segunda-feira, 30 de abril de 2012

Falta de sorte e maus amores

A expressão "sorte ao jogo, azar no amor" é enganadora. De olhos na política local só podemos assumir que tanto temos azar ao jogo como no amor. As urnas fazem prova da opção pelo mau amor, já o nosso naipe político condena-nos a eternos perdedores. Voilà! 

Experimentalismo 2.0



1, 2, 3...Net KO...1, 2, 3, 4...Testando, SOM, SOM! Alguém desse lado? Guilherme Almeida? Junqueiro? Ruas? Se são vocês abanem a cabeça!

domingo, 29 de abril de 2012

Carta de um indeciso

O "Saco do lixo" informa: O PSD só avançará com o processo autárquico depois do Verão. No que concerne a Viseu, Almeida Henriques é referido como putativo candidato.

Aos herdeiros do "Ruísmo":
- Após o "Ruísmo", veria com bons olhos uma candidatura que sem renegar o passado fosse "fresca".

Aos amigos socialistas:
- Apresentem um rosto verdadeiramente alternativo. Não deixem passar o comboio do séc XXI.

Aos conservadores (CDS-PP):
- Trabalhem, apresentem sobriedade e seriedade. Aproveitem o vosso potencial. Conhecem terra mais conservadora?

Ao outsider de Tondela:
- Não tenha medo de ser ousado. Pode ser a surpresa da contenda.

Isto vai ser renhido.

Domingo



Lykke Li nas suas músicas apresenta uma mistura de indie rock, pop e electropop. Tudo numa embalagem pequena e sueca o que desde logo garante alguma qualidade.

Ps: Comprem os álbuns, a moça precisa de sapatos novos. 

sábado, 28 de abril de 2012

Loja do Cidadão

Hoje (Sábado), 9h15 min, já longa ia a fila para as Finanças, na Loja do Cidadão. Atrás de  mim, duas mulheres de meia-idade falam de uma terceira que está ausente. Durante os 45 minutos de espera, as referidas vizinhas de fila, revolveram e resolveram a vida da terceira. A saber: Enumeram as traições conjugais; avançam para o divórcio, afinal de contas o marido gasta todo o dinheiro na "noite"; resolvem a questão das partilhas, da pensão, da casa, do carro e canários. Entretanto sou atendido, os meus ouvidos agradecem, para ser informado que terei de me deslocar a outra repartição porque ali não poderia resolver o problema. Trinta e oito anos de estado democrático e um "Simplex" depois, o  estado continua pesado, ineficiente e caro. Os restos da tradição anti-liberal continuam visíveis em qualquer repartição. Moral da história: Se o estado seguisse a iniciativa privada (vizinhas de fila), seria muito mais eficiente para contentamento de alguns e conhecimento de todos. 

Sábado



 Annik Honoré: "-Ian, you are so depressing."
 In: Control, 2007

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Momento Titanic


Corre o ano de 1963, Francis Scott Fitzgerald publica "The Crack-Up" na Esquire. Artigo composto por três partes ao longo das quais relata o seu  processo de esgotamento pessoal, o ponto de não retorno em que o autor percebe a inevitabilidade do fracasso. Muitos de nós teremos o nosso "momento Titanic", no qual vemos a vida a afundar. No entanto, poucos de nós o conseguiremos relatar com a lucidez de Fitzgerald. Aqui fica o texto

O amor é cego II



Ana L., em resposta a este post, enviou esta versão. A Ana consegue transformar a discussão de música, literatura, cinema ou mesmo política num exercício nobre. O que a Ana não sabe, por não ser de Viseu, é que por cá poucos são os casos de quem escreva sobre temas tão variados. Portanto, pega no que tens escrito sobre música, feminismo, politica, arte etc... e envia, será um prazer publicar. Decerto o bom público desta Tribuna agradecerá. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Blogosfera Local


Através do VSB descobri este blog de fotos. Agora, percebo que não existem blogs de mulheres sobre a vida (cultural, política, social, etc..) em Viseu. Cara Leitora, se é mulher de opiniões fortes, o meu apelo vai directo ao seu coração. Deixe a sua cara metade em paz, terá o resto da sua vida para lhe atormentar o juízo. Proponho que use o cérebro, crie um blog e em deliciosa prosa exponha toda essa revolta que em silêncio floresce dentro de si. Não se esqueça de comparecer a jogo sem bigode à Frida Kahlo. 

