domingo, 30 de dezembro de 2012

A marcha de 2012



Chegará o dia em que 2012 será uma vaga memória de um passado pouco glorioso. Nesse dia, todos os textos da Tribuna terão de ser remasterizados para que não lhes falhe o sentido. Fica a certeza que todos eles foram a negação da miséria moral que se abateu sobre quem decide os destinos desta cidade. Este espaço, não é fado, nunca foi fado, não poderia ser fado, é a certeza que conseguimos melhor. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Da cultura

Cara Ana Paula Santana,

É com modesta satisfação que vejo que atendeu, ainda que de forma subtil, ao meu pedido. Não me interprete mal, qualquer evolução na nula política cultural em que vivemos será sempre positiva, mas ainda há muito por fazer. Não sendo eu um guru, uma espécie de Paul Krugman bastardo da cultura de província, terei todo o prazer em ser o seu guia espiritual para os assuntos culturais. Fique atenta!

Cumprimentos

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Viseu


"Cruzes de Cristo 
Caem dos Céus
Sobre este império 
Que Deus nos deu."

Faz o bem não olhes a quem

O executivo, num acto de aparente justiça social, decidiu oferecer o lanche a todos os alunos do primeiro ciclo. Numa época em que muitas famílias se deparam com graves dificuldades económicas este seria um acto de saudar, não fosse o caso de os filhos de classes menos desfavorecidas também terem direito à mesma oferta. Caro Américo, acharia por bem que os impostos dos viseenses fossem desperdiçados a pagar o lanche da sua filha?

sábado, 22 de dezembro de 2012

Feliz Natal



A Tribuna deseja a todos os leitores um Feliz Natal, em especial ao Guilherme por ser o principal agregador de leitores e conteúdos neste espaço.

Sábado


Isolado da melhor cidade para viver, a vida torna-se quase insuportável.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Jornal do Centro



1. Rede Municipal de Museus: Dezembro chegou e apanhou-me fora da cidade. Online descubro que o suplício, também conhecido por requalificação da Casa Museu Almeida Moreira, terminou. Após um penoso e desajeitado tango, 2 anos entre avanços, recuos, indecisões e 270 mil euros investidos na parceira de dança, foi com um sorriso amarelo de satisfação, alguma pompa e relativa circunstância que Fernando Ruas e Ana Paula Santana deram por concluída a empreitada. Ao longe, mas perto de uma ligação à rede, tentei descobrir o “novo” museu, rapidamente percebi que escassa ou nenhuma informação está disponível sobre este espaço. Decidido a saber mais sobre a rede municipal de museus, cujo objectivo seria agregar e coordenar os núcleos museológicos já existentes, “invisto” sobre o site da autarquia (o sitio para onde funcionários autárquicos, de voz monocórdica, remetem a pesquisa de informação), rapidamente concluo que a ideia não conseguiu saltar do papel ou desenvolver-se consequentemente no formato digital, não tendo efeitos práticos. Ao fim de algumas horas a interrogação assalta-me: Será que existe algum tipo de indisponibilidade genética para, em Viseu, se trabalhar em rede? Qual é a dificuldade que conduz a que, no site da C.M.V, a informação sobre o espólio e actividade dos museus da sua rede seja deficitária? O Núcleo Museológico de Várzea de Calde ainda existe? Porque é que a pouca informação disponível apenas aparece em português? E os turistas, certamente um punhado de Cro-Magnons perdidos no interior profundo, não se interessam pela nossa cultura? A C.M.V não compreende que a divulgação cultural, apenas disponível na língua de Camões é insuficiente? Atenção! O tradutor do Google, para este efeito, não chegará, estou certo. Do ponto de vista do cidadão/visitante é notória uma certa inércia na dinamização de actividades, sente-se a falta de envolvimento dos agentes culturais e turísticos, o que se reflecte tanto na actividade cultural como na actividade turística local. Será que a Sr.ª Vereadora domina as elementares necessidades deste sector de actividade e está disponível para corrigir rapidamente estas falhas? A dinamização destes pólos, não passa apenas pela valorização e apresentação de conteúdos sérios, cuidados e com boa fundamentação técnica, passa também por ocupar os espaços com iniciativas de indiscutível interesse cultural. Com o desenvolvimento de uma dinâmica conjunta a rede de museus ganhará o sentido e a “vida” que lhe falta, esta rede só será uma mais-valia quando estiver ao serviço dos turistas e da cidade. O século XXI chegou, no entanto, na vereação da cultura ninguém parece ter dado por ele.

