quinta-feira, 31 de maio de 2012

Feira de São Mateus



Caro José Moreira,

Escrevo-lhe a pensar na Feira de S. Mateus. Sei que por vezes a mudança não é realmente desejada por quem decide, quando esse é o caso, ao longo do caminho, somos confrontados com dificuldades inesperadas. Como eu o compreendo, caro Moreira. Ao fim de décadas de estagnação, na última edição, existiu uma tentativa de mudar o rumo. Desejo que essa mudança continue. De lojas de bugigangas está a cidade cheia, de música pimba encarregam-se as comissões de festas e as banheiras de hidromassagens posso garantir que são um instrumento do diabo. Sei que é dificil encontrar um equilibrio entre todas as variáveis, também sei que não é seu dever substituir a vereação da cultura. No entanto, espero o melhor para a feira. Espero uma feira mais fresca, mais organizada, mais ampla e mais limpa, mas estou certo que não faltará quem espalhe cascas de banana. Caso tenha dificuldades em preencher o cartaz, telefone ao meu amigo Jack White. Sei que depois da fase encarnada Jack entrou na fase azul da sua carreira, mas continua a brindar-nos com grandes espectáculos. Caro Moreira, não se esqueça que a fase azul de Picasso (abandono, solidão, morte) foi grandiosa. Diga ao Jack que vai da minha parte, será bem recebido. 

Ruas fashionable


"Ruas, o arquétipo do bigode viseense, certamente brilhou com o seu altivo emaranhado de pelos pelas festas da província nos longínquos anos de 70 e 80. Uma rara amostra deste estilo na já sofisticada fashionalidade apresentada pelos políticos de hoje em dia, mas ainda com um toque à la canard brave com o qual não poderíamos deixar de viver…"

A Tribuna dos leitores

"Socialismo em Viseu é lo-fi, underground e vive destes improvisos DIY. Não é preciso ser pop, mas é bom que tenha algum groove ou até algum do desprendimento punk. Nem um bom single daqui chega." 


Autor: Anónimo 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Impostos

É de louvar a ponderação de Ruas. Se Ruas tendo os impostos no máximo ainda os conseguir aumentar, Vitor Gaspar não só leva um bigode, de antologia, como volta à primária.

Feminismo Socialista


Sinceramente, gosto do feminismo. Aprecio a atitude: Não depilo as axilas! E então? Já não me agrada o feminismo-amiguismo hiper-cultivado em Portugal. Gosto de uma (ou um) feminista que luta pela igualdade de género, não pela promoção da mulher-quota. O feminismo entende a mulher-quota ao nível da mulher-troféu. Para o feminismo o que é conquistado advém do mérito não de quotas. Sinto que Viseu, infelizmente, nunca teve um movimento feminista forte. Tudo isto a propósito do apoio que Helena Rebelo endossou a Lúcia Silva. Caso Lúcia falhe a reeleição espero que formem um grupo feminista. Ao invés do panque-roque das  Pussy Riot optem pelo roque-enrole ou mesmo folclore beirão. No entanto, mantenham-se "Semper Fi" ao registo lo-fi a que o socialismo local nos habituou.

A soma das partes



Considero que o jargão dos  TOC pende para o aborrecido, mas desta vez gostei. Não sei se gostei mais dos TOC, dos políticos ou do regionalismo de Américo Nunes. Mas gostei!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Empenho total



Por estes dias, Guilherme é um exemplo de trabalho e abnegação. Primeiro recebe os presidentes de junta no exercício da função de vereador, depois volta a receber, os mesmos, como líder da concelhia. Trabalhando 24 sobre 24 horas, é natural que não tenha tempo para declarações sobre a ADDLAP. 

A escola socialista



No PS sobrevive uma "old school" e desponta uma "new school". O problema da "old school" é que pensa, escreve e age como a "old school". Está mais datada do que as calças boca-de-sino. O problema da "new school" é que tem medo de pensar, escrever e agir como a new school. Para que servem as jotas?  Pensem nisto. Sábado acaba tudo nas urnas! 

O elefante do PS


Neste momento, para qualquer militante socialista, ser visto ou fotografado ao lado de Miguel Ginestal (Quadrilha dos desesperados), representa ficar sujeito ao, mesmo tipo de, embaraço a que o Rei de Espanha será sujeito caso volte a ser fotografado, de espingarda na mão, junto a um elefante morto.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tragam o desentupidor...cheira a esgoto!



Socialismo Domingueiro

No próximo Sábado decide-se muito do futuro próximo do socialismo local. A Tribuna de Viseu aproveita para lançar 3 apontamentos:

1º: Que os intervenientes evitem os expedientes do caciquismo dos anos 80. Oferecer transporte aos militantes e aproveitar a viagem para os "doutrinar", é caciquismo à moda antiga...

 2º: Acabem, de uma vez por todas, com a relativização e desculpabilizações em torno da "Quadrilha dos desesperados". Se Junqueiro escreveu um bom texto, como aqui afirmei, esteve mal ao relativizar a atitude do cabeça de lista. Ginestal tinha especiais responsabilidades. O cabeça de lista, tal como um comandante, deveria ter sido o último a abandonar o barco. Será que não restava um único socialista, com valor, para ser nomeado Governador Civil? O Partido é assim tão pequeno? A falta de quadros é assim tão grande? 

