terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cultura Renova-se





Gosto da Fnac, das suas lojas (principalmente de Lisboa - Chiado), bem como da sua proposta inicial de tornar acessíveis produtos e eventos culturais. Em Viseu, como noutras cidades do interior, a Fnac é um factor dinamizador da actividade cultural, basta ver a sua agenda mensal. No caso Viseense, creio que a loja peca pela reduzida oferta livreira e pelo excessivo peso de literatura "ligth" nas suas estantes, mas percebo as regras do mercado, gostos não se discutem e temos a opção de encomendar. Esta campanha pode ter corrido mal, foi claramente um erro de marketing, mas o que interessa ao consumidor é que baixem os preços dos livros sem cartões, cupões, descontos, trocas e outras promoções.

PS: Adaptado do texto originalmente publicado na Avenida de Berna 26

Feira de São Mateus reflexo da cultura popular



Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo o que é cultura Popular é mau, como o povo sabe.
No caso da música Popular, se bem trabalhada, logo de qualidade, pode ser uma forma "orelhuda" e divertida de nos apresentar o quotidiano, as nossas idiossincrasias, os nossos problemas pessoais, a multiculturalidade a que estamos expostos, a sabedoria popular, as dicotomias cidade - campo e mulher fatal - mulher desfavorecida (seria Cesário Verde, um produto da cultura, Pop?) etc...
Não podemos cair no erro de associar, o facto de ser, cultura Popular à falta de qualidade, ao mau gosto, ou brejeirice.
Agora ajuíze, o leitor,  se estes versos não reflectem, com brilhantismo e ironia, a realidade urbana?

"...There was a little old lady who was walkin' down the road
She was struggling with bags from Tesco
There was people from the city havin' lunch in the park
I believe that's called "al fresco"..."

O meu ponto é o seguinte: Podemos e devemos ter uma Feira de São Mateus (F.S.M) Popular, sem ser de mau gosto. Ainda, acompanha o meu pensamento? Ok, admito que tem razão...Viseu não é Londres e a vizinha do lado, que berra no duche, não é uma Lilly Allen. Mas tenho de o lembrar que, o meu desejo não é utópico, na  última edição da F.S.M foram dados passos positivos nesse sentido. Espero que este ano reforcem a aposta na qualidade ao nível das exposições, das barraquinhas, do artesanato, da restauração e dos espectáculos. Viseu só terá a ganhar com uma Feira de São Mateus forte. 

PS1: A Feira ainda vem longe, mas será bom existir discussão pública sobre o seu futuro.
PS2: Para me redimir do excesso de Pop, em breve, vamos visitar o museu Grão Vasco.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Domingo no centro histórico




Pergunta retórica: Porque temos os centros comerciais cheios e as ruas vazias? Sim, eu conheço todos esses factores, que o leitor está a pensar.
Há dias falava com uma amiga, que me dizia que, no país onde ela reside não existem centros comerciais, apenas megastores nas ruas. E se a C.M.V decidir atribuir licenças, a  lojas âncora, no centro da cidade, com horários alargados e outros benefícios. Não seria uma boa ideia? Ok, percebo que os centros comerciais defendam os seus direitos e procurem rentabilizar o investimento. Mas, a Câmara não pode ficar refém desses interesses, só pode representar a cidade e zelar pelos interesses da mesma. Ainda existem, bastantes, grupos que não estão representados em Viseu. Será benéfico para todos que a C.M.V e Associações de Comerciantes se juntem e tentem facilitar a inclusão desses grupos na zona histórica da cidade, ou, dentro de anos, o centro estará abandonado e votado à criminalidade.
Hoje é Domingo, hora de aproveitar os  Blues e dar uma volta pela cidade.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Porque hoje é Sábado...


