sábado, 31 de março de 2012

Wishful Thinking


Esta tarde, pelas 17h25, na pastelaria Horta, lá estava ela incrivelmente bonita. Olhar distante, traços finos, de uma beleza clássica que já não existe, a ler "Boneca de Luxo". 

Estou certo que era ela!

Ruas em entrevista

Maria Flor Pedroso entrevista um Fernando Ruas certinho e atilado. Teremos um Yes para Streets ser Minister?

Sábado de Anarquia


Fim-de-semana com tempo de sobra. Aconselho moderação na festa e a leitura de "Pura Anarquia". Humor sob a forma de papel, estampado em 18 deliciosos contos e condensados em 150 páginas. Da autoria de Woody Allen a obra faz uma crítica astuta a toda a tribo humana. Allen avança com uma reflexão humorada e muito própria sobre a delirante cultura ocidental. A civilização é nos apresentada na sua contemporânea, e por vezes fútil, perseguição da felicidade, as neuroses. as terapias pós-modernas e alternativas não são ignoradas. Os textos são pequenos reflexos da vida quotidiana, sempre sarcásticos, surreais q.b, brilhantes, impregnados de humor seco e inteligente, por vezes absurdos, mas sempre povoados de referências culturais. Estamos perante uma obra curta e de fácil digestão. Um dos melhores contos é "Querida Ama", a história de um casal que planeia matar a ama de serviço. Se chegar ao fim e o sarcasmo nova-iorquino de Allen não lhe tiver oferecido um sorriso de alegria, é sinal que faz da política profissão. Nesse caso, o seu bom humor só voltará após longas e dolorosas sessões de psicoterapia. Bom fim-de-semana e boa leitura. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Nas ruas de Viseu


Ontem de madrugada numa rua de Viseu:

Ele: - "Se não for com ele irá arrepender-se. Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas em breve. E até ao fim da sua vida."
Ela: - "E nós?"
Ele: - "Nós teremos sempre Viseu."

Bem-aventurados sejam os românticos! 

Remédio Santo

Acabo de assistir à  telenovela "Remédio Santo" tal como havia prometido. Sim caros leitores, faço tudo por vocês os dois! 

E desse lado perguntam: "Miguel, os 45.000 euros valeram a pena?
Eu respondo: "Tenho pena, mas não vejo como possa ter sido bom investimento."  

Passo a explicar: 
22:47 - A Telenovela foi para o "ar", o horário ideal não será perto das 21h30? Rapidamente percebo que alguém morreu. Reconheço algumas caras. 
23:10 - Devido ao nulo desenvolvimento da trama o blogger já em desespero pousa as pipocas, afaga o cão, procura a janela mais próxima e salta. Mesmo morando no r/c não deixa de ser um acto de coragem!
23:34 -Acaba a telenovela, termina o sofrimento e chega o INEM. Sobrevivo à queda, ao guião e à monotonia, sem lesões permanentes.  

Conclusão: Durante o episódio apenas emitiram 15 seg. de imagens de Viseu. Nenhuma acção ocorreu em espaços públicos locais. Não são referidos eventos ou instituições da cidade. O enredo não é representativo das relações sociais locais. O que nos é apresentado poderia ter cenário ou personagens de Lisboa, Porto, Luanda ou Belo Horizonte. Tanto o espaço como a acção são universais, as especificidades e dinâmicas de Viseu não são importantes. A CMV justificou o investimento com o argumento da exposição mediática. Pois bem, neste episódio nada disso aconteceu. Viseu podia nem existir, era igual. Será que o investimento terá retorno? Morreremos sem saber.

Aspectos positivos: Não teve intervalos e o guarda-roupa da Rita Pereira.
Aspecto negativo: Apesar dos 45 mil euros de Viseu pouco ou nada aparece.  

Pergunta que deixo: - Será que com este investimento não seria possível dar a Viseu melhor cobertura mediática? Eu acredito que sim. 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Serviço (sacrifício) público

O VSB deixou-me curioso. Serão 45.000€ Remédio Santo? Decidido a tirar isto a limpo, esta noite vou assistir ao "fenómeno" de Mundão. Telemóvel desligado, caderno e lápis em frente ao televisor. Aviso que não sou apreciador do género, a última série de ficção que acompanhei foi Homeland (Fox) e, de forma irregular, assisto a Downtown Abbey (Sic). Sendo que não espero encontrar grandes motivos de interesse neste Remédio Santo, procuro saber que tipo de promoção é feita à cidade e às gentes desta terra. Afinal de contas, "A Tribuna de Viseu" também presta serviço público, mas sem pedir subsídios. 