3º: Que depois das eleições surja um socialismo mais esclarecido, mais combativo e capaz de ser oposição. 

Amaral - O Élder do CDS

Segundo a Lusa: "O deputado Hélder Amaral está a ponderar candidatar-se à presidência da distrital de Viseu do CDS-PP, afirmando que "as solicitações são muitas" e que a sua "primeira preocupação" é com o seu distrito..."Se houver gente que queira fazer esse papel, com quem eu possa colaborar e que possamos fazer uma equipa eficaz, provavelmente não terei necessidade de me candidatar, mas sinto que o chamamento existe", afirmou a agência citando Hélder Amaral.



Se o objectivo do CDS-PP passa por ser alternativa válida nas próximas autárquicas, a caminhada de Amaral será longa, tal como a dos Élder (missionários mórmons) que diariamente nos abordam. Seguindo o exemplo dos religiosos, ele terá de explicar, exortar, ensinar a palavra (conservadora). Tudo isto deve ser apresentado num "embrulho" alternativo, não obstante, sério, eficaz e competente. Pense em 4 nomes, do CDS-Viseu, capazes de combinar estes atributos. Acha difícil? Estou certo que Hélder Amaral também terá dificuldades. 

O silêncio dos inocentes



Quanto tempo levará Fernando a pedir a Ruas que demita Guilherme, ou obrigue Almeida a dar explicações? Achou confuso? Imagine como eu fiquei quando descobri que Guilherme Almeida é o irmão perdido de Paulo Pedroso! 

domingo, 27 de maio de 2012

Domingo


Termino de ler "Amesterdão"de Ian Mcewan. Obra que não foge ao estilo do autor, com 180 páginas, vencedora do Booker Prize '98 e editada, entre nós, pela gradiva. A acção inicia-se no funeral de Molly Lane. Nesse momento estão presentes Clive (compositor), Vermon (editor de jornal) e Julian (político) todos eles ligados pelo facto de terem sido amantes da defunta. Clive e Vermont são amigos e, afectados pelas circunstancias da morte de Molly, fazem um pacto de eutanásia. Com o desenrolar da acção Vermom publica, no seu jornal, fotos, capturadas por Molly, do político em  roupa interior feminina, prejudicando a carreira política de Julian. A ética de Clive leva-o a questionar o amigo. Neste momento, a amizade  começa a ser corroída, por caminhos tortuosos, a história atinge o ponto de não retorno. Não pensem que os ex-amigos se esqueceram do pacto, após uma pretensa reconciliação, ele será levado a cabo (neste momento é impossível contornar o humor negro do autor). Neste romance, Ian apresenta, ao leitor, uma história crua sobre as falhas de carácter comuns todos os seres humanos. Não sendo a sua melhor obra, Ian consegue viver de acordo com a alcunha "Macabro". Aconselho vivamente a leitura.

Facebook



A Tribuna acabou de chegar ao Facebook. Não se preocupem, levei o canhão!

sábado, 26 de maio de 2012

Fim-de-semana


No Museu Colecção Berardo, com o CCB cheio de jovens (sub-35), cruzei-me com Jannis Kounellis. A conversa foi breve e educada. Kounellis perguntou quando poderia passar por Viseu, respondi que a Capital das Beiras não é a Capital da Cultura e que corre sérios riscos de nunca ser exposto na terra de Viriato. Jannis franziu a testa e perguntou se não há jovens ou pessoas de cultura nesta terra. Envergonhado, respondi que sim, há juventude e pessoas menos jovens que apreciam e consomem bens culturais, mas o problema reside na falta de uma política cultural séria e pensada a médio prazo. Ele perguntou o nome dos responsáveis pela cultura local. Referi o presidente e respectiva vereadora. Kounellis lançou um sorriso benevolente e disse que compreendia o meu sofrimento, para não desistir e aguentar até às próximas eleições, depois ele assume o cargo. 

FB Leaks Viseu


A Tribuna de Viseu ainda não aderiu ao facebook, mas está atenta ao FB leaks!

Ruas tem hype!



Quando confrontado com a acusação relativa à falta de hype da cidade, F. Ruas responde: Hype? Entre a novela "Remédio Santo" e o meu bigode, temos hype de sobra no Rossio. A minha relação com o hype sempre foi muito dialéctica.

Da série: diz-me com quem andas!


Em que Dias vais com o Loureiro? Sempre que ele Visa a Beira.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O humor negro em Ruas

Ao fim de 22 anos, chega mesmo a tempo das exéquias do Ruísmo. Depois digam que a Ruas falta visão estratégica!

Socialismo do século XXI

José Junqueiro assina um bom artigo. Junqueiro percebeu que o PS, dos últimos 22 anos, não é suficiente, apela a um corte com o passado, olha para o futuro, procura algo novo, descarta a "Old school" socialista bem como a "Quadrilha dos desesperados". Acerta no alvo ao afirmar: "A escolha dos eleitores, muito personalizada, irá recair sobre uma de entre várias personalidades, muito ou pouco conhecida, que dê garantia suficiente que um novo ciclo de desenvolvimento vai acontecer, que não apenas de crescimento, com políticas que reforcem e qualifiquem a vida dos cidadãos." Junqueiro, honesto e desinteressado, põe-se de fora da corrida às autárquicas. Procura algo fresco, procura um Francisco Mendes da Silva socialista que tarda em aparecer. 