Nas últimas semanas tive a oportunidade de ler, a única obra de Hitchens traduzida para o mercado luso, "deus não é Grande - Como a religião envenena tudo" (D. Quixote).  
Mas já vamos ao livro, começo por apresentar o autor: Cristopher Hitchens (1949-2011), intelectual, jornalista, correspondente de guerra e critico literário, colaborou em publicações como: The Atlantic; Vanity Fair; The Nation; Wall Street Journal; The Spectator, entre outras. Hitchens combina uma série de qualidades, que raramente aparecem em conjunto, a saber: inteligência em largas doses, pensamento claro e bem definido, espírito crítico bastante aguçado, escrita elegante, frontalidade, nenhum receio da polémica e um refinado sentido de humor. 
O leitor, acha pouco? Nesse caso, sugiro um exercício: Em dez minutos, pense em dez autores com os mesmos atributos! Difícil, não é? Logo vi! Posso adiantar que, todas as suas qualidades levaram a que, na língua inglesa, surgisse o neologismo Hitchslap: acto que consiste em obliterar completamente o argumento de outra pessoa. Hitchens, por mérito próprio, tornou-se "bigger than life".
Relativamente ao livro, esta obra, é uma critica às principais religiões (nenhuma fica de fora). São apresentadas "quatro objecções irredutíveis à fé religiosa" (falseia a origem do homem; combina subserviência com solipsismo; é resultado e causa de repressão sexual; é fundamentada em pensamento ilusório), o autor  reafirma que é possível viver uma vida ética sem a necessidade da mão condutora de um criador. Não sendo o melhor trabalho de Hitchens, esta obra não acrescenta factos novos ao que já foi dito, vale a pena uma leitura atenta, tanto pela eloquência, como pela capacidade de argumentação apresentadas no texto. 

Última nota (só para editores): E que tal termos o resto da sua obra traduzida? Não restam muitos autores desta qualidade.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fim de tarde...




Para Daniel Bell (1919-2011) vivemos numa sociedade pós-industrial, Viseu, bem como Portugal,  nunca foi uma sociedade industrial plena, logo a  pós-modernidade exige muito mais empenho a todos.
Tudo isto para desejar bom fim-de-semana, e deixar um video de  música pós-industrial,  a Tribuna de Viseu está a ficar complicada, hein?
Da próxima fico-me pela simplicidade da cultura pop, prometo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Acácio Pinto sim.. ou talvez não

Há alturas em que um homem tem toda a razão, não restando opção sem ser subscrever tudo que foi afirmado, também existem alturas em que simplesmente não posso concordar. Ter opiniões diferentes faz parte da vida, temos de aprender a viver com isso.

Sugestão de Leitura


Há uns dias falei com o meu amigo Rómulo (Avenida de Berna 26), sobre o movimento Tea Party (TPM), discutimos este livro em particular. Não... este Tea Party nada tem a ver com uma festa do chá, promovida pela sua vizinha, mais chata, que vive com 8 gatos! O nome deriva da Boston Tea Party (momento simbólico da luta pela independência dos E.U.A), este movimento tem como factor aglutinador, uma aliança entre jovens intelectuais conservadores e pessoas mais velhas que não se revêem no país em que habitam (E.U.A).
Onde comprar? Pergunta o amigo leitor.
Pode, facilmente, encontrar um exemplar tanto na Fnac como na Bertrand. Garanto eu.
Para quem se interessa, pela realidade politica e social norte-americana, vale a pena dar uma vista de olhos, seja conservador ou liberal.
Agora, pegue no livro, deixe os miúdos e cônjuge em casa, vá até ao parque da cidade, em alternativa vá à mata do Fontelo e leia... vai ser uma tarde bem passada, garanto! 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pontos negros IP5


A Estradas de Portugal está a estudar uma intervenção no traçado do IP5.
Resta desejar que sejam rápidos nas conclusões, mais rápidos a realizar a obra... e já agora, no fim não se lembrem de colocar, os célebres, pórticos de cobrança. Percebido? Os Viseenses ficarão agradecidos. 

Fim de dia...



Hoje a cidade estava com os Blues... ou foi impressão minha?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ASAE na Feira Semanal


Segundo os feirantes, a ASAE afasta os clientes. Compreendo a necessidade de fiscalização... mas será necessária uma intervenção tão "musculada"?

O direito a criticar!

Porque a democracia não é uma viagem grátis.

Os julgamentos de H. Kissinger


Numa Avenida de Berna, perto de si, poderá ver o documentário, com base no livro: "The Trial of Henry Kissinger". Uma visão, acusadora de C. Hitchens, sobre um dos homens mais influentes nas décadas de 60 e 70. Podemos concordar ou discordar, das acusações, mas não deixa de ser interessante assistir. Ajuda a perceber melhor, uma época de conflito latente, as movimentações diplomáticas por trás das cortinas, em ultima análise o funcionamento da "Realpolitik".

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Entidade de Turismo do Douro


Deputados do PS de Viseu e Vila Real dão OK à Entidade de Turismo do Douro, mas o Governo está inclinado para o K.O.! Quer-me parecer que o turismo, no norte do distrito, será afectado!Um assunto para ser seguido atentamente, sobre o qual os autarcas terão de se manifestar.