O amor é cego



"Love is blindness, I don't want to see
Won't you wrap the night around me?
Oh, my heart, love is blindness.

I'm in a parked car, on a crowded street
And I see my love made complete.
The thread is ripping, the knot is slipping
Love is blindness.

Love is clockworks and is cold steel
Fingers too numb to feel.
Squeeze the handle, blow out the candle
Blindness (blindness)..."

Tentação do capeta!

"Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de Meu Pai" 
Mateus 26: 26-29

Lúcia Silva afirmou que não beberá mais desse fruto. Aplaudi a afirmação. Não obstante o cálice parece estar sempre perto da mão.  Cuidado, o Diabo assume muitas e misteriosas formas!

A causa das coisas




This Be The Verse

"They fuck you up, your mum and dad.
They may not mean to, but they do.
They fill you with the faults they had
And add some extra, just for you.

But they were fucked up in their turn
By fools in old-style hats and coats,
Who half the time were soppy-stern
And half at one another's throats.

Man hands on misery to man.
It deepens like a coastal shelf.
Get out as early as you can,
And don't have any kids yourself."

Poupem na psicoterapia, ler Philip Larkin é a solução

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O exemplo do 25 de Abril

Não posso deixar de estar de acordo com Rui Santos. A última vez que, no plano internacional, Portugal liderou pela positiva foi no 25 de Abril de 1974. Ao lançar a  3ª vaga de democratização. Este terá sido nosso último grande exemplo para o mundo

Salazar em cada esquina

-"Isto só lá vai com uma Ana Salazar em cada esquina!"
Afirmava o fascista da moda, enquanto folheava a última edição da Vogue.

25 do A

Salazar morreu antes de eu nascer. 1974 terminou ainda eu não estava a ser projectado. Sá Carneiro morreu antes da minha mãe me carregar no ventre. A liberdade é como o ar que respiro, seria difícil viver sem ela por isso respeito quem a conquistou. Mas perdoem-me se acho que a transmissão televisiva das comemorações do 25 de Abril está num nível intermédio entre o natal dos hospitais e o festival da canção. Muito bom para entreter velhotas mas sem o Tony Carreira, claro.

25 de Abril



A Associação 25 de Abril e Mário Soares não apreciam este post, porque não reflete o regime democrático herdeiro da revolução.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Geração "Morangos"


“Alegra-te, jovem, na tua juventude.”
Eclesiastes, 11: 9

Por norma, é na juventude que se cultiva uma terna sinceridade, se dispensa a hipocrisia da vida adulta, se desenvolve um espírito voluntarista, nunca deixando de lado a coisa pública mas com uma visão positiva do mundo. Até a rebelde inquietude desta juventude é doce. Mas existe uma segunda juventude. Uma juventude soturna que parece ter 60 anos. Tal como os "velhos", ou influenciados por estes, percepcionam o mundo a preto e branco. Sem discriminação, dividem tudo entre um "nós" virtuoso e um "eles" causador de todas as iniquidades. Esta juventude, se deixada no infantário por sua conta, não se sabe comportar. Sem adultos por perto, começam a birra e puxam do tiranete interno para lançar o caos e a choradeira. Se ser jota é entrar nestas guerras, então o futuro partidário será negro e com cheiro a caciquismo dos anos 80. Os partidos precisam da primeira juventude, a segunda já é bem representada por gerações anteriores.   

Caixa de Pandora

Porque há caixas que são para manter fechadas.

O diabo do Cruz



"...Tony Silva cante o fado
Que a rainha já morreu
Quem tem cú vê com atraso
Em César o que é seu
Já dizia o sêu Gonçalves
Emigrado no Gerês
Onde é que hoje se penhora
O mundo em português?
Os mensageiros da luso tempestade
Já eram fufas muito antes do prior..."

domingo, 22 de abril de 2012

Viseu Periférica


Em tempos (2002-2006), de Vila Pouca de Aguiar, saía a Revista Periférica. Uma revista cultural, inovadora, urbana, com atitude, alternativa à dominante cultura "pimba", de escrita limpa, temas abrangentes e aspecto cuidado. Por lá não existiam complexos de interioridade ou inferioridade. Era transmontana mas podia ser nova-iorquina, ninguém daria por isso. Qualquer cidade para se afirmar necessita de jornais e/ou revistas fortes. Os média locais ponham os olhos neste exemplo, isto é, se sobrou algum exemplar. 