2. Política Municipal da Juventude (em três palavras): NÃO EXISTE. Chega?

3. Presentes de Natal: O Natal bate à porta, as famílias reúnem-se em ambiente de festa, reencontram-se velhos amigos, come-se o peru (para os perus esta quadra é o holocausto). Dias antes da troca de prendas, invariavelmente perguntam-me: O que gostavas de receber no Natal? Além dos livros (A Poesia do Pensamento; George Steiner), dos álbuns (Amamos Duvall; Tiago Cavaco) e o par de meias garantido (nisto as avós nunca falham), lançando um olhar sobre a cidade, espero que o último ano de Ruas corra melhor que os vinte e três anteriores e o seu substituto seja, no mínimo, competente; que o PS se lembre de fazer oposição e avance para o terreno com uma candidatura forte; que o CDS ressuscite e nos lembre que é exequível uma verdadeira alternativa de direita. Para os Viseenses, desejo que o Natal de 2012 seja recebido com a mesma alegria com que Américo Nunes recebe a sua família, que 2013 traga a todos a esperança de um futuro sério, com saúde, paz, emprego e bem-estar social.  

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Domingo


 


"Beyond all this, the wish to be alone:
However the sky grows dark with invitation-cards
However we follow the printed directions of sex
However the family is photographed under the flag-staff -
Beyond all this, the wish to be alone."

sábado, 15 de dezembro de 2012

Identidade



"A identidade, como a pele,
renova-se, perde-se de sete
em sete anos, muda no mesmo 
corpo, torna diferente 
a permanência humana..."

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Alerta Laranja

Hoje, o Instituto de Meteorologia (IM), colocou Viseu sob aviso laranja. Mas, nos últimos 23 anos o alerta não foi sempre laranja? Ou, hoje, o Guilherme, teve um dia especialmente atarefado?  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Almeida Moreira


Amanhã o Museu Almeida Moreira regressa ao mundo dos vivos. Depois de meses de incerteza, é bom que Ana Paula Santana nos apresente um espólio digno de Cecilia Giménez. 

Ter mais visitas diárias que o funicular

Inaugurada no passado dia 06 de janeiro de 2012 e alvo de fortes criticas a Tribuna de Viseu tem-se verificado um sucesso. Após a inauguração foi disponibilizada de imediato à população em geral, tendo até finais de Outubro de 2012 já sido visualizada por mais de 70.000 utentes.
«A Tribuna de Viseu. Blogue não poluente ao seu dispor com acesso gratuito», relembra a autarquia viseense.

(Não me responsabilizo por eventuais danos neurológicos que a leitura deste texto possa causar. Foi descaradamente copiado, e posteriormente adaptado, da Dão tv) 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Orçamento

A pergunta era, aparentemente, simples: "- Senhores, estão a favor ou contra este orçamento?". A resposta teve a incerteza caraterística do aluno mal preparado: "- Nim!". Estar casado com o orçamento e fazer figura de solteirão, raramente dá bom resultado. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Melómano


Se 2012 está por um fio, o País, há quem diga, está para acabar. Já a música que este ano nos deu dificilmente morrerá sem dar luta, pelo menos ao ouvido. Entre a guitarra de James Hince e a voz da menina Alisson Mosshart, renovou-se o tratado do norte-atlântico. O barulho, em descargas industriais, voltou a fazer sentido, a canalha nova-iorquina respira saúde. Sem dar acessos a crises, Úria garante que o mundo foi vencido. Leonard Cohen apresenta velhas ideias, não havia como falhar. O Bernardo foi a África, para nos lembrar que, afinal de contas, ainda (?) somos portugueses. Jack White, a minha escolha do ano, fez de Blunderbuss uma ode ao amor-ódio    

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Incubar Viseu (Jornal do Centro)