As sondagens também falham!!


O meu post sobre as primárias da Carolina do Sul, as sondagens também falham fica o aviso!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Domingo


Rolls Royce vintage... fish and chips.. ambiente noir. Estou certo que, Inglaterra deve ser perto!

Porque hoje é Domingo






















Viseu, meio da tarde de Domingo, remexo nos livros e dou de caras com P. G. Wodehouse.
E o meu amigo, desse lado do PC, encolhe o nariz e pensa... Quem é Wodehouse? Porque devo ler Wodehouse?
Bem, Wodehouse é só um dos grandes génios (não é "génio" como o filho ranhoso da sua vizinha, é génio mesmo, pode acreditar.) da literatura inglesa. Acha pouco?
Posso adiantar, que é comparado a Shakespeare em termos de domínio da língua, bem como a Dickens pela capacidade de criação de personagens, nos seus textos dá uso ao seu humor para criticar os costumes da Inglaterra do Séc XX.
Já está curioso? Quer saber mais ? Boa... então, vamos com calma!
Em portugal foram recentemente (2007 ainda é recente, certo?) editados, pela Cotiva, através da colecção Os Livros Da Raposa, "O código dos Wooster" e "Época de acasalamento". Estes dois livros, contam as aventuras de Bertie Wooster, um cavalheiro de classe alta com bom coração, propenso para arranjar problemas, sempre acompanhado do seu mordomo Jeeves um "cavalheiro de cavalheiros", educado e inteligente. As histórias ocorrem num mundo louco de "tias de nariz empinado", "primos estouvados", rapazes sem maneiras e raparigas inteligentes.
Se tiver tempo vale a pena ler, seria interessante se este autor fosse mais traduzido. Numa época de crise, o humor "culto" é um bem essencial.

ps: Procure bem, apenas foram impressos 2000 exemplares na primeira edição.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nascer e adoecer em Viseu


A comissão politica do PS Local, emitiu um comunicado anunciando que 14 mil pessoas no concelho não têm acesso a um médico de família!

Leu bem catorze mil, ou seja, estamos a falar de, aproximadamente 13% da população!

Pelo que eu entendo, as unidades de saúde familiar (USF) são o local onde é suposto os utentes serem acompanhados ao longo das suas vidas (do berço até à cova!!).
O leitor, partilha da minha opinião ou estou dramaticamente equivocado?
Se estamos em sintonia também acha, como eu, que se as USF não funcionarem devidamente, ou existirem largos números da população excluídos, o estado não está a cumprir com uma das suas principais funções.
A propósito, devo lembrar que para a manutenção das USF nós pagamos impostos? Ainda continua comigo, caro amigo? Então, depois de levantar o queixo, deve estar a perguntar: E os excluídos? Sim, o que é feito deles? Bem... a única solução para os excluídos, é recorrer às urgências, pondo em causa a rapidez de atendimento e o bom funcionamento das mesmas. Sendo, um dado adquirido, que uma ida as urgências sai mais cara ao erário público, do que uma visita a uma USF. Sim, voltou acertar, esse diferencial de financiamento é coberto pelo dinheiro, graveto, carcanhol ou massa, que vem directamente dos nossos bolsos através dos "nossos queridos" impostos. Os tais, que nós a custo pagamos.
De acordo com os números agora apresentados, no nosso concelho, essa função do estado está a ser posta em causa.
As perguntas que eu ponho, estando certo que o leitor também, são:
- O que vão fazer as entidades locais, a respeito disto?; Os deputados no parlamento vão-se levantar e colocar a questão alto e em bom som?; Se tudo ficar na mesma, cabe ao povo manifestar-se?
Na resposta, a estas questões, não pode haver fraqueza, os nossos representantes têm de cumprir com Viseu. Por isso votámos neles!! Se pensarem bem, 13 % são muitos eleitores... não são?


Blogs do ano 2011

Toca a votar no Viseu Senhora da Beira, para blog do Ano, aqui.
A segunda fase está à porta... todos juntos somos muitos!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Viseu é noticia!!


Infelizmente, Viseu é notícia, nem sempre pelas melhores razões ver aqui e aqui.
Quando é que os nossos deputados, se levantam e em conjunto, fazem alguma coisa para resolver o problema do IP3 e do que sobra do IP5? Vamos voltar aos índices de sinistralidade do anos 80 e 90?