Filipe Nunes Vs Lúcia Silva

Filipe Nunes disponibilizou a sua "carta de intenções". Não vou tecer considerações críticas sobre a mesma, visto que ainda não existe termo de comparação. Posso adiantar que na generalidade parece um texto bem trabalhado. Neste ponto Lúcia Silva, até agora, apresenta-se a jogo com uma mão cheia de nada. No entanto, tendo a certeza que os membros da "Quadrilha dos desesperados" estão excluídos de qualquer participação, só podemos esperar o melhor de Lúcia. Afinal de contas é só passar os olhos na moção de Filipe, limar arestas e juntar meias dúzia de citações de Chomsky. Quem nunca olhou para o exame do colega do lado, que atire a primeira pedra!

A tribuna é fachada



Até pode ser fachada, mas não pratica habilidades.

A tribuna rural



Se a horta produzir tanto quanto tem produzido a gestão de Valdemar Freitas, legumes, hortaliças e outros vegetais não vão faltar nestes verdes campos!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

P.U.A: faltam peanuts, sobram pinantes


No Parque Urbano da Aguieira (P.U.A), mais uma obra incabada, a construção dos caminhos pedonais vai avançar. O orçamento de toda esta empreitada são peanuts, comparativamente com outros investimentos aos quais não se reconhece mérito, necessidade ou utilidade. Até estar concluído apenas pela escuridão da noite, e na radial, o P.U.A terá alguma utilidade. Continuará a ser desfrutado por vigorosos pinantes, até que o cansaço ou a luz do dia os vença. 

Esquerda 0 - 2 Direita


O meu dealer habitual, faz tempo, já me havia cortado o fornecimento mensal da revista The Nation, agora ameaça cortar com a Harper's. Ou seja, em menos de um ano, mete a "esquerda civilizada", que entra nesta casa, na gaveta. Quando o fornecimento ficar limitado ao conservadorismo bem escrito da The Spectator e da The American Conservative, não fiquem surpreendidos se virem este blogger a passear, nas streets de Viseu, com uma T-Shirt igual à da foto. A culpa será toda do reaça da papelaria. Obama, no hard feelings?

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Seis dias de infâmia




Guilherme, seis dias de desonra pública passaram, desde que vil pasquim lançou lama sobre o teu bom nome. Até hoje, da tua estóica boca não saiu uma palavra, um suspiro, um desabafo, um choradinho, um Sá Carneirismo, uma linha de indignação, um contraditório. Tu, como ninguém, sabes que a reputação de qualquer governante deve estar acima de suspeita. Também sabes que a tua pureza, como a de todos os inocentes, não necessita de confirmação, é outorgada por Deus. O povinho, essa massa bruta que não sabe o que é ser jota, não entende. Logo quer sangue. Para essa reles massa, a guilhotina sempre soube a pouco. Seis dias de martírio passaram. No entanto, sei que nas próximas horas vais-te expor ao vexame de ter de desmentir a falsidade ou, em alternativa, colocar o lugar à disposição. Honro a tua atitude, laudo a tua presença de espírito e percebo a magistralidade do teu intelecto. Seis dias de opróbrio passaram. Garanto que o mundo conhecerá a tua tragédia. A torpeza dos que te difamam nem aos portões do inferno será perdoada. A tua coragem será cantada por gerações de poetas. Neste momento de infâmia deixo-te um grande e sentido abraço. 

Rigth place wrong time?



Há dias em que eu, o Jack White e o Guilherme Almeida nos sentimos no sítio certo mas na hora errada. Caros leitores, nem sempre a pontualidade é um atributo valorizado.

domingo, 20 de maio de 2012

Cultura ligeira

 

Qualquer cavalheiro sabe que boa companhia feminina, ao assistir a uma exposição, espectáculo ou cinema faz toda a diferença. Em diversos eventos, dependendo da companhia, já fiquei com a sensação de estar a assistir a algo majestoso ou simplesmente a algo trágico-cómico. Foi o que me aconteceu este fim-de-semana. Em boa companhia, deambulei (verbo adorado por poetas e restantes adeptos do ócio), no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, pelas exposições: "Josef Albers na América" e "Pequeno Almoço sobre Cartolina", ao sair senti que a excelência pode estar ao alcance de um pincel. Chegado a Viseu, descubro que o museu do Quartzo, devido a problemas orçamentais, está fechado ao Sábado. Acredito que Fernando Ruas, sendo um cavalheiro, está equivocado relativamente à solução. O problema não é o valor do acervo ou a rentabilidade do mesmo. O problema, é bem mais prosaico, é a companhia. Exmº Presidente não corte na cultura, troque de companhia, substitua a vereadora. Verá que tudo melhora. 