 
1. Incubadora de Empresas: No decurso natural da história dos povos, diversos foram os líderes que ao longo da sua vida mudaram de opinião, ou de partido, sem que o caos viesse ao mundo. Winston Churchill será o exemplo mais flagrante. Surpreendentemente, numa terra em que o tempo demora a passar, o mesmo aconteceu com Fernando Ruas. No espaço de duas mudanças de calendário, o ilustre autarca alterou a sua opinião relativamente às incubadoras de empresas. O único lamento é que apenas o tenha feito com uma década de atraso em relação ao boom destas iniciativas na lusa pátria. Vamos a factos, a 28 de Agosto de 2010, em plena Assembleia Municipal, Fernando Ruas, dominando como poucos a arte da “fina” ironia, afirmava: “…uma Incubadora no Centro HistóricoEu a princípio até pensei andamos com algum problema com a história das funerárias, já lá há no Centro Histórico, mas não é a mesma coisa..." Chegados a Novembro do corrente ano, um Fernando Ruas visionário lança o projecto de uma incubadora de empresas, na antiga sede dos bombeiros voluntários de Viseu em pleno centro histórico. Relativamente ao espaço escolhido, ultrapassada a ideia de por lá instalar a loja do cidadão e mais tarde alguns serviços municipais, logo que se preserve o imóvel de alto valor histórico e patrimonial, a escolha parece acertada. De forma a minimizar os riscos, ao nível da gestão do conceito, será conveniente realizar um estudo prévio que contextualize o sucesso obtido por outras incubadoras de âmbito municipal que se desenvolveram nos últimos anos. De modo a que este projecto não esteja condenado à nascença, também será sensato, que a escolha para ocupação do espaço recaia sobre empresas tecnologicamente avançadas, criativas ou de elevado valor acrescentado. Ao analisar este tipo de apoio ao desenvolvimento económico seremos induzidos a concluir que, grosso modo, apenas as incubadoras umbilicalmente ligadas a estabelecimentos de ensino superior, a um tecido empresarial inovador ou a uma população dinâmica e com massa crítica disponível, onde abundem especialistas e/ou criativos capazes de dinamizar constantemente o espaço, atribuindo uma vida autónoma (longe da mão protectora do Estado) à incubadora, parecem atingir relativo sucesso. Neste momento, ainda sem dados concretos sobre os moldes em que este conceito vai ser desenvolvido, será sempre injusto questionar a bondade da iniciativa. Resta esperar que a autarquia tenha a capacidade de estudar e aprender com os erros de terceiros. Numa cidade sem tradição industrial, não nos podemos dar ao luxo de perder duas vezes o mesmo comboio.  
 
2. Incubadora de Ideias: O ano de 2013 do calendário gregoriano anuncia o fim de uma era política. O modelo de desenvolvimento proposto pelo Engº Carrilho, em grande parte executado por Fernando Ruas, já não garante resposta às necessidades desta cidade, neste século. No entanto, apesar do “modelo Carrilho” estar esgotado, o Ruísmo dá sinais de resistir ao seu fim anunciado e as máquinas partidárias teimam em adiar o despontar de uma nova geração de ideias e líderes. Entretidos em combates internos, tanto o PS como o PSD, parecem pouco preocupados em debater a cidade. Os partidos políticos ou tão pouco a sociedade civil, não parecem encontrar soluções para este impasse. Afigura-se forte, a probabilidade de ser perdida uma oportunidade de agentes políticos e sociedade civil sentarem à mesma mesa os seus elementos mais válidos, para em conjunto, livres de preconceitos ideológicos, definirem um projecto de cidade. A política local carece de uma linha orientadora de ideias e objectivos que os cidadãos reconheçam como desígnios a serem atingidos. Em época de troika, a lógica, até aqui reinante, de projectos avulsos, obras fátuas sem qualquer visão estratégica ou gigantismos de personalidade terá de ser definitivamente ultrapassada.
 
3. Incubadora de Vices: No culminar de uma longa carreira como vice-presidente, mantendo a mesma equipa, não se vislumbrando um inequívoco pensamento de fundo sobre a cidade, Américo estará à altura dos tempos? Temo que a resposta seja negativa.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tradição



"...Que o colectivo que há em cada um de nós, 
não tem PORRA apenas uma voz...
...Por nascer das veias da comunidade

domingo, 2 de dezembro de 2012

Na cidade deserta



"...Nós costumávamos esperar
Nós costumávamos desperdiçar horas apenas andando por aí
Nós costumávamos esperar
Todas essas vidas desperdiçadas na cidade deserta..."

sábado, 1 de dezembro de 2012

Numa cidade moderna

                                                           Micro-horta Urbana


"...E eu recompunha, por anatomia,
Um novo corpo orgânico, ao bocados.
Achava os tons e as formas. Descobria
Uma cabeça numa melancia,
E nuns repolhos seios injetados.

As azeitonas, que nos dão o azeite,
Negras e unidas, entre verdes folhos,
São tranças dum cabelo que se ajeite;
E os nabos - ossos nus, da cor do leite,
E os cachos de uvas - os rosários de olhos.

