoras de milhões de euros em receitas e que colocam o distrito e a região no roteiro da indústria. Viseu beneficiou com a instalação destas unidades, fixámos população, acolhemos alguma da mão-de-obra que passaram a ser Viseenses de coração, podemos reforçar a oferta de serviços. Mas não seria melhor se estas e outras unidades estivessem a ocupar os nossos parques, a pagar aqui os seus impostos, a criar aqui oportunidades de emprego, a transformar Viseu numa cidade industrial e mais atractiva?

Geração Wireless


Entretanto no centro histórico...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

1, 2, 3!


Já ouço o Carlos Cruz a indagar o viseense comum: - "Por 12 milhões de euros tem direito a escolher entre o Centro de Artes, a bota Botilde ou um magnífico parque de estacionamento!". -"A Vota, a Vota" berra um vereador mais anafado!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A sério Cálix?


Cálix, como um bom socialista, propõe a criação de grupos de trabalho ou gabinetes de estudo. Não interessa o assunto, a solução é sempre a mesma. Cálix também lembra Rousseau, não esquece a revolução, e propõe um novo contrato social. Puxem o lustro à guilhotina, afinal de contas, 1789 é já para o ano e muitas cabeças vão rolar. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Jogar pelo Seguro


Quando ela diz que joga sempre pelo seguro, fico com a certeza que não estamos a falar de política. 

sábado, 15 de setembro de 2012

15 de Set.


Enquanto a cidade sente dificuldades em fazer algum noise, a Tribuna brinda os vizinhos com doses industriais de Noise. Agradeçam à menina Krauss!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Exportações

Cesário, afinal a economia está a crescer.

Loja do Cidadão, Jotas, Má Despesa Pública (J. do Centro)


1. Boyismo na Loja do Cidadão: No dia 06, do corrente mês de Setembro, iniciou funções, na Loja do Cidadão de Viseu, uma nova coordenadora. Na opinião do Secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte, esta nomeação serve para preencher um lugar que se encontrava vago. O que o secretário de estado se esquece de revelar é que se levantam outras questões, vejamos: Do que é conhecido, o anterior Coordenador ocupava o lugar desde a passagem da Loja da Empresa, para o espaço da Loja do Cidadão. Contudo, durante os sete anos anteriores à transferência da Loja da Empresa e nos cinco meses posteriores à saída do titular do lugar de coordenador, aquele espaço não necessitou desta figura. No decurso deste período temporal, não houve alteração de horários de funcionamento, não existiu crescimento de instalações ou foi reforçada a oferta de serviços, antes pelo contrário. A oportunidade desta nomeação é tanto mais estranha quando se verifica a saída continua daquele espaço de serviços (nos últimos meses abandonaram a Loja do Cidadão o Ministério da Saúde, os CTT, a Câmara Municipal de Viseu e o Governo Civil) e do que é tornado público pela própria loja do cidadão, os utentes que procuram aquele espaço são cada vez menos. De facto, da informação sobre o volume de utentes que procuram aquele espaço, verifica-se que entre 2007 e 2011 houve uma quebra de 292.918. Sendo fácil chegar a algumas conclusões curiosas:

a)      Nos anos de maior procura daquele espaço (quase sete anos e meio) pela população local foi possível a Loja do Cidadão funcionar só com dois técnicos superiores.

b)      Tem-se registado um abandono contínuo por parte de empresas e serviços daquele espaço.

c)      Há uma quebra acentuada do atendimento. Esta diminuição continuará a manifestar-se em 2012, de acordo com os números apontados pelo mesmo secretário de estado Feliciano Barreiras Duarte.

d)      Durante o mês de Agosto transacto, a gestão da Loja do Cidadão foi assegurada por somente um dos técnicos superiores. Caso o leitor não saiba, o mês de Agosto representa o dobro do volume de atendimento dos restantes meses do ano.

Apesar da realidade apontada, os cargos na Loja do Cidadão têm necessidade de crescer, mas certamente não para benefício dos utentes da mesma, mas para albergar alguém dispensável por parte da Direcção Regional de Educação Centro e desnecessário neste organismo público. A diminuição dos cargos de dirigentes não é assim tão transversal a toda a administração pública. A finalizar, para arrumarmos a questão, onde poderá ser consultado o processo de preenchimento do cargo, o CV da premiada, bem como o perfil de competências necessárias ao desempenho de funções? A cidade está curiosa com a competência da nova gestão que, por certo, conduzirá a breve termo a Loja do Cidadão ao Centro Histórico, como tem sido bandeira de sucessivas campanhas.