sábado, 21 de abril de 2012

J J

Noto que a comunicação social nacional não dá o devido valor aos políticos locais, particularmente aos oriundos de Viseu. Tendo em conta a predisposição genética dos nossos representantes para meterem os pés pelas mãos, considero esta uma falha grave. Em contraponto, esta semana, no Expresso, José Junqueiro é referido como tendo fama e proveito de ser um dos oradores mais truculentos do universo socialista. I told you so! O problema que se levanta é que da última vez que recorri a um dicionário o adjectivo truculento não era sinónimo de nada positivo. Pessoalmente, preferia ser representado por alguém a quem o adjectivo aplicado fosse, entre outros, um dos seguintes: articulado, prolífico, sábio, diligente. Do deputado Junqueiro, apenas espero que não olhe para estas palavras como o Paulinho Santos olhava para as canelas dos adversários. Esta Tribuna não é o João Pinto de ninguém. 

O Forasteiro de Tondela




 “Expatriado, extracomunitário, estrangeiro, alienígena, "Forasteiro", a primeira cantiga a escapar do próximo álbum de Úria não constitui uma declaração de intenções, antes é afirmação de nacionalidade: sempre português, mas a vir de outro lado. Estamos perante caso raro: uma canção de intervenção, que fala de crise, mas que não deseja ser para agora. Tão pouco actual como uma nuvem cinzenta, chega o primeiro pingo musical de um disco de chuva. Vem lá de outras bandas. É 'Forasteiro'.”

Single do álbum "Grande Medo do Pequeno Mundo" do Beirão (Tondela) Samuel Úria.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

PS Viseu, visto da caixa.

No PS, tal como o tempo, a campanha avança. As caixas de comentários do VSB são o "hotspot" do momento. O que seria óptimo, caso o que se lê não fosse medonho. Numa semana em que os candidatos falaram ao JC, nem uma palavra interna se ouviu sobre as ideias propostas. Os acólitos confundem fazer peixeirada numa caixa de comentários com discussão séria. Nestas caixas encontramos uma torrente, a puxar para o sentimental, de textos desorganizados, num português tresmalhado, obviamente escritos por cérebros fanatizados. Por tudo o que representam, os partidos são importantes numa sociedade. Infelizmente a troca de ideias é que já não passa por lá. 

Rui Santos e os rácios do CDS-PP


Rui Santos, com extrema cordialidade, afirma que "A Tribuna de Viseu" é um blog extraordinário. Vou assumir estas palavras como um elogio. Afinal de contas apenas ele, a minha mãe e José Junqueiro assumem apreciar este espaço. Respeitosamente, aproveito o momento para, de modo a melhor compreender a dicotomia Esquerda/Direita, lhe colocar a seguinte questão: - Tendo em conta a generalidade dos congressos partidários. Porque raio é nos do CDS-PP que o rácio mulher atraente/por militante é mais elevado? A bem da democracia, tal facto não me parece justo. Nada mesmo!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Father, why are all the women weeping?



“Go son, go down to the water
And see the women weeping there
Then go up into the mountains
The men, they are weeping too
Father, why are all the women weeping?
They are weeping for their men
Then why are all the men there weeping?
They are weeping back at them

This is a weeping song
A song in which to weep
While all the men and women sleep
This is a weeping song
But I won't be weeping long

Father, why are all the children weeping?
They are merely crying, son
O, are they merely crying, father?
Yes, true weeping is yet to come..."

terça-feira, 17 de abril de 2012

Da felicidade


"-Do you feel you could have had a much happier life?"
"-Not without beeing someone helse."

[Excerto de entrevista a Philip Larkin em 1979]

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Filipe Nunes ao Jornal do Centro II

Filipe Nunes, num momento de realismo, promete desenvolver um programa alternativo com a participação da sociedade. A força da simplicidade de propostas como esta pode mudar o rumo do PS Viseu. Simplicidade e eficácia são dos substantivos que melhor combinam. 