Há colos, ombros, bocas, um semblante
Nas posições de certos frutos. E entre
As hortaliças, túmido, fragrante,
Como alguém que tudo aquilo jante,
Surge um melão, que lembrou um ventre.

E, como um feto, enfim, que se dilate,
Vi nos legumes carnes tentadoras,
Sangue na ginja vívida, escarlate,
Bons corações pulsando no tomate
E dedos hirtos, rubros, nas cenouras.

O Sol dourava o céu. E a regateira,
Como vendera a sua fresca alface
E dera o ramo de hortelã que cheira,
Voltando-se, gritou-me, prazenteira:
"Não passa mais ninguém!... Se me ajudasse?!..." 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ao ouvido


Silêncio. Que não vou cantar o fado.

X33 e X33bis

Caro Fernando, a ser verdade, nesse caso, para presidente da assembleia estamos condenados a Mota Faria ou, em alternativa, ao presidente da Distrital do PSD. Face à conjuntura proposta, além dos dois cavalheiros referidos, não vislumbro ninguém mais apto para o exercício de tais funções. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um ministério para Ruas já!

De forma brilhante Fernando Ruas faz a defesa dos municípios. Estou é admirado (no sentido de estupefacto) por Pedro Passos Coelho ainda não ter aproveitado a dica de mandar gente ao mar. Andam os autarcas a dar pérolas a porcos! 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Comissão política extraordinária

Camaradas (que palavra mais feia!) Socialistas. Como jovem interessado na actividade política local, aguardo pacientemente o meu free-pass, com meet&greet, e acesso ao backstage, mesmo junto às meninas do calendário Pirelli. Prometo que os detalhes sórdidos ou eventuais episódios de violência ficam para as minhas já célebres memórias póstumas.

Disse investimento?

Afinal a crise não é para todos.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Comunidades Intermunicipais, JS e Américo 2013



1.       Mais Estado?: Assinado o compromisso de reforma da administração local e pressionado pelo calendário da Troika, o inestimável ministro Miguel Relvas e os seus bem pagos assessores, imbuídos num espírito reformista, sentaram-se num gabinete e, de régua e esquadro na mão, toca a dividir o país. Apelidaram este projecto de: Novo Regime Jurídico das Autarquias Locais. Um nome juridicamente pomposo para a vetusta ideia da transferência de competências do poder central para o poder local. Para atingir tal desiderato, propõem a criação de um corpo intermédio: as entidades intermunicipais. A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), liderada pelo estimável Fernando Ruas, rejeitou por unanimidade esta proposta, contra-argumentando com a previsível perda de competências autárquicas e com a redução da capacidade de gestão de dinheiros públicos por parte dos seus associados, em benefício destas novas entidades. Num sinal de lucidez democrática, o representativo Fernando Ruas e a ANMP defendem que a liderança destas comissões deve ser legitimada através de sufrágio universal e directo. Neste último ponto, eu apenas acrescentaria a exigência da limitação de mandatos: dois, a exemplo do Presidente da Nação. Mas o que são estas comunidades intermunicipais? Velhos Governos Civis com nova nomenclatura e novos poderes? Segundo o semanário Expresso, estas comissões representam pelo menos uma centena de lugares a serem estreados e liderados por um primeiro secretário com um ordenado na ordem dos 4000 euros. A figura do primeiro secretário, ao invés do ex-governador civil, não será meramente decorativa, vai receber os poderes tributários municipais e ter capacidade de distribuição dos dinheiros públicos nacionais e europeus. Estas comissões em relação aos extintos governos civis ganham um novo poder, o aliciante poder do dinheiro. Neste contexto, além das autarquias também as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional serão esvaziadas de competências e relevância local. Numa época de aperto financeiro, este lugar de primeiro secretário será apetecível, logo disputado a nível político. À primeira vista estes lugares parecem talhados, pelo alfaiate Miguel Relvas, à medida dos dinossauros autárquicos, homens de costas largas entretanto impedidos de se recandidatarem aos lugares em que se eternizaram. Estas comissões serão uma segunda vida que o apparatchik, Miguel Relvas, dá a quem, sobrevivendo do aparelho, não quer uma reforma banalmente chata ou ao fim de tantos anos ainda alimenta alguma réstia de ambição política. Por saber está o tamanho destes órgãos e quanto nos vão custar, pois quem paga a factura já sabemos. 