Coolness da interioridade

"Custos da Interioridade": não significa que estamos de mãos atadas. "Criatividade": é a chave para encontrar novos caminhos, novas parcerias, novas formas, novos destinos.
É que, isto de ser provinciano até acaba por dar um ar cool à coisa!

Fernando Pessoa Plural como o Universo



Visitem e aproveitem o melhor jardim de Lisboa.

terça-feira, 27 de março de 2012

Geração pós-PREC




Eu nunca fui do prog-rock,
Eu já nasci depois do PREC
Tarde demais para o proto-punk,
Branco demais para ser do rap.

Eu nunca fui do prog-rock,
Sou neo-retro-redneck.
Nasci num antro só de Enters,
Já nem sei carregar num Rec.

Eu nunca fui do prog-rock,
Só se o prog-rock for o Beck.
Nasci quando o Bob renasceu
E o Tom gravou o Heartattack.

Eu nunca fui do prog-rock,
Já nem sei carregar num Rec.
Rewind-core para os meus ouvidos,
Fast-forwards fora do meu leque.

Teimoso que nem um moleque!

Num teatro perto de si

Presidenciais Francesas



Sereno e mui humilde dou por mim a temer a derrota da família Sarkozy.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A massa crítica de Lúcia Silva

18:45: Sentado no café da esquina, Diário de Viseu nas mãos,  a ler o discurso de Lúcia Silva. 
19:00: Entra um amigo, burguês e jota de longa data, à espera de "emprego/tacho" também há longa data.

Amigo: Olá Miguel, estás mais magro.
Eu: Olá F., a crise afecta todos. E tu mais gordo, cada vez mais gordo. Seu malandro, não me digas que a jota já te garantiu o futuro? (Risos)
Amigo dispara: - A jota? Ainda não, mas vai chegar o dia (sorriso de esperança). E o que achaste do discurso da Lúcia Silva? 
Resposta: - Nhec! (encolho os ombros)
Amigo: - Nhec? (sobrolho levantado) Como assim Nhec? O discurso está em Russo? 
Eu: - Não. O Discurso está em bom português, vírgulas e pontos no sítio mas sabe a comida vegetariana. 
Amigo (em desespero): Comida vegetariana? 
Eu: Sim. Podia ser carne, podia ser peixe, mas era uma salada e sem o sal da vida política.
Amigo: Uma salada? Um discurso sobre dieta? Mas então que o faltou?
Eu: De modo geral, o discurso não apresenta grandes erros, não arrisca, faz o roteiro habitual. No final só faltou o agradecimento ao pai, à mãe, ao realizador e aos fãs. 
Amigo: Então é positivo! Reparaste na quantidade de incorrecções, citações mal feitas e enganos que povoaram as eleições do PS com D? Agora isso não se repetiu.
Eu: Sim, mas tem calma. Ainda há tempo para repetir o estilo laranja.
Amigo: E tem algum erro de palmatória? Um Sá Carneirismo versão socialista?  
Eu: Por ter sido uma salada ligth, não foi possível notar nada de extraordinário. Se tivesse de apontar um erro seria a ideia de ter destacado o aumento do número de militantes para corroborar um alegado aumento de massa crítica. A massa crítica (entendida em termos sociológicos, não em termos nucleares) existe numa correlação entre quantidade e qualidade. E quantidade não significa qualidade. Podemos ser milhões sem ter um neurónio activo, como também podemos ser apenas dois e ter uma dinâmica que possibilita uma análise crítica válida. Do mesmo modo que duas pessoas podem desencadear um pensamento político alternativo e dinâmico, um milhão de pessoas pode passar a vida a pastar numa imensa planície de lugares comuns.

(Reparo que o meu amigo adormeceu, levanto-me e em silêncio saio sem pagar a conta)

(PPC Auxilia) Ruas no Atlântico IV

Parece que PPC não tomou o lugar de Ruas, apenas o "auxiliou".