Viver debaixo do tapete

O "Saco do lixo" avança que Almeida Henriques, não estando a cumprir com a tarefa que tem em mãos, terá apoios para se candidatar à C.M.V. O que o Expresso nos diz, resume-se em duas frases: Para Passos Coelho o secretário de Estado é fraco. Para o eleitor de Viseu, o mesmo secretário de Estado, é bom. Partindo desta simplificação podemos apesentar vários problemas. Será que o líder da concelhia está disposto a aceitar um candidato "despachado" do governo? Guilherme Almeida não opta por um candidato forte como Carlos Marta? O eleitor de Viseu aceita, de bom grado, quem foi "varrido para debaixo do tapete"? Será que Hélder Amaral, perante uma candidatura desta natureza, finalmente decide arrastar o canhão para o comício e ocupar o espaço do Centro-Direita? 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os Parolos

"Embora nunca se tenha descoberto para que servem, a verdade é que há parolos em todos os países do mundo. A história demonstra que são inextermináveis." Viseu não é excepção às palavras de Miguel Esteves Cardoso. O parolo local, qual mosca, vive numa dialética (Tomei nota Ruas, tomei nota!) entre o fascínio, em tons de néon, do centro comercial e o irredutível apego ao carro. Podem crer, de morcões este blogger já teve a sua dose diária! 

O candidato socialista

Em breve, a concelhia socialista, irá a debate. Uma das perguntas obrigatórias, a fazer aos contendores, será: "Qual é o seu candidato à C.M.V?". Provavelmente, por diversas razões, ficaremos sem resposta. Se eu fosse candidato à concelhia teria na cabeça o nome de João Azevedo (autarca de Mangualde). João Azevedo conseguiu dinamizar Mangualde, rodeou-se de uma boa equipa, aposta nas pessoas e, tal como um ovo kinder, tem um brinde: consegue ultrapassar Ruas pela esquerda e pela direita. Mas dificilmente esta candidatura verá a luz do dia. João Azevedo sabe que se arrisca a perder Mangualde, sem estar certo de vencer Viseu. Não há nada pior, para uma carreira política, do que cair no vazio. Ruas também sabe isso!

O candidato conservador


No CDS-Viseu, desde a demissão de Rui Santos (domingo), vigora o silêncio. Como todas as crises, esta tem solução. Hélder Amaral deve arrumar a casa e nas autárquicas apresentar um Boris Johnson local. Alguém sem medo de emitir opinião, disposto a avançar com ideias ousadas, que assuma o conservadorismo e milimetricamente pronto para o combate político. Sendo a capital das beiras uma terra conservadora, o CDS-Viseu não pode assumir como seu um eterno terceiro lugar, entre os partidos mais votados.   

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Distrital PSD

Caro José Moreira,

Como sabe, a tribuna sempre foi o seu principal apoiante. Neste momento, em que se levantam dúvidas sobre a honestidade do seu adversário, a tribuna reforça o seu apoio. Em nome da coerência que regrou toda a sua vida política, espero que compareça e mostre que é alternativa. 

Um abraço fraterno.

Miguel Fernandes

A Tribuna de Viseu

Da ética

Caro Guilherme Almeida,

Como sabes, a tribuna sempre foi o teu principal apoiante. Neste momento, em que falsos testemunhos se levantam sobre a tua honestidade, a tribuna continua contigo. Estando inocente, perante tais notícias, tens duas opções éticas: Ou rapidamente esclareces tudo ou, com a mesma velocidade, te demites de todos os cargos políticos que ocupas.

Um abraço fraterno.

Miguel Fernandes

A Tribuna de Viseu

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Onde Ruas não tem nome



O calendário aponta 1987, os U2 lançam o album "The Joshua Tree". Bono (que veio ao mundo no Rotunda  Hospital) garante que conhece o sitio onde Ruas -"O Rei da Rotunda"- não tem nome. Para todos os efeitos, em 1987, Ruas era um desconhecido. O Ruísmo teve de esperar até 1990, para sair das streets do desconhecimento. Em 2013, saberemos se o seu nome ultrapassou as muralhas da sé ou apenas é um fenómeno local. 

As voltas de Viseu



Volta e meia, nas minhas voltas, o meu caminho cruza-se, em ângulo perpendicular, com uma ou outra testemunha de Jeová. Por norma as senhoras, com idade para serem minhas avós, sorrateiramente metem conversa, invariavelmente um panfleto sobre Jeová acaba nas minhas mãos. Eu, não crente dou luta, esbracejo, faço birra, tento explicar que a minha alma não tem salvação possível. Adianto que se estiverem atentas ao Mapa do Inferno de Dante, a minha alma, no seu caminho para o inferno, é facilmente identificável. Sim, eu estou lá e não há volta a dar. Acaso chegue a minha hora de ser salvo, espero algo glorioso. Espero um pregador vindo de um outro mundo. Um pregador expressivo, na posse de orgulhoso bigode e cachucho em ouro de lei. Na hora da revelação, apenas exijo um pingo de dignidade religiosa!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Governo Sombra


Próxima vereadora da cultura? Homessa! Assim de repente...lembro-me Da lila!

Duelo ou impasse mexicano?