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Podem ler, o meu post, sobre as primárias do Partido Republicano.

Numa Avenida de Berna perto de si.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Publicidade gratuita


Aqui pode ler, o meu post, sobre o Irão : O Irão, o samba de Dilma, o preço do petróleo e o nosso bolso

Numa Avenida de Berna perto de si.

Porque isto nos toca a todos....


Naufragar é preciso?
“Começa a ser penoso para mim ler a imprensa portuguesa. Não falo da qualidade dos textos. Falo da ortografia deles. Que português é esse? Quem tomou de assalto a língua portuguesa (de Portugal) e a transformou numa versão abastardada da língua portuguesa (do Brasil)?
A sensação que tenho é que estive em coma profundo durante meses, ou anos. E, quando acordei, habitava já um planeta novo, onde as regras ortográficas que aprendi na escola foram destroçadas por vândalos extraterrestres que decidiram unilateralmente como devem escrever os portugueses.
Eis o Acordo Ortográfico, plenamente em vigor. Não aderi a ele: nesta Folha, entendo que a ortografia deve obedecer aos critérios do Brasil. Sou um convidado da casa e nenhum convidado começa a dar ordens aos seus anfitriões sobre o lugar das pratas e a moldura dos quadros. Questão de educação.
Em Portugal é outra história. E não deixa de ser hilariante a quantidade de articulistas que, no final dos seus textos, fazem uma declaração de princípios: “Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia”.
A esquizofrenia é total, e os jornais são hoje mantas de retalhos. Há notícias, entrevistas ou reportagens escritas de acordo com as novas regras. As crônicas e os textos de opinião, na sua maioria, seguem as regras antigas. E depois existem zonas cinzentas, onde já ninguém sabe como escrever e mistura tudo: a nova ortografia com a velha e até, em certos casos, uma ortografia imaginária.
A intenção dos pais do Acordo Ortográfico era unificar a língua. Resultado: é o desacordo total com todo mundo a disparar para todos os lados. Como foi isso possível?
Foi possível por uma mistura de arrogância e analfabetismo. O Acordo Ortográfico começa como um típico produto da mentalidade racionalista, que sempre acreditou no poder de um decreto para alterar uma experiência histórica particular.
Acontece que a língua não se muda por decreto; ela é a decorrência de uma evolução cultural que confere aos seus falantes uma identidade própria e, mais importante, reconhecível para terceiros.
Respeito a grafia brasileira e a forma como o Brasil apagou as consoantes mudas de certas palavras (“ação”, “ótimo” etc.). E respeito porque gosto de as ler assim: quando encontro essas palavras, sinto o prazer cosmopolita de saber que a língua portuguesa navegou pelo Atlântico até chegar ao outro lado do mundo, onde vestiu bermuda e se apaixonou pela garota de Ipanema.
Não respeito quem me obriga a apagar essas consoantes porque acredita que a ortografia deve ser uma mera transcrição fonética. Isso não é apenas teoricamente discutível; é, sobretudo, uma aberração prática.
Tal como escrevi várias vezes, citando o poeta português Vasco Graça Moura, que tem estudado atentamente o problema, as consoantes mudas, para os portugueses, são uma pegada etimológica importante. Mas elas transportam também informação fonética, abrindo as vogais que as antecedem. O “c” de “acção” e o “p” de “óptimo” sinalizam uma correta pronúncia.
A unidade da língua não se faz por imposição de acordos ortográficos; faz-se, como muito bem perceberam os hispânicos e os anglo-saxônicos, pela partilha da sua diversidade. E a melhor forma de partilhar uma língua passa pela sua literatura.
Não conheço nenhum brasileiro alfabetizado que sinta “desconforto” ao ler Fernando Pessoa na ortografia portuguesa. E também não conheço nenhum português alfabetizado que sinta “desconforto” ao ler Nelson Rodrigues na ortografia brasileira.
Infelizmente, conheço vários brasileiros e vários portugueses alfabetizados que sentem “desconforto” por não poderem comprar, em São Paulo ou em Lisboa, as edições correntes da literatura dos dois países a preços civilizados.
Aliás, se dúvidas houvesse sobre a falta de inteligência estratégica que persiste dos dois lados do Atlântico, onde não existe um mercado livreiro comum, bastaria citar o encerramento anunciado da livraria Camões, no Rio, que durante anos vendeu livros portugueses a leitores brasileiros.
De que servem acordos ortográficos delirantes e autoritários quando a língua naufraga sempre no meio do oceano?”
João Pereira Coutinho
In: Folha de São Paulo, 10/12/2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