2. Boyismo das Jotas: Os partidos foram tomados de assalto por (ex-)jotas, pessoas que não existem fora da política. Logo, tudo fazem para garantir o emprego ou tacho, como o povo sabiamente lhe chama. Alimentam o sonho de chegar a assessores, vereadores, chefes de gabinete, a um lugar numa empresa semi-pública ou PPP. Procuram alianças, viram casacas, fazem amigos, desfazem amizades, lançam intrigas, alargam as redes de contacto que já não cabem na memória do IPhone. Para garantirem que a vidinha continua têm de se associar a um cacique, colam-se ao aparelho, sempre formatados, calados e alinhados, nunca dizem não, são mais papistas que o papa, desde tenra idade são “yes boys” à espera de um dia chegar a “yes men”. Estes jotas nasceram fora de tempo, são da “outra senhora”.

3. Casa da Sé: Neste Sábado, dia 15, pelas 21h, será apresentado, na Casa da Sé, o livro: "Má despesa pública". Se não faz ideia de como aqui chegámos passe por lá, mas evite as rotundas.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Boys

Com 50% de desconto, desempenho todas as funções descritas e ofereço as aulas de dicção. A oferta apenas é válida para políticos locais.

Vida na Tribuna


Acordar, levar a pequena D. (família!!) ao berçário, vir almoçar a casa e encontrar um biberão na mesa da sala. Tudo isto me leva a pensar que o sentido da vida é muito simples... o que hoje não passa de simples ironia amanhã será tirania.

Quebra-Corações, Quebra-Orçamentos


Porque o amor tem tudo para acabar em desgraça.

Central Eléctrica


"There's a five-mile queue outside the disused power station"

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Crise

O Verão/Outono de 2012 ficará na minha história como sinónimo de crise. Em três meses, dois baptizados. Vejo o meu orçamento, para copos, reduzir e a pressão familiar, para putos, aumentar. O Gaspar que não me venha com tretas, esta é a minha crise e ainda estou longe da meia-idade! 

Pró-Eleitoral

Com o Capitão Américo no Prohabit, até a barraca abana e a canalização brilha.

Viseu vota Guilherme


Apesar de poucos resistirem, Viseu já foi terra de índios.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ensino Superior, mas pouco...


O Diário de Viseu volta a brindar os seus leitores com informação de excelência. Segundo o jornal, sobram 563 vagas por preencher no IPV. Segundo a Direcção-geral do Ensino Superior, sobram 774 vagas por preencher no mesmo IPV. Não vamos entrar numa guerra surda de números. O que temos de discutir é a séria falta de atractividade do IPV, apenas 45% das vagas foram preenchidas e com médias de acesso muito baixas. Já não chega afirmar que é um mal generalizado, estamos perante um mal de raíz do IPV. Foi sem dificuldade que as melhores instituições de ensino superior atraíram os melhores alunos. O ensino superior local tem de ser seriamente discutido, a oferta que existe é pouca e francamente má. 

JS quê? JS dê...


Terminou a choradeira. A JSD, com a ajuda da JS, resolveu as eleições internas.

domingo, 9 de setembro de 2012

Correio

Aos Domingos, de 15 em 15 dias, munido dos meus vagares, tento responder ao correio electrónico que inevitavelmente se acumula. Na linha de um Dr. Phill das beiras recebo de tudo, pedidos de casamento; pedidos de divórcio (!?); esquemas de Ponzi; ameaças de morte; mails irados e assinados por um/a G. A. que troca os bês pelos vês; ofertas de animais domésticos; ofertas de livros; etc... Hoje deparei-me com um mail, de uma jovem, que questionava:"O que é feito dos cavalheiros? Daqueles que fazem as coisas porque sabem que é o mais acertado, não em troco de algum tipo de vantagem ou reconhecimento.". Cara M. T. pode encontrar a resposta, às suas questões, na Standpoint..

PS: O link da Standpoint. já foi corrigido. Abraço a todos. 