Os candidatos socialistas avançam para o frente-a-frente. O socialismo dá o exemplo de abertura e vitalidade democrática que os paladinos do Sá Carneirismo não conseguiram. A política local ganha, o socialismo ganha, a cidade ganha. Para já, os dois candidatos conseguiram dignificar a campanha. 

Viseu



Está a chegar o Verão, a época de festivais... Viseu, no seu cinzentismo remediado, é uma cidade que precisa de rock e ainda não saiu o cartaz do Iberock! De modo barato e alegre, a Tribuna de Viseu avança com The Kills, para cabeça de cartaz da primeira noite.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Disse demissão?

O pedido de demissão de Rui Santos é uma situação turva. Necessitará de mais explicações além do breve comunicado produzido. Do que é possível decifrar, Rui Santos simplesmente desiste da vida política. Se tal se confirmar, este facto, não deve ser analisado em paridade com o caso socialista. A debandada rosa não passou de uma fuga atrás do pote de mel. Embora seja a mais fácil, a carreira de tiro pode não ser a solução mais acertada. A Tribuna de Viseu, espera que o seu blog se mantenha no activo. Para discutir a cidade todos somos poucos. 

domingo, 13 de maio de 2012

Cultura?


Paulo Neto, no editorial do JC, lança um apontamento sobre cultura e a necessidade de um cartão cultural de Viseu. Estando de acordo com a generalidade do que está escrito, tenho algumas reservas  relativamente a alguns pontos. O referido editorial parte do pressuposto que os políticos locais percebem que há sede de cultura. Eu tenho reservas quanto à veracidade deste facto. Não encontro dados que demonstrem que a cultura assumiu um lugar de destaque nas políticas do executivo camarário, nas direcções partidárias, ou nos deputados eleitos pelo círculo de Viseu. Também não julgo ser verídico que as pessoas só não gostam do que desconhecem. Eu, tal como António Lobo Antunes, conheço a história e o significado do fado, não obstante, não encontro qualquer tipo de prazer em ouvir este género musical, nem um único acorde me desperta curiosidade ou simpatia. Sinto-me irremediavelmente mais próximo dos blues, semi-analfabetos, de Sun House do que de todo o corpo de obra do luso-tradicional-saudosista fado. A razão acompanha Paulo Neto, quando este afirma que a cultura é dos melhores investimentos. Se pensarmos a médio-longo prazo, é verdade. Mas antes de chegarmos ao cartão cultural existe um trabalho de fundo que necessita de ser feito. Em primeiro lugar, de modo a adquirir uma perspectiva comparada, é necessário realizar um estudo alargado que indique, entre outros pontos, quantas pessoas participam em eventos culturais, em que eventos e com que regularidade. Em segundo lugar, urge criar uma rede que ponha as diversas associações, criadores, museus, teatros, espaços de cultura bem como agentes a comunicar entre si e a trabalhar em conjunto. Tal rede permitirá lançar um guia cultural com uma programação integrada, complementar e consistente. Em terceiro lugar, temos de aumentar a capacidade de atracção de pessoas aos eventos culturais. Como o fazer? Levando os eventos, os criadores, as associações para os espaços públicos do concelho (Centro histórico, parques da cidade, pontos da ciclovia, praças das aldeias e bairros periféricos). As condições meteorológicas, para eventos fora de portas, são favoráveis durante grande parte do ano. Em quarto lugar, é vital comunicar com o público local e nacional através da imprensa (local, regional e nacional), da Secretaria de Estado da Cultura e restantes promotores culturais. Este plano teria todas as condições para ser dinamizado pela Expovis, Airv, C.M.V, FNAC, parceiros comerciais e parceiros culturais (ex: F. Gulbenkian, F. Serralves, . C. Berardo, etc...). Vamos continuar a desperdiçar o potencial da Feira de S. Mateus e de todos os outros espaços de cultura? Para a C.M.V em termos de custos, entre parcerias, apoios europeus, patrocínios, mecenato, bilheteira, não seria mais caro que o funicular e o subaproveitado orçamento dedicado à cultura. Todo este trabalho, que em 22 anos não foi feito pelo executivo camarário, é que me leva a duvidar que os políticos locais percebam a sede do cultura. No entanto a oposição também não parece estar incomodada.

Domingo

sábado, 12 de maio de 2012

Governo Sombra

Leio no VSB que a capa da "PENTHOUSE" é nossa conterrânea. Se não fosse apoiante da causa feminista contemporânea, até batia palmas. Não me entenda mal, despir é bom, caso a actividade que se segue seja o divertido mas cansativo "Nheco-Nheco", um relaxante banho ou actividades relacionadas. Se o objectivo é subir na vida ou a fugaz fama, gabo a virtude de quem opta pelo trabalho ou intelecto. Também posso garantir que beleza culta não é um conceito mitológico. No entanto, raramente aparece e nunca se despe em público, mas existe. Como não julgo a partir de aparências, escrevo este post para propôr ao executivo, liderado por Ruas, que nomeie a moça Sampaio para vereadora da cultura. Estou certo que em atributos não perde para a actual vereadora. Refiro-me a atributos intelectuais. Claro!  