Filipe Nunes ao Jornal do Centro I

Filipe Nunes, sem rodeios, reforça a sua "punchline": Vencer a CMV em 2013. Chamar a si os doze trabalhos de Hércules não é tarefa de somenos.

Lúcia Silva ao Jornal do Centro II

Lúcia Silva, acertadamente, propõe a criação de um quadro de regras que definam a atribuição de subsídios. Este é um ponto central para a concretização plena da democracia. A atribuição de subsídios, sem regras definidas, é um factor de distorção da realidade política.   

Lúcia Silva ao Jornal do Centro I

Lúcia Silva, com serenidade, dá uma nega aos "políticos-desertores". Pois é meus amigos, uma caixa de bombons, um bouquet de flores, e um cartão de desculpas não chegam para a donzela esquecer a traição. 

domingo, 15 de abril de 2012

Domingo



Viseu, Av. Infante D. Henrique, 16h42. My personal favourite, sempre de sorriso discreto, sempre de olhar perdido.

Da falta de convicção da elite




" The Second Coming
Turning and turning in the widening gyre
The falcon cannot hear the falconer;
Things fall apart; the centre cannot hold;
Mere anarchy is loosed upon the world,
The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere
The ceremony of innocence is drowned;
The best lack all conviction, while the worst
Are full of passionate intensity."



W.B. Yeats

sábado, 14 de abril de 2012

Sábado




Como Ler o Expresso

De acordo com Prado Coelho(1944-2007), a melhor maneira de aceder ao que vale a pena ler do  "saco do lixo" seria esta: manter o jornal dobrado dentro do saco, com a dobra para cima, e puxar com vigor de modo a que apenas se retire o essencial, perdendo o acessório. No meu caso, raramente resulta. Invariavelmente, acabo com papéis espalhados no chão. Aqui fica a prova que trabalhos manuais não são o meu forte.  

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Em nome do leitor

Só agora percebi que o leitor não tem modo de me contactar. Shame on me! Mas como sou mais inventivo que o Macgyver resolvi o problema. Na coluna da direita fica o meu e-mail. Poderá contactar-me para: Desagravos à minha honra; desagravos à sua honra; marcar duelos (de espada); oferecer subornos (em dinheiro); oferecer livros; lavar roupa suja; queixar-se da arbitragem; pedidos de casamento; oferecer aquele cãozinho fofinho que está na montra da tutti-natura.

Viseu cidade sem...

Em conversa, um amigo Brasileiro afirmou que escrever sobre Viseu é difícil porque... Nesse preciso instante distraí-me, agora a dúvida assalta os meus pensamentos. Terá ele dito que é difícil porque: "... Viseu é uma cidade sem tema"!?; ou porque: "...Viseu é uma cidade sem trema"!?. 

Atenção



Sexta-Feira 13. Excelente dia para ser nocauteado pela má fortuna!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Viseu 2013, entre a sachola e a modernidade

Na última noite, após assistir a um concerto dos CSS, acedo à rede para me cruzar com esta bucólica prosa. De repente, pareceu-me estar a assistir a um embate frontal entre o comboio da modernidade brasileira e o comboio da ruralidade lusa. Neste acidente, Lúcia Silva desempenhava a função de maquinista e figura cimeira do "movimento dos sem-terra das beiras". Como homenagem, ergo a minha taça à ingenuidade desconcertante da autora. Festejo a sua ingenuidade porque é coisa rara em política. Lúcia Silva não percebeu que em apenas dois casos essa proposta seria válida, como modelo de desenvolvimento local, a saber: Primeiro, caso estivéssemos na cidade rural de 1940/1950. O problema é que estamos em 2012, passaram seis décadas, ou seja, o espaço temporal de uma vida. Segundo, caso Viseu fosse uma vila ou cidade pequena. Tendo em conta os quase cem mil habitantes, Viseu é por todas as perspectivas uma cidade média e tercearizada. 
No entanto a realidade é bem mais cruel. Por detrás deste texto, que faz tábua rasa das imensas potencialidades e dinâmicas locais, estão vários problemas mais graves e com os quais ninguém se parece preocupar: O grau zero da nossa vida intelectual; a inexistência de debate que eleve a capacidade argumentativa; o medo, tanto por parte de adversários como dos média, em polemizar; e a fraca capacidade analítica e crítica que reina a nível local. Só assim, um texto de tão fraca qualidade argumentativa passa entre os pingos de chuva sem se molhar, sem qualquer tipo de avaliação. A nossa curta elite vive dias felizes, centrada no próprio umbigo, com empregos e ordenados garantidos, não sente que vale a pena mexer as águas, limitam-se a contemplar o vazio. Este "analfabetismo" intelectual deriva de um provincianismo visível no discurso dos caciques, na ignorância latente, na simplificação própria de cérebros "pouco trabalhados", nas habilidades, nos que vêem a política como uma partida de futebol na qual dão "abadas" aos adversários, nas fugas em frente, nas fugas para a doce Europa. Mais um brinde, desta vez ao povo que é governado por estas figuras. Os políticos que Eça satirizava tinham nível cultural, dominavam com mestria economia, filosofia, política, história, literatura, geografia. Na actualidade o nivelamento é feito por baixo, os grupos que dominam os partidos vetam a ascensão pela meritocracia, sobrevive o medo de que o mérito seja a gota de água que faz transbordar o copo. Ou isto muda, ou a politica local será por largos anos o reino da mediocridade e a única alternativa de emprego válida para os que não conseguem acrescentar valor à iniciativa privada.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Fernando Ruas em entrevista