"Ficou decidido durante o 34º Congresso do PSD, que o conselho nacional ficaria com a missão de elaborar um regulamento sobre esta matéria. Mas a eleição desta alteração ao estatuto acabaria por causar alguma confusão nos trabalhos da reunião magna, o que obrigou Pedro Passos Coelho a subir ao palco para esclarecer a medida e 'auxiliar' o presidente da mesa do Congresso, Fernando Ruas. "
In Diário Económico

(Na ausência de) Ruas no Atlântico III

"O congresso do PSD foi quase sempre marcado pela sobriedade, um certo formalismo nos procedimentos que antecediam as intervenções dos militantes ou as votações. Porém, quando era Fernando Costa que fazia a condução dos trabalhos – na ausência do presidente da Mesa, Fernando Ruas – a história era outra. O autarca das Caldas pontuava cada intervenção com humor, por vezes até com alguma poesia, contagiando todos os presentes na sala."

In Jornal de Negócios

Ruas (Rula) no Atlântico II



Ruas volta a ser o "Mayor" e numa eleição interna consegue o que nem o cavaquistão lhe oferece, 98% dos votos. Com a presidência da mesa, vê reconhecido o seu trabalho em prol de PPC. A importância de Viseu, no seio do PSD, também sai reforçada. CH-Check it out: Ruas pode ser Old School but still rocks.

Ruas no Atlântico I

No 34º congresso do PSD, o líder subiu ao palco para forçar a repetição da votação à alteração dos estatutos do PSD. Para levar a cabo esta proeza tomou as funções do Presidente da Mesa. Se internamente, num tema relativamente simples e em ambiente de consenso não dá a palavra ao "nosso" Ruas, dará um ministério?

domingo, 25 de março de 2012

Cool Britannia




Os anos 90 foram um período de orgulho para a cultura da velha Albion. Com o sucesso do New Labour e da Britpop surge uma nova Grã-Bretanha, uma Cool Britannia. Em Portugal, nunca estivemos perto disso, antes pelo contrário, nunca tivemos New Labour (apesar da 3ª via) e não passámos do Tony Carreira.  

Domingo


Noite de Domingo, faço zapping, um longo bocejo, a televisão em sinal aberto não passa de um imenso freakshow.

Fernando Ruas e a Jovialidade Beirã

Fragmentos de Ruas no Congresso.

"Fala Ruas. O Autarca que manda nos autarcas. Está cada vez mais jovem, não envelhece. Parabéns Fernando Ruas pela jovialidade Beirã."

Vitor Cunha in 31 da Armada

Acordo Ortográfico para quê?



Do outro lado do Atlântico entenderam a Mensagem. Lá a Chuva, embora tropical, também é Oblíqua. Acordo Ortográfico para quê?

sábado, 24 de março de 2012

Boa imprensa de Almeida Henriques

Todos os sábados carrego, para casa, mais um "saco do lixo". Nas últimas duas edições de economia, Almeida Henriques é notícia pela positiva, primeiro por Nicolau Santos e agora na coluna de Altos e Baixos. Caso para dizer que, depois da má imprensa vem a boa imprensa.



PS: Relativamente a imprensa. Não encontro a revista The Nation, o meu "dealer"  habitual decidiu cortar o fornecimento. Vendedores de jornais, em Viseu existe um imenso mercado por explorar!

Sábado à tarde

sexta-feira, 23 de março de 2012

Em directo


Sic Notícias 21h40: Directamente do congresso do PSD publicidade gratuita ao Restaurador OLEX.

Greve ou os suspeitos do costume?



Ontem, em dia de abstenção organizada ao trabalho a vida correu sem grandes obstáculos. Viseu ainda não está refém dos transportes públicos, o que tendo aspectos positivos também acarreta aspectos negativos. Historicamente, a Greve Geral serve para exigir ao estado a adopção de políticas económicas e sociais favoráveis. Tendo em conta o contexto económico e político actual, atingir tais objectivos será no mínimo difícil. Para a CGTP a greve tanto serve como demonstração de força pois não assinou o acordo de concertação social, como também é usada como instrumento táctico e político. Desta vez não foram adiantados números. Em Lisboa, certamente, não eram os 300.000 anunciados na última greve, que também já então não o eram. A banalização da Greve Geral tem um efeito contraproducente, desde logo esvazia a sua realização de conteúdo e desmobiliza massas por desmotivação. Caro Arménio Carlos, marcar greves ao ritmo a que um especulador marca almoços com a banca não é o caminho. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Lúcifer podia ser político