Esquerda VS Direita

Alexandre Santos, em "Novos Horizontes", faz uma pequena mas honesta incursão pela dicotomia Esquerda/Direita. Alexandre, parte da globalização para concluir que a direita liberal está a ocupar o lugar da esquerda tradicional. Aconselho vivamente a leitura. Na generalidade concordo com o texto,  tendo em conta o tamanho do mesmo, muito melhor seria difícil. Eu apenas acrescentaria que existe uma grande multiplicidade de esquerdas e de direitas. Sem a noção de que, em todo o espectro político existem vários pontos de intercepção, de cruzamento e de afastamento entre os dois "lados", estaremos sempre a tomar o todo pela metade. Ser de esquerda ou direita hoje, não é bem a mesma coisa que seria em 1970. O pensamento político é um organismo em permanente processo evolutivo e redefinição. Ainda bem que assim é, nós como "indivíduos-políticos" temos de estar alerta e evoluir. Será sempre redutor, escrever ou entender este tema, sem carregar nos ombros  "o peso" de uma biblioteca e de toda a história da humanidade. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ficção Científica

Em contraponto à minha geração, não sou fã de ficção científica. No período compreendido entre o final da minha infância e o início da adolescência sempre preferi as viagens de Tintim, autênticas aulas de história e geografia. Na bonomia da minha juventude, considerei absurdo ser trekkie numa cidade em que "A Luta" era sinónimo de Ruas vs Junqueiro ou, a meus olhos, Darth Vader vs Skeletor

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Forasteiro de Tondela (Vídeo)



aqui tinha postado o primeiro pingo musical do novo disco de Samuel Úria. Agora fica o vídeo deste primeiro avanço do "Grande Medo do Pequeno Mundo". De acordo com o autor: «Mais do que evidenciar o gosto de Úria pelos rabiscos, mais do que se explicar através de cada desenho filmado, o teledisco tem o seu significado no papel, na captura bidimensional de um mundo pouco dado a profundidades. O nosso mundo. Em terra de cegos quem tem olho é rei; quem tem visão estereoscópica é forasteiro. Exatamente com esse título, “Forasteiro”, o vídeo segue a mão tridimensional de um estrangeiro que regista (desenha e canta) essa naturalidade achatada que já não lhe serve de pátria».
Viseu até pode ser terra de cegos, todavia, os forasteiros de Tondela serão sempre bem recebidos. 

PSD Viseu

O PSD-Viseu prepara-se para realizar eleições para os órgãos distritais. A questão que esta Tribuna levanta é simples: José Moreira vai manifestar-se? Para quem não se recorda, José Moreira teve uma votação na ordem dos 40% nas últimas eleições para a concelhia. Ora 40%, em qualquer votação, é um valor significativo. Existe uma boa parte, quase metade, da concelhia que se revê em Moreira ou, se preferirem, não se revê na actual direcção. Esses votos merecem ser respeitados e ouvidos, tanto por Moreira como por todo o partido. Não se pode apregoar unidade, nem mesmo a singular unidade sindical, sem se dar cavaco a quase metade dos militantes. 

Carreirismos


Na Grã-Bretanha canta-se Yeats. Por cá cantamos a poesia de Tony Carreira. Eles tiveram um T.  Blair e nós um Engº Sócrates. Talvez isto justifique tudo. Muito provavelmente não justifica nada.

“The girl goes dancing there
On the leaf-sown, new-mown, smooth
Grass plot of the garden;
Escaped from bitter youth,
Escaped out of her crowd,
Or out of her black cloud.
Ah, dancer, ah, sweet dancer!

If strange men come from the house
To lead her away, do not say
That she is happy being crazy;
Lead them gently astray;
Let her finish her dance,
Let her finish her dance.
Ah, dancer, ah, sweet dancer!”
W. B. Yeats

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Dorminhoco


Sou de uma geração que cresceu encurralada entre: a espada do advento dos canais privados de tv e a  parede da ditadura do iô-iô. Todos os tiranos que povoavam o recreio da minha escola eram peritos em Mamonas Assassinas e iô-iô. Eu era um desajustado, não percebia nada de um tema ou de outro. Dos referidos Mamonas, sei que eram a banda sonora das campanhas para eleições das A.E (que estavam cheias da turma das jotas). Do brinquedo apenas conheço o "movimento" vulgarmente conhecido por dorminhoco. Como forma de homenagem aos meus verdes anos, decidi abrir uma galeria fotográfica apelidada de "O Dorminhoco". Começo pelo "Pai-Fundador" adepto confesso dessa posição. Como esta Tribuna é de Viseu e os meus amigos "jotas sd's" possuem uma foto de Guilherme Almeida a dormir na última assembleia distrital do PSD, do dia 4 Maio, espero que a façam chegar via mail. Será uma honra receber, neste espaço, uma soneca de tão grande vulto da intelectualidade local. 