De José Junqueiro, passando pela má memória, até à má imprensa



Infelizmente e por diversas razões, vivemos numa era em que o jornalismo local e nacional, salvo honrosas excepções, pouco mais não é do que um megafone ou o estenógrafo de interesses específicos. Os jornalistas evitam fugir da linguagem do consenso, da harmonia e da inocuidade como se vivêssemos na disneylândia, ou numa Coreia do Norte na qual os grandes líderes não podem ser afrontados com as suas contradições. Poucos são os casos em que existe uma comunicação social local independente e livre, que fuja de uma mentalidade provinciana, que não tenha contemplações relativamente a compadrios ou caciques locais, na qual os rumores sejam levados em conta e devidamente investigados, funcionando como a correia transmissora da democracia. Seria importante que os órgãos de comunicação locais fizessem bem o seu trabalho, pois a informação local muitas vezes é reflectida a nível nacional e vice-versa. A bem da democracia e da transparência, os políticos devem ser seguidos, de forma justa e não subserviente pela comunicação social local, evitando que mais tarde surjam surpresas.
Imaginem: Um político local é eleito deputado. Na Assembleia da República defende um princípio com base na ética, acusando seus opositores de fazerem o contrário, mas na sua concelhia política, este deputado, faz exactamente o que acusa os seus opositores de fazer. Se a imprensa local estiver atenta, de imediato pode acusar esse deputado de ser demagogo. Caso os jornalistas locais nessa hora estejam de férias, mas tenham feito o seu trabalho prévio, será fácil a um jornalista de um órgão nacional consultar a imprensa local de modo a pôr a nu todas as contradições do excelentíssimo deputado da nação.
Em teoria, esta seria uma notícia para ser explorada, num primeiro plano pela imprensa local e num segundo plano pela imprensa nacional, certo?
Não. Completamente errado! O leitor não acredita?
Então apresento ao estimado leitor, o deputado José Junqueiro e as contradições em relação ao que escreve no seu blogue, ao que diz na Assembleia da Republica (ver video) e às acções praticadas, que foram levantadas não pela imprensa local, amorfa, sem vontade de investigar e com necessidade de fundos de maneio, mas por meios de comunicação alternativos não domesticados. Em causa não está a validade das afirmações proferidas pelo deputado, mas a contradição em relação ao que exige dos outros e as suas próprias acções.
Em defesa da democracia, devo dizer que, apesar de termos uma comunicação social praticamente domesticada e de a mesma se ter demitido de cumprir as suas funções, ainda temos meios de comunicação alternativos com atitude, sem contemplações ou interesses escondidos, nos quais podemos confiar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

As Portagens...ou como festejar «O dia desgraçado»


É favor, marcar no calendário os dois próximos dias 08 pois a C.U.C.P (parece, mas apesar da sigla nada tem a ver com o P.R.E.C) levará a cabo acções de protesto.
Entretanto, por decreto de Francisco Almeida, o dia 08 de Dezembro de 2011 passa a ser conhecido como "O dia desgraçado".
Se a moda de baptizar dias pega , o calendário da cidade começa a ficar sombrio.

Avenida de Berna 26



Agora, também me podem seguir no Avenida de Berna 26, o primeiro post é sobre o irão.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Autoestrada Viseu - Coimbra

Enquanto os políticos locais não levam a cabo os compromissos que assumem, em alturas de eleições, isto vai acontecendo diariamente.
Os deputados eleitos por Viseu não devem esquecer os condicionamentos actuais do IP3 e excesso de tráfego a que a actual via é sujeita, especialmente em horas de ponta e dias de maior fluxo.
Se nestes temas falarem a uma só voz na Assembleia da República a política local sai valorizada e os eleitores, como eu, ficam com a ideia que o seu voto é útil, não para os partidos mas para a comunidade.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A demissão do Estado de Direito em Paradinha

A correspondência voltou a ser distribuída em Paradinha, já temos motivos para festejar?
Não, porque perante a violência e as ameaças a um funcionário dos CTT, o estado democrático acobardou-se e deu um passo atrás. Nenhuma sociedade democrática pode permitir que as funções básicas do estado de direito, que entre outras incluí a manutenção da ordem, a segurança, o direito a circular, o direito a trabalhar sejam postas em causa por um grupo de pessoas.
Ao optar pela criação de um bloco de apartados, o estado optou por se demitir de cumprir as suas funções para mal da democracia e dos restantes habitantes do bairro. O que faltou neste caso foi polícia, lei e tribunal para os culpados das agressões.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Próxima paragem São João da Pesqueira