A Diocese de Viseu registou uma quebra de 19,9% na frequência da missa dominical. Pessoalmente, não tenho fé em Deus ou em outra entidade. O que me move para ser melhor é uma decência ética pessoal e intransmissível. No entanto, sei que é mais fácil encontrar o Diabo do que Deus. Lúcifer podia ser político profissional, vive em todas as esquinas, ouve tudo, sabe tudo, apresenta soluções hoje a cobrar no futuro, promete sol na eira e chuva no nabal, ostenta um sorriso cativante nos lábios, todo ele é pose, todo ele é imagem. O nosso desígnio como sociedade é escolher o nosso caminho, evitando vender a alma à velha cobra.

Suicídio



Quando o tema é a condição humana cada caso é um caso. Tendo em conta o que foi dito, será que a taxa de suicídio na zona centro aumenta porque vivemos em época de solidão? Ou simplesmente, com mais facilidade nos damos de vencidos perante a vida? Num plano mais alargado e em contra-senso, o suicídio é uma das questões filosóficas menos debatidas da actualidade. Nada disto faz sentido, provavelmente não será suposto fazer. Afinal de contas apenas somos humanos. 

Ruas Kicks Ass

Para Capucho, Ruas rula! Streets himself manda props para a linha de Cascais.

quarta-feira, 21 de março de 2012

A evolução da lua



Por aqui também se aprecia ciência.


Ai! Que hoje é Dia Mundial da Poesia.



Ai pelo Dia Mundial da Poesia.

Olho de Gato Olho Vivo.

O Olho de Gato tem Olho Vivo ! Sou leitor e apreciador do espaço, por isso pergunto onde pára o  texto?  Escafedeu-se? Lapso no teclado? Deletado para a eternidade? Lápis Azul? Novos Horizontes esbarram em teclas antigas? De costas para Costa e seguros com Seguro?


PS: São 19h10, entretanto com uma breve nota tudo ficou justificado. Quem não deve não teme e ainda bem.

Concelhia do PS

O que se anunciava confirmado está. Apesar de parecer o caminho mais fácil, não cometam os mesmos erros dos vossos "compagnons de route" do PS(com)D.

Louçã alguém deu por ele?

Em Viseu, Francisco Louçã tentou partir a louça toda. Teve resposta? Sim, um bom e velho pode esperar sentado.

Humor & Livros

"Cliente: - Queria as Obras Completas.
  Livreiro: – De quem? por favor.
  Cliente: - O quê!... Não me diga que há mais de que um livro com o mesmo título?"

Para quando três ou quatro livrarias independentes com obras de referência na Capital das Beiras?

segunda-feira, 19 de março de 2012

A impossibilidade da Teoria da Conspiração

Leio, no sempre informado VSB, a "teoria da conspiração". Vamos ver se percebi: Segundo esta teoria, o governo está a "queimar" o homem que não quer gastar os fundos do Qren a construir rotundas, para o substituir pelo homem que mais rotundas construiu na história dos "anos dourados" do Qren. É isto? Se sim, as minhas dúvidas são: O Eixo troika-Merkozy sabe disto? Que peso político terá Ruas como ministro? Henriques fará parte do pacote, ou é troca por troca? Saberá Ruas que as Streets de Lisboa, e os corredores do poder, são grandes sendo elevado o risco de se perder? Se Ruas for poder, teremos comboio e AE Viseu-Coimbra? Muitas dúvidas, nenhumas certezas. Isto é como tudo, não há-de ser nada! 

Henriques em destaque

De acordo com a última revista Sábado, Miguel Relvas "O TODO PODEROSO", ministro-guru-pai-de-santo-padrinho do PSD, apontou Almeida Henriques como o chibo nas palavras de alguns, responsável pela fuga de informação relativa ao ministério da economia nas palavras de outros. Estando incompatibilizado com Relvas, a vida política de Henriques neste governo será curta e dolorosa. Uma espinhosa Via Sacra, que os Relvas costumam reservar para os Judas do Governo.

sábado, 17 de março de 2012

Consertos no parque, já só faltam os concertos!