Oposição mortiça

Alguém da oposição está disponível para um tête-à-tête autárquico? Relativamente à impronunciável ADDLAP, não percebo o silencioso absentismo socialista. Não temam, questionar é mais fácil do que parece! Metade do trabalho está feito. O intelectual Guilherme Almeida vive a vida no arame. Nenhum opositor está disposto a soprar? O problema socialista é a falta de jeito para a prosa? Questionem em soneto alexandrino que a resposta virá em popular fado castiço. Pelo que percebo, estamos perante um remake da novela Lusitânia. Mais uma prenda, fora de época natalícia, para a oposição. Esta prefere tratar da vidinha e gentilmente recusa. O que será feito da boa velha oposição? Da combatividade? Da vontade de fazer melhor e propor alternativas? A ADDLAP não valerá um parêntesis entre comícios sobre trivialidades? Façam um sacrifício, por uma vez não se dediquem apenas aos ócios do ofício. Não será por excesso de zelo inquisitivo que vos cairão os parentes na lama. A oposição se existe é para questionar. Atenção! Que a imprensa não vai levantar ondas, já sabemos. Neste momento, em Viseu, aos jornalistas sérios restam duas alternativas dignas: ou abandonam a carreira ou assumem que fazem vida da reprodução do panfleto partidário.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O "Mayor" disse asfixia?

Mister Ruas, disse asfixia? No meu dicionário asfixia também é isto.

PS

Este artigo deve ser lido. Se precisar de o adjectivar, direi que é coerente e realista. O autor, de forma simples e eficaz, assume uma posição e coloca questões válidas à actual liderança. Não procura hostilizar ou entrar pelos sinuosos caminhos das meias-verdades. Na actual campanha do PS, os textos de Fernando Gonçalves são referência. Não estarei longe da verdade, se afirmar que a escrita de Gonçalves está desacompanhada (pelos seus colegas de partido) ao nível do comprometimento com a realidade. Numa campanha em que os escritos políticos são tão empolgantes e enaltecedores como um obituário, Fernando Gonçalves destaca-se pela positiva. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A grandiloquência do Ruísmo

A última edição da revista Visão, em página e meia, apresenta as obras emblemáticas do "Ruísmo". Finalmente, é feita justiça à sua obra. Em Viseu temos semáforos como na Dinamarca, tulipas perfeitas como na Holanda, um funicular como em Paris, rotundas aconselhadas por Coreanos (Sul-coreanos presumo eu), uma fonte cibernética construída por espanhóis, um campo de futebol de praia como no Brasil. Ao ler a visão, percebo que vivo nas Ruas das maravilhas. Nós, os filisteus, é que teimamos em depreciar a herança. Nós filisteus temos a mentalidade do Portugal dos pequeninos e o paleio dos baladeiros, não podemos entender a magnificência do que nos é oferecido. Ruas deixa uma cidade bonita e arranjadinha. Que a vergonha cubra, para a eternidade, a cara dos detratores. Salvé Ruas, Salvé!   

Beastie




Não sou apreciador de hip-hop. Como poderia, um beirão criado a doses regulares de Aquilino Ribeiro, no Portugal profundo, apreciar a banda sonora do gueto norte-americano? Nos anos que levo de vida apenas uma banda me captou a atenção e o ouvido. Talvez por não representarem o esteriótipo tradicional das bandas do género. Escrevo sobre os Beastie Boys, grupo que tem tudo para não pertencer a este movimento. Notem, os membros são judeus, brancos, de classe média-alta nova-iorquina, estreiam-se na música, nos anos 80, no seio da comunidade punk. As suas letras refletem uma forte consciência política, os problemas da classe média, estão pejadas de bom humor, abundam as referências à cultura pop. Em termos musicais apresentam um estilo inovador, próprio e inimitável que faz a fusão entre rap, rock, punk e lounge music. Os vídeos são povoados por humoradas referências cinematográficas. No último 6 de Maio, desapareceu um terço desta banda. Adam Yauch faleceu, aos 47 anos, vitima do maior assassino em série da actualidade (cancro). Fica a "Carta Aberta" que deixaram a N.Y depois do fatídico 9/11.

CDS-PP

Camaradas, (camaradas? Que palavra feia). É melhor tentar de novo.
Caros Democratas Cristãos (D.C...ninguém usa essa expressão). Reset
Turma do P. Portas (esta nem pensar).
Bom... aqui vai: 
Não estará na hora do CDS-PP Viseu começar as movimentações para a dura batalha de 2013? Não estará o tabuleiro vazio de mais?

sábado, 5 de maio de 2012

A díade sobrevive


Entre um par de noites mal dormidas, acabei por ler "Direita e Esquerda - Razões e significados de uma distinção política". Nesta obra, o autor, sem necessidade de recorrer a fogo de artifício faz uma "actualização" dos conceitos de esquerda e direita. Nas primeiras páginas somos confrontados com várias questões, tais como: Será a distinção Direita e Esquerda ainda válida? Serão apenas caixas vazias de sentido? Existirá um critério distintivo? Toda a nossa existência política fica em sentido! No entanto, com a erudição habitual de um filósofo político, N. Bobbio (1909-2004) responde a tudo, neste pequeno livro (100 pág.). O leitor indaga se fiquei com as dúvidas desfeitas? Fiquei. Estamos perante uma obra de referência que não se limita a repetir as ladainhas do costume. Questiona se a dicotomia ainda é válida? Volte atrás. A resposta está no titulo do post. Se o sono voltou? Sim. Após horas de sacrifício, rendido assinei o armistício. 