Fernando Ruas, em entrevista, surge calmo e desprendido relativamente a futuros cargos a exercer. Aproveita a ocasião para fazer a defesa das virtudes do poder local. Não sendo uma entrevista dura, Ruas não deixa seus créditos por mãos alheias.

Wishful Thinking




"The colder the nigth gets 
the further she strains ,
and he doesn't like it
being this way

And she tried so hard
to steer away 
from the meeting place
But her hearth had lead her there"

Memória

De pequenos fragmentos se constrói a identidade de um lugar, de uma cidade, de um povo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ruas desertas

Não é necessário ler isto, basta um passeio pelas ruas de Viseu e somos confrontados com a dura realidade. A cada três ou quatro portas, mais um estabelecimento comercial fechado. Não ignorando a crise a que governos de cariz despesista, e com sérias dificuldades em admitir a realidade, bem como crédito pessoal facilitado, nos conduziram. Não estará na altura do poder local assumir este problema como prioritário? Na Praça da República não compreendem a importância de desenvolver um plano integrado que dinamize o comércio local? Não entendem a premência em facilitar a aproximação entre produtores, distribuidores e consumidores locais, no centro histórico bem como noutros espaços públicos? Não me tomem como perigoso radical de esquerda, longe disso. Todavia, qualquer conservador entenderá que a massificação em nome de economias de escala apenas terá como resultado a destruição de antigas relações comerciais locais. Com elas perdemos igualmente o nosso elemento diferenciador. Do centro histórico, em breve, apenas teremos ruínas de um passado não muito distante. No fim, em nome de uma falsa modernidade, o que restará? Centros comerciais cheios de gente pomposa mas irremediavelmente desenraizada, bem como uma cidade e um povo descaracterizados e sem identidade.  

Comunicação

Ao comprar um jornal ou uma revista, o que espero receber em troca? Espero ter acesso a nova informação. Como avalio o que me é apresentado? Caso o trabalho seja bom, após fazer o cruzamento de toda a informação que recebi percebo que aprendi algo sobre o ambiente que me rodeia. Infelizmente, ao ler a imprensa local isso não acontece. Sinto a falta de um fio condutor, ou uma visão transversal sobre a nossa cidade e sociedade. As conquistas e derrotas não surgem por acaso, são fruto de muito trabalho ou relativa imprudência. A imprensa local, para mais e melhor informar, precisa de uma reciclagem urgente.  

domingo, 8 de abril de 2012

Recorrente

Premonição confirmada. I told you so!

Herdeiros do Ruísmo


João Figueiredo (1918-1999), Presidente do Brasil (1979-1985), sempre que se deparava com um problema complexo, tinha por hábito dar longos passeios a cavalo. Sensato, o povo brasileiro rapidamente concluiu que duas cabeças pensam melhor do que uma. De modo a facilitar a escolha, em 2013, proponho que os candidatos ao lugar de Ruas apresentem os seus "cavalos pessoais". Do ponto de vista do eleitor, será positivo conhecer os cérebros dos candidatos a herdeiros do Ruísmo.