2.       JS: A JS Viseu fez o trabalho de casa e, como bons alunos, tiveram a recompensa merecida. Durante 3 dias (2, 3, 4 de Novembro), reuniram 800 jovens socialistas em congresso nacional na cidade de Viriato. Em termos nacionais deste congresso saiu uma nova direcção e foi aprovada a moção global para o próximo biénio. A nível local, além dos eleitos para a comissão nacional e para o secretariado nacional, fica a intervenção de José Pedro Gomes, durante a discussão da moção global de estratégia, sobre a cidade e o fim de ciclo a que assistimos. Não renegando a obra feita, o líder da concelhia, alertou para o facto de muito estar por fazer do ponto de vista social, económico e cultural. Reforçou a necessidade de novas políticas, de se avançar com o Conselho Municipal da Juventude bem como com o orçamento participativo. Ainda teve tempo para criticar a política do subsídio e, tal como grande parte desta geração, espera que os próximos anos sejam de afirmação desta cidade como líder no plano nacional. Até aqui temos um bom evento, eleitos locais, um bom discurso e bastantes bandeiras a abanar. O que falta? Falta uma jota nas ruas, uma jota interventiva ao lado dos mais jovens, uma jota com agenda activa.

3.       PSD: Na Praça do Município, à medida que a ideia Américo 2013 ganha força, Guilherme fica sem margem. Manter-se relevante, na narrativa política, pode ser mais complicado do que cumprir os doze trabalhos de Hércules. 

In: Jornal do Centro 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

domingo, 11 de novembro de 2012

Auto-biografia

Para efeitos de auto-estima e medo de falhar a benevolente posteridade, por antecipação, lancei-me numa auto-biografia. Terminada a obra, chego à conclusão que não passa de uma penosa errata de 450 páginas, divididas por 5 capítulos. Digno de registo somente: o jantar com esta senhora; uma nomeação para isto; e uma vitória aqui. Por razões óbvias, omiti a derrota nas autárquicas de 2013.

Um Domingo


A tentar, em vão, não dar menos que tudo.

sábado, 10 de novembro de 2012

Zé! ou a importância do Cadillac



O Zé! quando chegou não tinha nada, mas  acha que arraiazinha, mesmo a mais miúda, também merece um colar de pérolas. Volta e meia, o Zé!,  andava na autovia com uma matulona (de vestido encarnado de lei) de quem por acaso até gostava, quando de repente ela tem  uma crise de ciumeira, o Zé! abre a porta e diz: ''Filha, vai lá à tua vida''. O Zé! conquistou o carro, só falta o respeito e o lugar no município. Para se entreter, o Zé!, passeia no meio do povo e acena às multidões, faz a lei e bem, pois ninguém  o critica. 

Porque das nossas palavras não há regresso


Escrever, apagar, re-escrever; escrever, apagar, re-escrever; escrever apagar, re-escrever

Cover II


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bairro Municipal, Carlos Marta e Literatura (J. Centro)


1. Identidade Local: De acordo com Kevin Linch (1960); em : A Imagem da Cidade, Edições 70: “A cada instante existe mais do que a vista alcança, mais do que o ouvido pode ouvir, uma composição ou um cenário à espera de ser analisado. Nada se conhece em relação a si próprio, mas em relação ao seu meio ambiente à cadeia precedente de acontecimentos, à recordação de experiencias passadas”. Esta reflexão, fará todo o sentido, para uma mente civilizada que, tal como Fernando Ruas, tenha sido agraciada com medalha de ouro da Société Académique des Arts, Sciences et Lettres, mas infelizmente não faz escola entre os técnicos da nossa autarquia. Esta semana, assisti ao documentário ”O Bairro” da autoria de Raquel de Castro. Este documentário é um pequeno “fresco”, muito em breve histórico, da vida no Bairro Municipal. Bairro que será terraplanado em nome de uma modernidade uniformizadora da vida e paisagem urbana. Certamente, sem conhecimento do nosso autarca, foi elaborado um plano de regeneração para este espaço no centro da cidade, prevendo-se a construção de um moderno edifício de habitação social composto por 60 fogos, obra estimada nuns simpáticos 2,3 milhões de euros. O que os técnicos responsáveis por este projecto, ainda formatados na lógica de demolição-construção em voga nos anos 80 e 90, não perceberam foi que no meio de tantos milhões perde-se mais um local característico da cidade, perde-se uma reminiscência de ruralidade na selva de betão. Tudo isto numa época, e perante uma geração, que valoriza a reabilitação e a preservação da nossa memória histórica. Mas o que é o bairro municipal? Construído em 1948, junto ao estabelecimento prisional de Viseu, o Bairro Municipal, será o mais antigo dos bairros sociais da cidade. Constituído por 120 habitações unifamiliares, tendo os seus moradores, famílias de escassos rendimentos económicos, migrado do centro histórico e aldeias próximas. Na actualidade, o bairro alberga uma população envelhecida com raízes rurais. As moradias, em granito, não dispõem hoje das mais básicas condições de habitabilidade, no entanto, este bairro possui uma qualidade visual rara, nas urbes modernas, a clareza ou “legibilidade” da sua envolvente, todo ele é uma estrutura planeada, coerente e única na paisagem urbana. A sua reabilitação, respeitando as características diferenciadoras, seria a melhor opção sendo vantajosa em termos económicos, histórico-arquitectónicos e turísticos. Se a identidade da cidade é também o fruto da percepção dos seus habitantes e visitantes, destruir este bairro é destruir parte da identidade desta cidade. Neste caso, a autarquia, terá de saber equilibrar a tensão contemporânea entre o local e o global, dando primazia ao local, não como reacção à globalização, que é bem-vinda, mas como afirmação da nossa singularidade.  