Anunciam-se consertos no parque Aquilino Ribeiro. Em breve, espero que, para o mesmo local, a CMV anuncie concertos e diversa programação cultural! Teatro no parque? Gil Vicente ia apreciar. Cinema no parque? Pipocas ao ar livre sabem melhor. Livros no parque? Traças não hão-de apanhar. Espero uma programação barata e eficaz. O parque está bonito e recomenda-se, mas também deve ser fruído como espaço de oferta cultural. Estimada leitora e vereadora da cultura, Ana Paula Santana, reflita sobre a ideia. Garanto que, se oferecer as pipocas, a acompanho ao cinema no parque. Palavra de blogger!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Da Literatura



Quem disse que não há vida nos livros ?

Radicalismo religioso Vs Liberdade de expressão

Não sofro de qualquer tipo de fervor religioso, não encontrei cristo ou ouvi a sua palavra. Sim leitor, sei que o inferno me espera! Respeito quem acredita e defendo o seu direito a exercer a sua fé. Apenas me oponho a qualquer tipo de radicalismo religioso, seja ele cristão, islâmico ou ateu. A liberdade não prevê policiamento moral.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Da Falta de Ambição II [Feira de S. Mateus]

Nas últimas duas décadas, a Feira de São Mateus foi montra do pior que a cultura kitsch tem para oferecer. Reflexo de uma mentalidade vulgar e acrítica, que reinou na Expovis? Sim, mas sempre com o beneplácito da CMV que tudo validou, justificando-se com a necessidade de manter a tradição. Quando se tornou evidente que o certame caminhava a passos largos para entrar no anedotário local, acabaram por ter que aceitar a mudança. Apesar dos ténues avanços ocorridos na edição transacta, espera-se que a Expovis transporte a Feira de São Mateus para o nível que a cidade merece. A Feira de São Mateus tem potencialidade para se assumir como principal dinamizador cultural e económico de toda a região, resta concretizar. O que não sendo tarefa fácil não é de todo impossível. 

Da Falta de Ambição I [Capital dos Museus Encerrados]


Viseu é uma cidade com capacidade para se afirmar líder e referência no plano nacional. Não o faz porquê? Falta de ambição? Falta de ousadia? Falta de liderança? Na realidade sofremos com um pouco de tudo. A cidade é adiada pois possui uma falsa elite de mentalidade provinciana, que pensa a cidade como se de uma aldeia se tratasse. Aqui chegados será difícil avançar sem uma mudança de paradigma. Este ano temos Guimarães Capital Europeia da Cultura, Braga Capital Europeia da Juventude, no outro extremo Viseu Capital Europeia dos Museus Encerrados. Pelo lado positivo, estamos no livro dos recordes graças à maior broa trambela do mundo. Provincianos mas com estilo!

?

Porque é que somos esquecidos pelo poder central? Porque é que só conseguimos ser notícia por más razões? Porque é que passámos as últimas décadas numa dormência absoluta? Ainda não se aperceberam do potencial ilimitado que vive nas nossas ruas?

quarta-feira, 14 de março de 2012

Salazar

A autarquia de Santa Comba Dão vai lançar a marca registada "Salazar". O primeiro produto a comercializar será um vinho de nome "Memórias de Salazar". Não sendo apreciador de vinhos ou de Salazar, creio que o paladar deve apresentar um toque de bonapartismo iluminado, a leveza do cesarismo imperial ficando na boca um ligeiro aroma a fascismo subtíl. O rótulo contará com um design vintage e inspirado em  frescos do integralismo lusitano bem como do maurrasianismo. Já a rolha apresentará cheiro a clericalismo bafiento. Aconselho os apreciadores a consumir o néctar fresco, de modo poupado e apenas em dias de arreigada disposição democrática.

terça-feira, 13 de março de 2012

Funiculi Funiculado



Dedicado a quem gosta de funicular sem pagar.