Intelligent Life 0 - 1 Indolência



Fim de dia. Chego a casa cansado. Com mestria de ginasta atiro o casaco para o cabide, lanço o corpo para o sofá, já os sapatos, em desalinho, descansam no chão. Vozes da velha Albion, ecoam da grafonola, um monte de revistas por ler, quatro livros em cima da mesa, blog por actualizar. Existem momentos em que, para mim, iniciativa não passa de um substantivo esquivo.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta-Feira Santa




“It's a sight to behold
When you've got some old words to mold
And you can make 'em your own…
 

…It's like finding hope
In an old folk song
That you've never ever heard
Still you know every word
And for sure you can sing along"


quinta-feira, 5 de abril de 2012

E depois do adeus

Em 2013, cai a cortina sobre 23 anos de Ruísmo. Depois do adeus, o que fica?  Ficam as sombras de um tempo que se prolongou e, definitivamente, acabou. Fica o exercício do poder num registo datado nos idos de 80 apoiado num estilo de intervenção e comunicação sul-americanizado. Como herança, deixa uma cidade "arranjadinha", excelente para turista ver, no entanto longe de ser referência pelo seu dinamismo cultural, humano ou financeiro. Uma obra que simbolize o Ruísmo? Cada um terá a sua. Pessoalmente aposto na megalomania provinciana conhecida por Funicular. Ao senhor que se segue na cadeira do poder, apenas se exige mais e melhor. Nada que Viseu não consiga. 

Concorrência 2.0

Felizmente, a concorrência na blogosfera local não é incendiária.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O futuro começa devagar II

Em 2009, o CDS prometia fazer de Ruas uma coisa do passado. Em 2012, Ruas é isso mesmo, coisa do passado. Em 2013, o CDS apresentará uma candidatura para o Futuro? Não tenho pressa na resposta, ainda sou novo e, como sabem, o futuro começa devagar. Deus até pode não ficar com a minha alma mas, certamente, Viseu ficará com os meus ossos. Estarei cá para confirmar. 

O futuro começa devagar I




"[...]And after all God can keep my soul
England have my bones
But don't ever give me up
I could never get back up when the future starts so slow

No longing for the moonlight
No longing for the sun
No longer will I curse the bad I've done
If there's a time when your feelings gone, I wanna feel it[...]"

terça-feira, 3 de abril de 2012

Disse Junqueiro?

Rui Santos, no seu "tempo de vésperas", faz marcação cerrada ao PS. Já Junqueiro corre sérios riscos de se transformar no  "I told you so!", recorrente da blogosfera local.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tarde de Temporal II


Estimados leitores, não sou nenhum alien. Como tal, circulo pela cidade. Por vezes de carro, outras a pé ou ainda de transportes públicos, vulgo STUV. Toda a experiência que ao longo dos anos acumulei, sobre a temática das rotundas, indica-me três coisas:
1º - Tenho sérias dúvidas que as rotundas façam um bom escoamento do trânsito.
2º - Tenho a firme certeza que as rotundas fazem um mau escoamento de águas pluviais.
3º - Tenho absoluta convicção que Rotundinhas em excesso provocam cáries.

À CMV restam duas alternativas: ou resolve o problema em que se transformaram as rotundas, ou contrata um bom dentista.
Isto é que não é vida!

Tarde de temporal I

Esta tarde, na Rua do Comércio, entre os pingos de chuva que vigorosamente caíam e tendo a trovoada como música de fundo, cruzo-me com o seguinte diálogo, entre uma criança de aproximadamente três anos e, suponho eu, a sua mãe.

Criança: - "Porque está a chover?"
Senhora: - "Chove porque o menino Jesus está triste e a chorar."
Criança:  - "O menino Jesus está triste? [cara de espanto] Porquê?"
 Senhora: - "Porque há políticos que prometem o que não podem cumprir." 

domingo, 1 de abril de 2012

Lapalissada por extenso

O VSB afirma que na rua é que se está bem. Eu avanço mais um ponto, afirmo que: "Militância de Freguesia de acordo com o novo mapa de freguesias" é uma ideia tão óbvia, que só se justifica a sua inclusão por notória falta de outro tema.