Bet and Win (não confundir com Betadine)

Quantos mais espectáculos, organizados pela CMV, serão cancelados, pela chuva, até ao final de 2012?

A tirania de Domingo

Cover



Também toco em casamentos.

Crédito de Esquerda


Marx, o cartão de crédito preferido do camarada Jerónimo.

sábado, 8 de setembro de 2012

Momento Mário Crespo


E aqui está uma parte do nosso ensino local, vista aqui na excelência de conteúdos deste Mini MBA.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Nomeação

Cara Ana Luísa Basto,

Não se lembra de mim? É natural, nunca fomos apresentados. A razão desta missiva prende-se com a polémica em redor da sua nomeação para a loja do cidadão. Sendo eu um cavalheiro, não posso assistir passivamente aos vis ataques de que tem sido vítima, como tal venho-me colocar à sua inteira disposição. Tem em mim um aliado, mas atenção... um aliado com um plano! Amiga Luísa, puxe uma cadeira, fique confortável e tire a cera do ouvido porque a jogada é de génio, passo a explicar. Sendo eu um fruto do melhor que o nosso sistema de ensino produz e repare: Com uma perna às costas, as horas perdidas nos matrecos da Nova são prova disso, concluí uma licenciatura cuja média de acesso era superior a 16 valores. Com a outra perna às costas tirei um mestrado na Católica, na faculdade que está sempre na lista do Financial Times, tendo obtido uma nota final que só pode ser entendida como boa, isto apesar das aulas perdidas a dormir (o anfiteatro era confortável, não tenho culpa). Também sou filho do melhor que o capitalismo produz, repare: Ainda no 3º ano da licenciatura entrei num estágio, no fim do qual me foi apresentado um contracto e, apesar de já ter trocado de emprego e área profissional, até as 19h de hoje tenho estado sempre a trabalhar (iniciativa privada). Como dizia, sendo eu um cavalheiro proponho, para a livrar do fardo que devido à sua nebulosa contratação a partir de hoje irá carregar, que me nomeie como seu substituto a título definitivo. Estou certo que eu não encontraria grandes dificuldades para desempenhar as suas tarefas, sendo que as realizaria por metade da sua avença mensal. Ao aceitar a minha proposta, a Ana, passaria de vilã da cidade a heroína da nação, o seu nome seria cantado em tudo que é comício de esquerda, o estado pouparia uns cobres e o próprio Passos Coelho lhe prestaria homenagem na próxima reunião com a troika. Caso aceite, estou certo que o Boss AC lhe dedicará alguns versos. O que me diz? O quê? Não percebi! Ah... teme pela minha reputação! Não se preocupe, para meritório vilão só me falta ser jota. O que me interessa que o povo passe mal ou os jovens estejam desempregados enquanto eu sou nomeado? Nada. Questões de moral, comparativamente com o ordenado mensal, são peanuts!

London Calling

                 

Caro José Moreira,

Esta noite, a Lily ligou, triste por não ter oportunidade de actuar na Feira. Tentei acalmá-la: "-Lily, my love, tenta compreender, sem apoio será difícil ao José Moreira fazer melhor". Entretanto, ela berrava: "-Miguel, darling, tu não foste rejeitado. Não sabes how duzit feeeel!!!"... começou a soluçar, olhou para o cartaz, e neste momento entra em histeria: "-Oh my God!! OMG!!! Augusto Canary? Fuckin Quim? Albernaz, the guy from Farmynháu? It´s not fair, its really not ok...". Amigo Moreira, faça-me um favor, convide a moça para a próxima edição. Eu não aguento outra noite de choradeira!

Classificados

Troco um milhão destes putos por cinquenta velhos chatos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Vox populi


Em dia de incêndio: - "No tempo de Salazar isto não acontecia!". Na realidade, para a geração dos meus avós, no tempo de Salazar, pouca coisa acontecia.

Terça-Feira Negra


Ontem o dia foi negro como a noite.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Maçon das Beiras


Avental (obrigatório), calhamaço de Aristóteles (sou um pensador), chinelo rosa (very fashion). Caros maçons, não só me junto ao desfile, como me candidato a Grão-Mestre!

Que se lixe a troika, isto é róque enrole



O coliseu estava cheio, a beira alta bem representada, a noite transformou-se num blunderbuss em tons de azul. Malta, brunch às 15h no Pão de Canela?