"Ontem à tarde, meu amor, eu fui, 
sabes para onde, sabes para onde?
Para onde este coração ingrato não pode me desprezar mais! 
Onde o fogo queima, mas se tu foges 
ele deixa estar!
E não te persegue, não te consome,para que vejas o céu!... 
Vamos juntos, vamos lá, 
de funicular, subindo de funicular! 
Vamos do sopé à montanha, meu amor! Sem (termos de) caminhar! 
Podes ver a França,a Prócida e a Espanha... 
e eu te vejo! 
Puxados por uma corda, antes de nos darmos conta, 
vamos para o céu... 
Vamos rápidos como o vento e de repente, já saímos! 
Vamos juntos, vamos lá, de funicular, subindo de funicular! 
 Subimos, meu amor, já chegamos ao topo! 
(O funicular) Foi, e retornou, e voltou novamente... 
Está sempre aqui! 
O topo gira, gira, ao redor, ao redor, 
ao redor de ti! 
Este coração canta sempre 
e não é arrogante 
Vamos nos casar, meu amor! 
Vamos juntos, vamos lá, 
de funicular, subindo de funicular!"

A cruz do PS



Por quanto tempo irá o PS carregar esta Cruz? Tudo o que rodeia a personagem lembra um Western Spaghetti. Se a concelhia socialista não se demarcar de forma inequívoca desta situação, tal como Django, terá de arrastar o próprio caixão. Então, o epitáfio das autárquicas será negro. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Almeida Henriques


De acordo com o Expresso desta semana, após a transferência do QREN das mãos do ministro da economia Álvaro (simplesmente Álvaro) para o pausado ministro das finanças Vítor Gaspar, os secretários de Estado, às portas de se amotinarem, "sequestraram" o pastéis-de-nata-friendly Álvaro! Mais uma atitude madura dos nossos governantes. Como se sabe o exemplo vem de cima. Almeida Henriques, de acordo com o mesmo semanário, perdeu a cabeça ao saber que a coordenação das verbas do QREN (também conhecido como pote de mel europeu) lhe ia fugir. Distribuir subsídios, num país subsídiodependente, deve ser trabalho duro! Passos Coelho, o primeiro-ministro "himself", acabou por pedir tento na língua, exigindo que seja fornecido de modo gratuito um vigoroso raspanete aos indisciplinados Secretários de Estado. Será Almeida Henriques um Secretário de Estado sem cabeça? O primeiro a perder a cabeça? Ou o próximo a perder a cabeça? Sustenham as vossas apostas, neste país tudo é possível...

domingo, 11 de março de 2012

Da "Aurea Mediania" argumentativa



Creio que, na sua generalidade, os políticos locais são cultores de  Horácio. Nos seus discursos, no seu pensamento cultivam uma frustrante "Aurea Mediania". O que, não sendo totalmente negativo, não é necessariamente positivo. Não existe paixão, vontade, transgressão, não se avança, não se arrisca. Pessoalmente prefiro Beckett. Dos governantes espero que tentem, que falhem, que tentem de novo e que falhem melhor. Se não gostam de arriscar pelo menos ouçam Kate Nash, simplicidade, ironia, frustação, amor disfuncional, dor de corno, bom humor, bom senso. Os vossos discursos serão melhores, bastante melhores. O século XXI não é particularmente benevolente para com epicuristas.

Queremos uma cidade bege?


Chegou ao fim mais um fim-de-semana. Dias de sol em pleno Inverno, um luxo ao alcance de poucos. A cidade bonita como sempre, mas falta alguma coisa. Não existe animação nas ruas. Será da crise? Possivelmente sim, mas não só. Viseu não tem sido uma cidade aberta à cultura. Temos avenidas largas, jardins e amplos espaços públicos subaproveitados para fins culturais. Não me entendam mal, existem exemplos positivos, mas são poucos. Uma gota no oceano, para uma cidade como Viseu. Deambulando pelas ruas é difícil cruzar-me com um evento, um momento de animação, uma feira do livro, uma exposição, um concerto, um artista a exercer a sua actividade. Não estará na hora de entrarmos na rota nacional dos eventos culturais? Não reunimos todas as condições para fazer parte dessa rota? Creio que a resposta às duas questões será sim. Viseu é uma boa cidade, uma cidade "arranjadinha" ninguém de boa fé o poderá negar. Mas se tivesse uma cor teria de ser bege. Não tão aborrecida como o cinzento, mas longe da animação das cores quentes. Será que sofremos da falta de ambição tipica dos cérebros bege? Será que o poder e as elites locais pensam tudo em bege? Afinal quem quer ser bege, quando temos capacidade para ser uma explosão de cores? 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Um plano pelo reino de Ruas