2. Marta e o exemplo Menezes: De Gaia, Luís Filipe Menezes decidiu marchar sobre o Porto. Se por um lado o CDS-PP inviabilizou qualquer coligação encabeçada por Menezes, por outro lado a concelhia do PSD, através de voto secreto, aclamou por unanimidade o autarca de Gaia. Para Viseu, ou melhor para Tondela, fica a porta entreaberta. Na matemática interna, se Marta quiser terá os mesmos 100% de Menezes? Tendo em conta os casos que envolvem os proto-candidatos-laranja locais, é altamente provável que sim. 


3. Literatura: 17 de Novembro de 1925, um crime abalou a cidade. É sobre este episódio dramático que nos fala Paulo Bruno Alves em: O Crime da Poça das Feiticeiras. Uma leitura recomendada para os dias de chuva que se avizinham. 



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Aquilino Ribeiro



Poderá um beirão desconhecer Aquilino? Não. Um beirão desconhecedor de Aquilino é um não-beirão a roçar o castelhano; é um filho da terra que não conhece as suas origens; é um sacerdote que nunca leu o antigo testamento; é um terratenente que nunca foi ao campo; é um ser que conhece a serra mas sem sair do Land Rover; é um sujeito que fala ao povo sem entender peva sobre rusticidade; é um leitor que fica barrado na densidade das palavras, é um revolucionário que nunca começou uma revolução; é um poeta sem versos; é um caciquista sem militância partidária; é um historiador que não valoriza a identidade; é um parolo do campo com a mania que é um parolo da cidade; é um velho que aos trinta já era jarreta. 

PS: É já na Sexta.

Original TV

A Original TV será bem-vinda se vier agitar as águas. Para pastar na planície o que há chega.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

domingo, 28 de outubro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Imprensa, CDS e Junqueiro



1.       Comunicação Errática: Abro o jornal e espero receber substantivas doses de informação, servidas por mãos cultas, acompanhadas por colunas de opinião que de forma superior desconstruam a intrincada realidade em que vivemos. Serão os jornais de referência uma espécie em vias de extinção? Primeiro a rádio, depois a televisão, e por último a internet (blogs, facebook, etc…) conduziram a leitores em fuga e vendas em queda livre. Se falarmos de imprensa regional, dado o restrito mercado publicitário e de leitores, a situação degrada-se a olhos vistos. Estaremos, em Viseu, perante um eucaliptal domesticado (aqui há Olho de Gato)? Um eucaliptal que se demite de informar e pensar a cidade, no entanto, pródigo em exemplos de más práticas e falta de ética deontológica? Se sim, como reverter esta situação? Uma primeira abordagem passa pela imprensa deixar de entender o leitor como consumidor passivo de factos. Ultrapassar de vez o trauma do “jornalismo burocrático”, “feito na secretaria”, construído sobre transcrições de comunicados ou copy past do clipping debitado por agências noticiosas, é necessário ir além da mera bondade semi-académica: Como? Check; Quando? Check; Onde? Check; Soundbite? Check. Neste século a imprensa não pode ter um olhar aposentado de pensamento e identidade. Como leitor de imprensa regional espero uma narrativa essencialmente local. Desejo saber o que sente o vencedor, o cavalheiro que mora na rua ao lado; sentir a mágoa do derrotado – a história do derrotado é sempre melhor do que a do vencedor -, um ser humano como todos que mora na rua de cima. Espero um relato factual e ao mesmo tempo pessoal mas sem espaço para comiserações venezuelanas ou glorificações norte-coreanas. Uma cidade sem um jornal de referência, com uma robusta identificação regional, que mereça ser lido não é uma cidade, é uma povoação. É aqui que começo a folhear o Jornal do Centro.