Dias calmos, pego no jornal i e o que por lá encontro?
Calma atento leitor, não é a solução para a crise, os números do euromilhões da próxima semana, ou uma linha de caminhos-de-ferro para Viseu.
Apenas um estudo,ver aqui. E o que nos diz esse estudo não é coisa de somenos. Entre 300 autarquias inquiridas, em segundo lugar a nível de eficiência encontra-se a Câmara Municipal de São João da Pesqueira. Segundo o mesmo estudo, de um investigador do IST, será possível reduzir os recursos financeiros em 26,3% mantendo o mesmo nível de qualidade na prestação de serviços. Na notícia não são referidos dados sobre a CMV. Resta esperar que o Presidente Fernando Ruas reúna, num autocarro, o executivo camarário e os leve em visita de estudo a São João da Pesqueira. No regresso peça à turma para fazer um relatório de visita de estudo, não vá a comitiva pensar que é um passeio de recreio. Recomendo especial atenção aos meninos no fundo do autocarro, por norma os mais desatentos ou sem muita vontade de participar.

Sons de um fim de semana de inverno

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sobre azulejos em Viseu com fotos do AJ


Um bom trabalho de compilação de fotografias sobre painéis de azulejos que fazem parte da história de Viseu a não perder aqui.

Sobre a Liberdade em Viseu com Olho de Gato

Não posso deixar de subscrever o que é escrito aqui.
Palavras sábias e justas: " ...Foi calada a Rádio Noar, a informação do Jornal da Beira não faz justiça ao espírito aberto e admirável do bispo Ilídio Leandro, as escolas superiores olham para o umbigo, a assembleia municipal de Viseu não existe, na câmara a oposição seguiu o exemplo de Miguel Ginestal, desonrou o voto que recebeu dos viseenses, e foi tratar da vidinha. ... O distrito dorme pastoreado pelo vazio: nenhum deputado na assembleia da república, dos nove eleitos com os nossos votos, nenhum votou contra as portagens..."

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A dança das cadeiras!!



A propósito deste exclusivo, lembro que a melhor forma de se conquistar o poder nos foi ensinada em 1979, pelo Partido Baath. A todos os potenciais "candidatos a candidatos" aconselho a visualização do vídeo, tirem apontamentos e aprendam, porque o professor dificilmente voltará a dar aulas.

Blues with Boots em Viseu.


A não perder The Last Internationale, banda de Long-Island Nova York que desenvolve uma sonoridade original com mesclas de Indie, Rock, Folk, Punk e Blues, actua dia 26 de Janeiro na Fnac de Viseu.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Das elites à democracia


A actual crise apresenta-se em vários planos tais como, económico, social, cultural, e até da mitigação da democracia. A nível local já sentimos alguns efeitos como a contracção do consumo, vemos o pequeno comércio a fechar portas, constatamos o adiar ou repensar de alguns projectos municipais, os investimentos do governo ficam para as calendas, fazemos fila devido ao encerramento de estações dos CTT, estamos menos atentos e informados com o fecho de meios de comunicação locais, circulamos menos por conta da introdução de portagens nas antigas SCUT e pelo aumento do preço dos combustíveis, assistimos ao fecho do governo civil sem saber para onde serão transferidas as suas competências. Vivemos uma época de “Democracia Restritiva”. É nestas alturas que são necessárias elites políticas, culturais e económicas, esclarecidas, sem medo de dar a sua opinião e elevar o debate, com uma visão de futuro e capazes de inspirar a mudança. É essencial que em 2012 estas elites se manifestem e tornem Viseu a cidade que pode, deve e merece ser.

Escrito no papel... mas pouco lido!

A meio de um velho livro, dos anos 70, leio :“Analisar a realidade e discutir os problemas, criticar e auto-criticar-se...”.
Como sociedade em geral é disto que precisamos, a nível local é isto que tem de ser feito.

As aparências iludem, neste espaço há muito rock!!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A tribuna de Viseu

Este é um espaço democrático dedicado à cidade de Viseu.
A liberdade de pensamento e expressão são o principal valor a que este espaço obedece. 
Aberto a opiniões contrárias, sugestões, crítica e debate.