Em Viseu ainda existe quem defenda o interior, ainda existe quem respeite o interior, ainda existe quem lute pelo interior. Mesmo assim, parecemos não conseguir escapar ao destino. Contínua sem existir um rumo para o concelho, uma visão estratégica, uma ideia de futuro, na cabeça dos actuais dirigentes locais? Pergunta claramente retórica. Rei Ruas "morto", rei posto! As próximas autárquicas são a altura óptima para o lançamento de um projecto, novo, dinâmico e mobilizador para a sociedade viseense. Quem apresentar um plano integrado, com objectivos temporais, objectivos em termos de resultados e objectivos financeiros claros estará em vantagem. Quem aparecer com ideias de bolso e frases feitas, terá sérias dificuldades em passar incólume pelo crivo da opinião pública. O proselitismo político já foi chão que deu uvas, azedas mas deu.

Dia Internacional da Mulher V

Fim de DIM. O feminismo viseense pelas ruas da amargura. Senhoras liberais, nem um sutiã queimado? Shame on you!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher IV



Atenção! O feminismo também se excita.

Dia Internacional da Mulher III



Atenção! O feminismo é poderoso.

Dia Internacional da Mulher II



Atenção! O feminismo pode ser agressivo.

Dia Internacional da Mulher I



A tribuna de Viseu, espaço dedicado a homens de barba rija, aproveita o Dia Internacional da Mulher para homenagear o feminismo. Cavalheiros tirem os chapéus e façam a devida vénia. Um pensamento para Virginia Woolf e Simone de Beauvoir, o feminismo também passa por elas.
O mundo pós-movimento feminista, é um espaço mais civilizado.O sexo feminino ganhou igualdade de direitos, viu os seus direitos sexuais e reprodutivos reconhecidos, adquiriu a capacidade de atingir posições de poder. A mulher moderna é culta, independente, esclarecida e não ostenta bigode! 

Tenham atenção cavalheiros: " O Amor entre um homem e uma mulher é uma guerra" - in "O Pai" de Joan A. Strindberg

Ps: Infelizmente, em 2012, nem todos os países respeitam os direitos das mulheres.

quarta-feira, 7 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

PS e PSD duetos improváveis?



PING - PONG! E não saímos disto? Nunca teremos, na Assembleia da República, um "All together now por Viseu"?

Do Mundão para a Margarida Marinho



Guilhermito vive o seu sonho e pode ver de perto, na sua aldeia, as actrizes da novela "Remédio Santo". Ele já fez a sua escolha. Patricía Tavares? Não, muito magra! Sílvia Rizzo? Não, demasiado botox! Sara Barradas? Não, muito nova! Rita Pereira? Não, afinal Guilhermito não encanta como o Angélico! A que ele deseja mesmo é Margarida Marinho. Ele pode ser a aldeia e ela Paris, mas um homem tem direito a sonhar.
PUM PUM PUM e o coração de Guilhermito bate ao ritmo da claquete!  

segunda-feira, 5 de março de 2012

Campanha de lugares comuns



Guilherme Almeida, no discurso de vitória, fez uma afirmação incontestável. "...Os militantes fizeram a sua escolha..." é um facto. Já  "...contribuíram para um partido mais dinâmico, aberto e plural..." são factos que a campanha desmente. Meia dúzia de comunicados dificilmente podem ser considerados um sinal de dinamismo. A abertura esbarra na campanha dentro de portas, bem como na falta de inclusão da sociedade Viseense. O pluralismo não colhe, pela evidente falta de discussão de ideias. Com uma terceira candidatura, talvez tudo fosse diferente.
Uma campanha recheada de lugares comuns. Um discurso de vitória constituído por lugares comuns. 

O voto é soberano

Os militantes do PSD votaram. A vitória coube a Guilherme Almeida. José Moreira teve um resultado satisfatório. Cinco militantes, provavelmente preocupados com o a falta de debate, votaram branco. Quatro militantes, provavelmente insatisfeitos com a campanha, votaram nulo.