2.       Ano Conturbado: O ano de 2012 está a ser conturbado para o conservadorismo local. Depois da saída de Rui Santos, da não-recandidatura de Jorge Azevedo, chegou a hora de José Carreira se demitir. Sobre as causas, para as demissões, pouco ou nada se sabe. Resta a certeza de que para o CDS-PP sobreviver terá de se abrir à sociedade, apresentar caras novas (apenas a fotografia de Hélder Amaral no cartão de visita é pouco), abrir a porta a novas ideias, criar alternativas, apresentar um projecto político credível e assente em propostas realistas. O trabalho de base, para que esta nova geração de políticas e agentes políticos surja, deveria ter sido continuado desde as autárquicas de 2009, tendo sido prematuramente interrompido. Nas últimas duas décadas a sociedade viseense evoluiu, já os partidos, no meio da dormência do Ruísmo, não se conseguiram regenerar. Tal como Rui Santos referiu, a este jornal, neste momento impõe-se uma refundação do partido que leve à apresentação de alternativas políticas ancoradas na realidade actual e que correspondam às expectativas do eleitorado. Do confronto entre o velho e o novo CDS, espera-se que emirja um partido aberto, inclusivo, moderno, conservador mas livre de arcaísmos; sem tempo para ilusões, demagogia, alianças ou gigantismos fátuos.

3.       Injustiça Socialista: É impossível não notar nas palavras de José Junqueiro, em entrevista a este jornal (ed. 553), alguma “urticária” relativamente à condução do processo de escolha do próximo candidato autárquico, por parte da concelhia. Nesta entrevista encontramos em Junqueiro um homem de convicções. Junqueiro sabe que é um erro pensar em 2015, tendo um difícil 2013 pela frente. Lembra que a sua candidatura em 1993 foi a melhor sucedida do universo socialista; reforça a necessidade de preparação antecipada; deixa subentendido que gostaria de repetir a experiência, sendo que não atingiu este desiderato devido a factores externos, um “passageiro negro” nunca identificado. No entanto, está desiludido com a menoridade política da actual liderança, incapaz de estar à altura das circunstâncias. Em suma, estamos perante uma injustiça. Mas quem disse que há justiça no socialismo?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Viseu Po-Lis

A Sociedade Viseu Polis foi excluída do próximo Orçamento de Estado. Tenho três perguntas: Ainda não houve tempo para a extinguir? A sociedade cumpriu os objectivos para a qual foi criada? Quanto nos custou?

Ainda.. Semana Académica

A Semana Académica irá avante, sendo organizada pela direcção cessante da FAV. Espero que o meu dueto com a Srª dona Ruth Marlene seja para manter. Caro Pedro Osório, esquece a vereação da Cultura.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Semana Académica




Pedro Osório, acabo de ver o cartaz da semana académica, vou resistir a comentar. Envio esta missiva no sentido de propor um choque cultural, uma espécie de "Operação Choque e Pavor", com o objectivo de iluminar as cabecinhas dos "teus" imberbes estudantes. Afinal de contas eles são da geração de 90 e tu, sendo da geração de 70, tens uma visão mais madura, por isso, queres/deves mandar na pequenada. O plano é simples, abre o ouvido, franze a testa e aproxima-te do ecrã meu bom rapaz. No meio das festividades, eu subo ao palco para um dueto com Srª dona Ruth Marlene, cantaríamos a plenos pulmões as "Murder ballads" do grande Nick Cave. A Srª dona Ruth, por uma noite, seria a minha Kylie Minogue do Barreiro. Graças à tua imensa boa vontade ainda gravamos um vídeo nas margens do Pavia. Caso o plano se desenrole sem contratempos, proponho o teu nome para vereador da cultura, já em 2013. Combinado? 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Entretanto no recreio socialista

Um-dó-li-tá 
Cara de amendoá
Um segredo colorido
Quem está livre
Livre está

Arménio

Ai Arménio, Arménio. Quando é que aprendes Arménio?

Ps: Já agora quem é o Arménio?