A apoteose do nada

Os teclados são ferramentas habitadas por ideias feitas, lugares comuns, banalidades, verdades absolutas. É obrigação de quem escreve evitar todas essas armadilhas, todos esses fantasmas que atormentaram almas de intelectuais e escritores. No texto que se segue, Guilherme Almeida, desenvolve um conteúdo que abusa de todos esses "vícios de tecla":


"Se não queremos perder o caminho da Europa e do Mundo civilizado e desenvolvido, se não queremos hipotecar o futuro das novas gerações, temos de promover a cultura do mérito e da responsabilidade. É fundamental, praticar uma cultura de exigência, uma cultura de liberdade responsável, uma cultura de trabalho e produtividade, uma cultura de cumprimento dos deveres e de defesa dos direitos, uma cultura de cidadania, uma cultura de educação e respeito pelos outros, uma cultura de defesa do ambiente e de todo o património individual e colectivo.
Fomentar o exercício da cidadania, o saber, o saber ser, o saber estar, o saber fazer e a participação dos cidadãos na vida das instituições e da comunidade." 
Guilherme Almeida in: http://www.sedes.pt/blog/?p=2097

Todo o texto é uma metáfora da apoteose do nada. Agradável à vista como uma Paris Hilton, não obstante vazio de ideias como a mesma Hilton. Excelente para o ego do autor, no entanto irrelevante para o intelecto do leitor. Guilherme deixa para a posteridade um contundente: "faz o que digo, não faças o que eu faço". O Autor parte de um ajuntamento aleatório de palavras e lugares comuns para alegremente navegar na imensidão do cliché. O resultado são três frases pomposamente cheias de nada. Como lição fica a prova de que sem se livrar das amarras da banalidade, do medo de meter os pés pelas mãos, sem arriscar não é possível apresentar uma ideia, um pensamento ou um texto digno de ser apelidado de texto. 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sexta-feira



Aproveite o fim-de-semana, seja mais punk-rocker que os políticos locais!

Bem redondo

Fernando, a Prosa do Mundão não passa de um texto bem redondo. Redondo como só quem procura agradar a todos consegue escrever. Qual o objectivo? Dizer o que pensa, sem mexer as águas. Se fosse uma declaração de interesses seria: Não queremos perder "poder", mas não vamos afrontar Relvas "O Todo-Poderoso". 

Jornal do Centro

No JC podemos ler que, apesar de deixar o trono vago, Ruas não é, não foi, jamais será "Rei Ruas"; que Junqueiro ainda não provou que sabe ganhar eleições; e que Hélder Amaral deve ir à luta. Tudo isto sem sair do editorial. Na última página, como sempre, temos obras de relojaria do mestre Alexandre.

A defesa do staus quo?

Guilherme Almeida afirma o óbvio. Como sempre navega à vista, nunca se arrisca a entrar em alto mar. Para Guilherme a "reforma não pode e não deve limitar-se ao cumprimento do acordo entre o Governo e a Troika, com o intuito de reduzir o número de autarquias.". Guilherme continua: "É necessário defender os interesses das populações e acautelar os seus valores e tradições." Este palavreado quer dizer exatamente o quê? Será contra a reforma? Será a favor, mas com reservas? Num golpe de génio, encontrou alternativas ou a solução? Falta uma ideia final ou conclusão. Fica a certeza que a caravela é fraca e o mar forte.    

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Direita e Esquerda I

" Estranho fim aquele que, neste final de século, tiveram os conceitos, antitéticos e complementares, de direita e esquerda. Dois conceitos que, em pouco mais de um decénio, passaram de critério constitutivo e de base...para refugo ideológico a colocar no grande museu de cera, ao lado das velhas ilusões  de palingenesia e das roupas usadas do militante político"*

O autor desta Tribuna domina os conceitos, é ambidestro declarado, no entanto não consta que viva em nenhum museu. Problema complicado, não é? 



*Marco Revelli in "Destra e sinistra. L'identità introvabile", 1990.

Feira do Livro



A A. M. foi ao parque e não foi nada meiga com a Happy Hour. Na feira é fácil encontrar literatura para todos, mesmo para quem não gosta de ler.

O que falta descobrir

Xiiiiiiiiii...Fernando, tanta pergunta!? Isso agora é mais complicado.

Breaking News

Terça-feira, na terra do doutor Salazar, realizou-se a Convenção Autárquica Distrital do PS Viseu. Até ao momento nada de relevante se soube!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

PS-Viseu


Na campanha do PS-Viseu o silêncio impera. Sinal perTURBANTE.

Teoria Política


Fnac, secção de política...Chomsky...Chomsky...Chomsky e mais Chomsky. Em casa, ouço Oakshott a rir.  Presumo que ser "pop star" não será o objectivo final de quem escreve teoria política.

Já Galopinou?


Após largos anos de lírica trovadoresca, o executivo atinge o seu locus amoenus.

O nosso fado

Alguém presta contas ao fado! Virar o disco e seguir em frente é talento beirão.

1º de Maio

A Tribuna cumpriu rigorosamente o 1º de Maio. Por aqui não se mexeu uma palha ou se perderam horas em centros comerciais.