Esta não foi uma boa campanha. Aliás, Viseu assistiu a uma "não" campanha. Em abono da verdade, dificilmente, uma troca de comunicados, será considerada uma campanha!

O PS que se afaste deste estilo.

domingo, 4 de março de 2012

Domingo de rescaldo!



Domingo cinzento, ameaças de chuva por concretizar. Bom dia para o Diabo!

Ps: Não se façam surpreendidos, a via que o PSD local ia escolher era óbvia, não seria necessário convocar um Xamã para o perceber. O caminho para a redenção pode ser tortuoso!

sábado, 3 de março de 2012

Sábado



"...And I'm talking to myself at night
Because I can't forget
Back and forth through my mind
Behind a cigarrette.
And the message coming from my eyes
Says leave it alone.
Don't want to hear about it
Every single one's got a story to tell
Everyone knows about it
From the Queen of England to the hounds of hell..."

sexta-feira, 2 de março de 2012

Fim de campanha




Como definir a campanha num adjectivo? Subnutrida. Satisfeitos?

Acordo Ortográfico


Cá por casa, ainda não existe um exemplar de Intimidades traídas, da autoria de Acácio Pinto. Está na lista de compras, ao lado de Stefan Zweig. Será que respeita o novo  Acordo Ortográfico?

Party Boy

 Amigo Guilherme, é com agrado que descubro que ainda existe ritmo em si!! Entre um debate ou uma noitada de festa prefere a última... a experiência académica ainda mexe consigo... como eu o entendo. Velhos são os trapos!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Campanha sem debate o 3º mundismo aproxima-se



Uma campanha feita de comunicados... sem debate...sem ideias...sem justificação...só vazio...possível apenas numa sociedade com pouco respeito pela Democracia. A política local assume uma capa terceiro-mundista. Uma leitura à obra de Sá Carneiro não faria mal. O PSD de Sá Carneiro não era nada disto, não era suposto ser, não pode ser. Algo vai mal no reino! 

Dignidade no exercício de funções



Uma lista de tarefas destinadas apenas a mentes civilizadas: Política; Debate; Comunicação; Argumentação e contra-argumentação. Uma verdade absoluta? Antes pelo contrário, estimado leitor. Os factos estão longe de o confirmar. A dura verdade é que, em Portugal nunca se cultivou uma cultura de debate aberto e livre. Sinal de que, como povo não valorizamos a liberdade? Provavelmente. A qualidade do discurso político tem vindo a degradar-se, tanto a nível da linguagem, cada vez menos rica e articulada, como ao nível da capacidade argumentativa, paupérrima quase miserável. Será que, estes factos se devem a uma descida do nível intelectual dos próprios agentes políticos? Salvo honrosas excepções, tudo leva a crer que, este fenómeno também é um facto. As dificuldades de comunicação com o espaço público, tornaram-se evidentes, com o advento das redes sociais. Os políticos encontraram novas ferramentas de comunicação, mas ironicamente não as sabem explorar. O fluxo de comunicação tem agora dois sentidos. Facto ainda não absorvido. É aí que reside a principal dificuldade da tribo política. Ao tradicional fluxo eleito - eleitor, juntou-se, o fluxo eleitor - eleito. Para C. Mueller, a crise de autoridade política também se deve à má comunicação política.
Não percebi… importa-se de repetir? O leitor pede um exemplo? Claro que posso avançar com um exemplo. Aliás, vou ser generoso, avanço com dois relativamente frescos!
Na última semana o deputado Pedro Alves, já ontem o secretário de estado José Cesário. Ambos, numa tentativa de mostrar algum tipo de pensamento, ou marcar posição política, apenas lograram esvaziar as suas funções da ética e do sentido de estado que lhes estão associados. Conseguiram, ao mesmo tempo, banalizar o diálogo político, diminuir a opinião que o eleitorado tem sobre os políticos e lançar dúvidas sobre a própria capacidade intelectual/comunicativa dos representantes.
Um serviço sem o qual a república ou os eleitores passavam melhor. Dignidade é necessária!
De modo a que isto não se repita, fica uma sugestão de leitura, sobre comunicação política: The politics of communication, da autoria de C. Mueller, editado pela Oxford University Press.