Aquário


Na inauguração do aquário o cantor é José Costa, vice-presidente do IPV(?), elemento mais antigo da Infantuna, candidato á C.M.V (assim o PSD o queira) e último Viriato. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A JS mexe

Dias 2, 3 e 4 de Novembro, Viseu vai acolher o 18º congresso nacional da JS. Pacientemente, aguardo convite para assistir in loco ao evento, a minha vontade é alheia ao potencial estético das jovens militantes socialistas. Como não podia deixar de ser, apenas espero pelo profícuo debate de ideias.

E um lugarzinho arranja-se?

Em abono da verdade, nunca usei calções de licra mas já andei de bicicleta!

Algo de Grego em nós

Neste momento, na capital do império, manifestantes, provavelmente ligados ao partido "Os Verdes" e ao BE, atiram contentores ao chão e separam o lixo para a reciclagem. Quando atirarem as garrafas para o jardim do Passos Coelho, por favor, separem o vidro colorido do clear para facilitar a triagem. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Outono em Viseu (Jornal do Centro)


1. Sub-Aproveitados: Bastante dinheiro, alguma tinta e uma carga de macadame depois há vida no ex-futuro-centro de artes e espectáculos, actual futuro parque de estacionamento. No plano conceptual, entre mais um parque de estacionamento pago e um centro de artes, a última opção seria a escolha óbvia, mas Viseu, como Portugal, vive no plano real e este não está pelos ajustes. Segundo os ministros de Lisboa, pelos ajustes orçamentais este país não está e as questões culturais, como sempre, são vistas como acessório de menino rico ou militante do Bloco! Se por um lado Viseu não seria a primeira cidade a valorizar-se partindo de um projecto cultural, por outro em tempo de vacas magras levantam-se outras prioridades. Nem tudo é mau, neste momento possuímos diversos espaços genuinamente talhados para actividades culturais onde nada existe - Parque Aquilino Ribeiro, Mercado 2 de Maio, Fontelo, Parque Urbano da Aguieira, Centro Histórico, Mirita Casimiro, Pavilhão Multiusos e, quem sabe, uma ou duas rotundas. Resta dar vida, procurar dinamizar estes espaços e neles valorizar a produção local de modo a desenvolver uma dinâmica cultural com um carácter distintivo. Este é o trabalho de casa autárquico que temos de fazer se queremos deixar de ser uma cidade subalterna em termos culturais. Se a cultura é alimento para a alma, ao fim de duas décadas esta comunidade está sub-nutrida.

2. Balanço da Feira: A Feira, não tendo sido formalmente condenada em julgamento público por um juiz competente, passou as últimas décadas agrilhoada às ruas da amargura. Os executores da pena - máxima e sem direito a precárias- passeiam no mundo dos vivos, sem tempo para inquietações de alma. Em jeito de balanço desta edição, José Moreira reconhece que a cada ano o desafio é renovado. Este ano, além do alargamento temporal, o certame acolheu mais 35 mil visitantes pagantes, um resultado positivo em tempos difíceis. José Moreira sabe que, como ponto de partida para um futuro melhor, é necessário perceber o que falhou e introduzir melhorias já na próxima edição, de maneira a tornar o espaço mais atractivo. Segundo o mesmo José Moreira, a feira terá de se ajustar aos dias que correm, sendo necessário construir a feira de hoje com olhos no futuro. Aqui é necessário não tomar a árvore pela floresta e assumir que a feira provavelmente será o maior desafio social, cultural e económico de Viseu. A breve prazo, é imperativo construir uma feira diferente, mais apelativa, virada para o século XXI. Para atingir este desígnio sobra muito trabalho pela frente, as novidades terão de ser uma constante na vida da feira, a programação terá de ser variada, coerente e apelativa a todos os públicos. Só assim será possível atribuir ao evento uma dimensão maior e definitivamente afirmá-lo como uma marca das beiras. Da “luta de classes” deverá nascer um meio-termo entre um modelo tradicional e um modelo vanguardista de feira. O poder ouviu Moreira?

3. FAV(as) Contadas: Há turbulência na Federação Académica de Viseu. Recordo o tempo em que fazer uma licenciatura significava 4 ou 5 anos de vida académica, literária e cultural para ser vivida intensamente e em grupo, com sorte esse grupo de amigos trazia mais para cima da mesa do que um jogo de sueca ou bisca lambida. Hoje em dia a inscrição numa licenciatura serve para o lançamento de projectos de poder nos quais ex-jotas, às portas da ternura dos quarenta, com o apoio das máquinas partidárias, tomam os lugares que deviam ser ocupados por jovens, com vista a marcarem uma posição para o seu futuro. Neste jogo, já não há lugar para os românticos da academia.